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David Graeber sobre a 'Vitória'

2020.09.11 23:28 Dannzsche David Graeber sobre a 'Vitória'

Vou só compartilhar um trecho aqui de um ensaio do David Graeber - O Choque da Vitória - É um exercício imaginativo valioso sobre o significado da revolução ou simplesmente da 'vitória' enquanto um processo histórico de ruptura:
"Isto nos leva a uma questão interessante. O que significaria conquis­tar não apenas nossos objetivos de médio prazo, mas também os de lon­go prazo? No momento não está muito claro para ninguém como isso poderia acontecer, pela simples razão de que nenhum de nós tem muita fé remanescente “na” revolução, no antigo sentido dado ao termo nos sé­culos XIX e XX. Afinal, a visão total de uma revolução, de que haverá uma única insurreição em massa ou greve geral e então todos os muros ruirão, é inteiramente baseada na velha fantasia de dominar o Estado. Esta seria a única maneira possível de a vitória ser tão absoluta e com­pleta — pelo menos se estivermos falando de um país inteiro ou de um território significativo.
Para ilustrar, consideremos: o que haveria realmente signi­ficado para os anarquistas espanhóis ter “vencido” em 1937? É impressi­onante quão raro nos fazemos perguntas como essa. Apenas imaginamos que teria sido algo como a Revolução Russa, que começou de modo se­melhante, com a dissolução do antigo exército, a criação espontânea de sovietes. Mas isso foi nas grandes cidades. A Revolução foi seguida de anos de guerra civil na qual o Exército Vermelho gradualmente impôs o controle do novo Estado a cada parte do Império Russo, quisessem ou não as comunidades em questão. Imaginemos que as milícias anarquistas na Espanha tivessem derrotado o exército fascista, e então desfeito com­pletamente e expulsado o Governo Republicano socialista de seus gabi­netes em Barcelona e Madri. Decerto teria sido uma vitória aos olhos de qualquer um. Porém, o que teria acontecido em seguida? Haveriam eles transformado a Espanha em uma não república, um anti­estado estabe­lecido exatamente dentro das mesmas fronteiras internacionais? Haveri­am imposto um regime de conselhos populares em cada vila e município no território do que outrora fora a Espanha? Como, exatamente?
Preci­samos ter em mente que em muitas vilas, povoados e até regiões do país os anarquistas eram quase inexistentes. Em alguns, praticamente toda a população era formada por católicos ou monarquistas conservadores; em outros (digamos, no País Basco), havia uma classe trabalhadora militan­te e bem ­organizada, porém esmagadoramente socialista ou comunista. Mesmo no auge do fervor revolucionário, a maioria deles continuaria fiel a seus antigos valores e ideias. Se a FAI vitoriosa tentasse exterminar a todos — uma tarefa que teria exigido matar milhões de pessoas —, ex­pulsá-­los do país, realocá-los à força em comunidades anarquistas ou mandá-­los para campos de reeducação, seria não só culpada de atroci­dades de nível mundial, mas também teria de deixar de ser anarquista.
Temos que ter em mente aqui que havia muitas vilas, cidades e até mesmo regiões inteiras da Espanha onde anarquistas eram quase inexistentes. Em alguns, quase toda a população era composta de católicos conservadores ou monarquistas; em outros (digamos, o País Basco), havia uma classe trabalhadora militante e bem organizada, mas uma classe predominantemente socialista ou comunista. Mesmo no auge do fervor revolucionário, a maioria deles permaneceria fiel a seus antigos valores e ideias. Se a FAI vitoriosa tentasse exterminar todos eles – uma tarefa que exigiria a morte de milhões de pessoas – ou expulsá-los do país, ou realojá-los à força em comunidades anarquistas, ou enviá-los para campos de reeducação – eles não seriam apenas culpados de atrocidades a nível mundial, mas teriam que desistir de ser anarquistas. Organizações democráticas simplesmente não podem cometer atrocida­des nessa escala sistemática: para isso, seria necessária uma entidade verticalizada de inspiração comunista ou fascista, já que não se pode fa­zer com que milhares de seres humanos massacrem de forma sistemática mulheres, crianças e idosos indefesos, destruam comunidades ou expul­sem famílias de seus lares ancestrais a menos que eles possam alegar es­tar apenas cumprindo ordens. Parece que haveria somente duas soluções possíveis para o problema:
1. Deixar a República continuar como governo de fato, controlado por socialistas, deixar que imponham o controle do governo nas áreas de maioria de direita, enquanto obtêm algum tipo de acordo com eles para que deixem as cidades, vilas e aldeias de maioria anarquista em paz para se organizarem como desejam… e espero que o governo mantenha o acordo.
2. Declarar que todos deveriam formar suas próprias assembleias populares locais e permitir-lhes decidir seu próprio modo de auto-organização.
A segunda parece a mais ajustada aos princípios anarquistas, mas os resultados provavelmente não teriam sido muito diferentes. Afinal, se os habitantes de Bilbao, digamos, tivessem um ardente desejo de criar um governo local, como exatamente alguém os teria impedido? Municípios onde a Igreja ou proprietários de terras ainda tivessem apoio popular presumivelmente colocariam as mesmas velhas autoridades direitistas no poder; municípios socialistas ou comunistas poriam burocratas de seus partidos; estadistas de direita e de esquerda formariam então confederações rivais que, embora eles controlassem apenas uma fração do antigo território espanhol, se declarariam o legítimo governo da Espanha. Os governos estrangeiros reconheceriam uma ou a outra — já que ninguém estaria disposto a trocar embaixadores com um não governo como a FAI, mesmo supondo que esta o desejasse, o que não seria o caso.
Em outras palavras, a guerra armada poderia terminar, mas a luta política continuaria, e grandes partes da Espanha presumivelmente acabariam parecendo-se com a Chiapas contemporânea, com cada distrito ou comunidade dividido em facções anarquista e antianarquista. A vitória final teria de ser um processo longo e árduo. A única maneira de realmente persuadir os enclaves estadistas seria persuadir suas crianças, o que poderia ser alcançado com a criação de uma vida obviamente mais livre, mais prazerosa, mais bonita, segura, relaxada e satisfatória nos setores sem Estado. Os poderes capitalistas estrangeiros, por outro lado, mesmo que não interviessem militarmente, fariam todo o possível para evitar a notória “ameaça do bom exemplo”, por meio de boicotes econômicos e subversão e despejando recursos nas zonas estatizadas. No fim, tudo provavelmente dependeria do grau em que as vitórias anarquistas na Espanha inspirassem insurreições em outros lugares.
A verdadeira razão do exercício imaginativo é apenas mostrar que não existem rupturas totais na História. O outro lado da velha ideia da ruptura total, aquele momento em que o Estado cai e o capitalismo é derrotado, é que nada além disso representa uma vitória real. Se o capitalismo permanecer de pé, se começar a mercantilizar nossas ideias outrora subversivas, é a prova de que eles venceram. Nós perdemos, nós fomos cooptados. Para mim isso é absurdo. Podemos dizer que o feminismo perdeu, que não conquistou nada, só porque a cultura corporativa se sentiu obrigada a demonstrar apoio à condenação do sexismo e firmas capitalistas começaram a comercializar livros, filmes e outros produtos feministas? É claro que não: a menos que tenhamos conseguido destruir o o capitalismo e o patriarcado com um golpe mortal, esse é um dos mais claros sinais de que chegamos a algum. É de se presumir que qualquer estrada efetiva para a revolução envolverá infinitos momentos de cooptação, infinitas campanhas vitoriosas, infinitos pequenos momentos de insurreição ou momentos de autonomia fugaz e encoberta. Hesito mesmo em especular como realmente seria. No entanto, para começarmos a caminhar nessa direção, a primeira coisa que precisamos fazer é reconhecer que, de fato, vencemos algumas.
Na verdade, ultimamente, temos vencido um bocado. A questão é como romper o ciclo de exaltação e desespero e gerar algumas visões estratégicas (quanto mais, melhor)dessas vitórias construídas uma sobre a outra, para criar um movimento cumulativo rumo a uma nova sociedade."
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2020.08.10 16:32 Vl4dimirPudim História "completamenta" e básica da Pudinisland

O início de tudo
Todo começou com a chegada dos egípcios na Ilha, há 5 mil anos atrás, não se sabe muito como eles chegaram aqui, nem se sabe porque, mas o fato é que eles vinheram. Eles fizeram poucas coisas além de fundar a pirâmide 2 na região onde hoje é Pepinopolis [ que hoje só há ruínas ], e entrarem em contato com alienígenas. Eles basicamente moravam em cavernas é só existiam. Também havia no arquivo uma ilha com um formato do Acre, nada mais era que o próprio acre, lá vive as últimas espécies conhecidas de dinossauros.
Foi então que em 1684, um aventureiro da coroa inglesa, Lorde da casa Bacon, acabou naufragando nessa ilha específica, ele fez contato com esses povos antigos, que por motivos desconhecidos falavam perfeitamente o inglês, seu contato foi bem produtivo, e ele acabou voltando dias depois a Inglaterra e contando o que havia visto. Meses depois a Inglaterra invade a ilha por que sim, e mata quase todos egípcios dessa terra, mas deixa os dinossauros por eles eram legais, a Inglaterra usa essa ilha pra aprisionar irlandeses. Houve também muito migração da russia, após a descoberta de minérios de vodka na ilha, o que ocasionou a chegada de rasputin, um mago russo que era amigo de Nicolau II da russia, bom as coisas na russia começaram a esquenta aí o rasputin vai pra Pudinisland. Ele ficou bem famoso, acabou criando um cidade chamada Rasputown, e também ele odiava os irlandeses, aí um belo dia ele decidiu trazer o maior pesadelo deles a vida, ele cria um portal do planeta dos gnomos para Pudinisland, e isso ocasionou uma migração em massa de irlandeses para fora do Pudinisland, assim gnomos foram criado. Rasputin não era bem visto pela sociedade da ilha, nem mesmo pelos gnomos, pois ele era maluco poderoso e rico, uma péssima combinação, após a morte de rasputin os gnomos fizeram da ilha sua casa, fazendo parte da ilha, eles migram para o sul da ilha. Mas os gnomos não foram vistos com bons olhos pelos habitantes humanos do lugar, ele foram maltratados e muitos eram mortos sem motivo algum, era uma vida difícil para eles, eles eram vistos como inferiores, e em algumas províncias eles eram escravizados. Apesar disso os gnomos sempre eram em sua maioria passifica e até enriqueceram.
Em resumo tudo ia bem... até que um membro do exército Inglês teve uma visão de Renatinho, ele manda pregar a sua existência para todos da ilha, esse é Teemotio, ele pega em armas e decreta o estado livre de Renatinho, deixando a ilha livre dos inglês. Teemotio ele consegue unificar toda a Ilha em seu Império, fez grandes obras e muitos monumentos, até deu mais liberdade a gnomos ( apesar de muitos ainda adiaram gnomos ), ele falava de Renatinho e como ele era belo. Depois de seu reinado que durou até sua morte, os novos gonvernate não souberam gonvernar bem, eles ficavam só comendo Dogões e vinas, ficavam conversado com rolas, e dançando e ouvindo Teemo Tango ( uma espécie de Teemowave da época), o grande estado de Teemotio o Grande, que durou 6 décadas se fragmentou novamente.
Agora Com força e mais juntos o Império se fragmentos em 4 grandes países, O Império Russo secundário ( liderado por Nikita Vostok ), O Império de Teemotio ( liderado por Teemo III ), A regência Militar dos Gnomos ( Liderado por Mitiguer ) e Hegemonia Soberana dos Gnomos ( Liderado por Yosef ).
IMPÉRIO RUSSO 2:
Nikita Vostok era um nobre russo que chegou ao poder, ele concretizou o poder da do Império Russo 2 sobre todo o arquipélago, Fez grandes obras como o Cremilem e a KGB 2, Melhorou a economia e mostrou ao mundo a cultura slava, fazendo com que a economia russa 2 fosse a maior da ilha em seu mandato.
Império de Teemotio:
Esse país foi a continuação direta do Império de Teemotio, que também contínuo com as ostentação e os grandes gastos, o estado contínuo se deteriorando e enfraquecendo, depois da guerra ele caira para uma democracia.
Regência Militar Gnomistica:
Após a dissolução do Império de Teemotio ( em que os gnomos eram mal visto e maltratados ), acaba chegando ao poder por meio de um golpe militar, General Mitiguer, ela era bem horrível, impôs váriasleis autoritária, prendia opositores, e em geral deixou a população mais pobre ainda, sobre o pretexto de sobressai o poder dos gnomos, ele militarista o estado e se torna a mais forte nação da ilha.
Hegemonia Soberana:
Um estádo criado por gnomos extremista, que acreditavam em supremacia sobre os gnomos, e que eles deveriam impor a força seus ideais. Yosef era um líder político/religioso e deixou toda população do seu país sobre sua visão, ele era visto como um literal semi Deus, e o povo confiava nele.
Guerra civil dos gnomos:
A hegemonia soberana e o estado militar dos gnomos não se davam muito bem. Foi então que Mitiguer, com sede de poder ataca a Hegemonia, Trucidandano do o exército da Hegemonia e matando Yosef, ele toma os territórios da Hegemonia e instaura campos de concentração pra os extremista, pondo fim a guerra.
1° guerra de Pudinisland
Tudo começou quando, o estado dos gnomos atacou a Hegemonia, apesar de ninguém gostar da Hegemonia, todos sabiam que Mitiguer estava louco por poder. Então sem mais nem menos, Mitiguer declara guerra a todos os países, um espanto, pois era percetível a força de Mitger e seu estado era muito grande. Houve uma grande mobilização, mas de nada adiantou, o estado dos gnomos contínuo a expandir, o Império de Teemotio caiu, os gnomos só precisavam invadir Tarkovogrado para ganha a guerra, mas apesar da ilha ser tropical, o inverno russo era muito pesado, forçou o estado dos gnomos a recuar, e a guerra foi ganha, essa derrota e a morte de Mitger foi humilhante para os gnomos.
Após a guerra tudo ficou mais calmo, a Rússia virou um principado, o Império de Teemotio caiu e virou um estado livre e os gnomos instalaram um império, sobre a conduta de um conselho de gnomos. Nesse período houve várias pequena batalha e outras coisas.
A criação dos Estados Unidos de Renatinho
Então lembra que eu disse que os egípcios tinham contato com alienígenas, então, Renatinho era um desse Alienígenas. Um descendente de egípcio, chamado André, teve uma visão de Renatinho, na sua visão ele vê o Renatinho e Renatinho o manda fazer uma máquina pra trazer-lo a terra. André não pensa 2 vezes, e de dentro de sua garagem começa a fazer essa máquina, ele consegue, e finalmente Renatinho é convertido em matéria, direto de seu planeta Biluland, para Pudinisland. Renatinho rapidamente vira uma celebridade e convence a população a eleger André como príncipe, mais uma fez os Estados Livres é derrubado por um golpe de André, que Muda pra os Estados Unidos de Renatinho.
A guerra dos Texugos:
Há mais ou menos 30 anos após o término da 1°guerra de Pudinisland, em Teemo City ( cidade que concentrava 79% da população de Texugos da ilha e 90%da população de Guaxinis ), acaba sofrendo uma guerra civil, os texugos não se davam bem com os Guaxinis, os Textos pegam em armas e começam a matar Guaxinis, os Guaxinis retalha, no fim 50% dos 90% da população de Guaxinis foram mortas, Muitos foram torturados e outras fuzilados, os texugos perderam a guerra, e fugiram para uma ilha deserta ao leste, lá fizeram seu Império. [F pelos mais de 500 mil de Guaxinis mortos]
Guerra dos Kogamas.
Kogama é uma minoria étnica de USR que vive entre tarkov e BarryTown, sua principal cidade é Kogamópolis, há 60 quilômetros de Kogamópolis tem Roblox vile, cidade dos Roblox mais uma minoria étnica de USR, elas tiveram uma guerra entre elas, o motivo era o contra da região, forma 3 semanas de intenção batalha, Muitos morreram e no final os Kogamas ganharam, tendo a soberania local.
A criação dos Estado Livre do Acre:
Após centenas de anos de total isolamento, os dinossauros que viviam na ilha do Acre desenvolveram a capacidade do pensamento lógico, e como seres totalmente Racionais, não houve guerras, A separação foi discutida em votação, Foi unânime é todos e hoje todos vivem em paz.
Após esses breves relatos da situação da ilha de Pudinisland, vamos a contextualização da próxima guerra, o gonverno do Império Gnomisticos, após a morte de Mitger e a instalação de um novo gonverno, a população começou mais a tolêrar mais os gnomos extremista, o gonverno passou a apoia-los de forma que eles expandiram. Então houve esse episódio em que sequestraram o príncipe André III. O caos repercutiu, foram meses sem André.
O sequestro de André III:
Gnomos extremista, sequestraram o príncipe André III, e seu paradeiro é desconhecido. Foi então que uma operação foi formada, a operação Barba Negra, no comando o jovem general russo Vladimir Pudim, que fez um grande trabalho na criação de um grupo tático conhecido Piratas. A inteligência foi rápida e poucos dias, os piratas invadem o local onde o príncipe está como refém é o resgata. Vladimir Pudim se destaca nessa operação o que lhe concede o gonverno da russia 2 poucos anos depois.
2° guerra de Pudinisland
Tudo começou quando gnomos extremista em um ataque terrorista matou o Renatinho, a Rússia 2 corta relações de paz com UGK, e começa a atacar as bases militares de gnomos extremista dentro do estado russo. UGK vê isso como um ataque e declara guerra a Rússia 2, Como retaliação Rússia 2 ativa o protocolo de ataques vermelho, ativando todas suas 37 ogivas nucleares. Os eua entra na guerra ao lado da UKG e realiza uma série de ataques a bases militares Russas 2, A China também entra do lado da UKG, mais é completamente destruída por mísseis nucleares vindo da russia 2, com esse taque, os EUA vira de lado e começa a apoiar a Rússia 2 na guerra. A RÚSSIA 2, parece um rolo compressor, e rapidamente toma a cidade de Coxinopolis, porém os gnomos consegue conter o avanço, e começam a empurrar o exército russo secundário para cima, fazendo com que USR entre na guerra no lado da Rússia, Apesar dos esforços os gnomos avançam para Moscow 2, porém Vladimir Pudim MUDA a capital para a recém conquistada tarkov, os gnomos invadem GODENOTOWN é há ocupam, chegam em tarkov porém são parados por Renatinho que foi revivida numa missão sigilosa russa que deu serto, com isso os gnomos são rapidamente mortos e obrigado a assinar um tratado de paz. Vladimir morheroicamente por salvar seu esquadrão e a ilha de Pudinisland. Ele receberá em seu enterro a medalha de mais alta honraria que um homem pode ter no mundo, e se consagrou como o maior herói de Pudinisland.
Os países atualmente
UGK
Nome oficial: Princípados Unidos dos gnomos sobre a proteção do rei População: 161.002.508 habitantes Maioria ética: GNOMO Pib per capita: 6.873 dólares Moeda oficial: Libra Gnomistica Religião oficial: profecias de Ricardo milos Capital: PC do André Primeiro ministro: GNOMO Gastos Militares: 573,1 Bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 15 Estado Atual: em paz
História
RÚSSIA 2
Nome oficial: Principados unidos da Russia secundária População: 502.037.578 habitantes Maioria ética: eslavo Pib per capita: 9.264 dólares Moeda oficial: Rublo 2 Religião oficial: COMUNISMO ortodoxos Capital: Moscow 2/Tarkov Príncipe regente: Cheeki blyat Gastos Militares: 783,4 bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 37 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: Positivo
USR
Nome oficial: Estados Livres e Unidos sobre a proteção de Renatinho População: 270.537.867 habitantes Maioria ética: Anime Pib per capita: 25.284 dólares Moeda oficial: Dólar de Teemo Religião oficial: Pensamentos de Renatinho Capital: BarryTown Príncipe regente: André III Gastos Militares: 337,1 bilhões de dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: Positivo
Texugo island
Nome oficial: Ilha dos Texugos Felizes População: 5.387.522 habitantes Maioria ética: Texugo Pib per capita: 10.587 dólares Moeda oficial: Real de Texugo Religião oficial: Pensamentos de Renatinho Capital: Texugo Pólis Presidente: Manuel Texugo Pereira Gastos Militares: 300 milhões de dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em paz Favorável à uma unificação: Não
Estado livre do Acre
Nome oficial: Estado livre do Acre sobre a proteção dos dinossauros População: 2.110.583 habitantes Maioria ética: Dinossauro Pib per capita: 29.930 dólares Moeda oficial: bitcoin Religião oficial: CIÊNCIA Capital: Pangeia dos rio branco Primeiro ministro: os três dinos Gastos Militares: 0 dólares N° de ogivas nucleares: 0 Estado Atual: Em Muita paz Favorável à uma unificação: não
Após anos de paz, felicidade e prosperidade, uma mensagem criptografada anônima revela com interferências que Vladimir Pudim estivesse vivo.
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2020.07.22 00:34 browndusky alguém se por favor pode me ajudar corrigir minha gramatica numa tese que fiz?

não sou português mas português foi umas das disciplinas que escolhi em universidade.
Eu falo bem português mas meu português escrito é totalmente lixo.(sei que não é muito professional com todas as palavras vulgares mas ya isto era eu a usar tudo que eu sei)
obg para me ajuderem!


“Colora minha vida com o caos de problemas” esta é uma linha duma canção de Smith que esta menina usou como uma citação no anuário em um filme sentimental de 2011, eu achei fixe esta citação, e por isso escrevi no meu caderno de rascunho e sonhei um dia alguém vindo pra minha vida e colorir-o com caos de problemas.
Eu sempre senti assim, sempre senti que preciso algo mais, a coisa comigo é que nunca me sinto satisfeito com que tenho.
E como muitos outros da minha idade, tentei preencher o vazio com atenção, drogas, animes e especialmente com o amor.
Eu faço parte daquela geração Nepalesa que assiste “3 idiots” e ouve canções românticas do McFlo e pense que não consegue ser feliz sem se apaixonar. Sabes de quem eu estou a falar sobre, aqueles rapazes que têm um exterior áspero mas no fundo eles têm um lado macio basicamente somos tsundere.
Fds nem fiquei triste depois de terminar com minha ex. Eu fiquei tipo olhe mais uma experiência, da próxima vez que eu estiver a namorar não vou cometer os mesmos erros.
Já terminei 3 vezes mas ainda não me sinto triste porque é fixe ter emoções.
A minha esposa podia me trair, levar metade dos meus bens, meu cão e meu filho Ramesh e eu vou ficar sem teto a pensar WHOA emoções são fixes.
Apaixonamento é uma treta que gente inventaram porque ficaram entediados.
“Colora minha vida com o caos de problemas” mas-mas porquê? Es estúpido?
Porque é que vocês querem alguém para foder a sua vida artisticamente?
Deve ser porque gostamos de altos e baixos do amor. Gostamos da montanha russa de emoções que o amor dá e sentimos vivos.
Amor é como bebidas alcoólicas ou bater punheta. Sentimos bem quando fazemos, mas depois de acabar fazer ou consumir nos arrependemos.
Se vocês não me acreditam, há centenas dos estudos detalhando como euforia do amor provoca a mesma sensação no cérebro como cocaine, seus viciados.
Nenhuma outra espécies faz isso coisinha de apaixonar. Os macacos não estão sentados na cama a pensar se é muito pegajoso mandar mensagem para aquela macaco com cú grande. Os macacos não precisam de pensar qual vestido é melhor para o encontro ou se preocupar com o cheiro, eles só fodem. É incrível, eles poderiam a estar comer banana um momento ou matando insetos e boom começam a foder. Eles não se dão mínimo se alguém está a ver ou tirar fotografias. Nós complicamos demais, porque é que é eu preciso de vestir bem e usar perfume e ela tem que dizer ela não costuma fazer isto.
Apaixonar-se não faz qualquer sentido biologicamente é uma nova emoção humana baseado completamente em egoísmo, ciumento e a insegurança.
Vocês malucos decidiram que amor significa pelo lei ficaremos juntos para sempre e se não o fizermos, leva metade do meu dinheiro. MAS PORQUÊ?
Não sou de coração frio porque acredito que amor é real. É algo que compartilhamos com nossa família, nossos amigos, nossos animais de estimação e com o mundo.
O amor torna-se para uma emoção possessiva especificamente humana quando vocês falam de encontrar aquela menina . “QUANDO OLHEI PARA OLHOS DELAS EU SABIA QUE EU IA PASSAR RESTO DA MINHA VIDA COM ELA”
A serio? Eu acho que há algo mal com tua cabeça mano.
Cair de cabeça totalmente cega numa relação é igual á tu projetar tuas inseguranças em outra pessoa. Não estás feliz com tua vida por isso começas a procurar isso em outra pessoa, e isto é insustentável, irreal e perigoso. Talvez não tens amigos, não gostas do teu trabalho, não gostas de ti mesmo ou talvez a tua mãe não te abraçou suficiente quando eras criança. E agora quando encontras uma gaja fixe que ri das tuas piadas, tu agarras nela como uma sanguessuga e tornas-te uma psicopata se ela até olha para alguém.
Isto é porque o amor é tão viciante quanto uma droga, os únicos dois tipos de pessoas que cortaria seus pneus e ameaçaria suicídio é uma viciante de drogas e uma puta louca chamada Verónica(karen).
Mas talvez eu sou sozinho e amargo porque tentei me se apaixonar mas nunca funcionou para mim.
Eu tenho certeza que acontece isto com toda gente.
Achas que gostas uma gaja mas depois de bater a punheta já não é o caso. Percebes que não estavas a pensar com a cabeça certa(é chamado post nut syndrome em ingles).
Agora estou no ponto em que estou aberto à idéia de amor, mas eu não consigo manter conversas com minas da minha idade, elas parecem a viver a vida em Instagram e acho que isto é um chatice. Como vocês não se cansam de usar o instagram depois de uma semana ou um mês? È realmente incrível.
Quando estão a falar de maquiagem, roupas e exes, pá não dou mínimo, a sério não dou mínimo.
Eu percebo que quando falo que não dou mínimo, estou a ser ignorante porque as pessoas se apaixonam alegremente e isso faz eles felizes, pá sou quero o mesmo sentimento, embora que eu saiba que o amor é basicamente cocaine para minha coração.
Eu acho que estou apenas amarga a ver todas essas pessoas juntos alegremente a fazer promessas que provavelmente não vão manter. Parece divertido não parece?
Romance é uma venda fácil. Todos nós gostamos quando o protagonista acaba junto com a menina e ambos ficam felizes para sempre. Gostamos de ver o final feliz. Gostamos de acreditar em "felizes para sempre".
Mas o amor romântico e o amor em geral é muito mais complicado do que fomos levados a acreditar nos filmes de Hollywood.
Não ouvimos que o amor às vezes seja desagradável ou até doloroso, ou que o amor precisa autodisciplina e uma certa quantidade de esforço sustentado ao longo de anos, décadas e uma vida inteira. Essas verdades não são emocionantes. Nem eles vendem bem. A dolorosa verdade do amor é que o verdadeiro trabalho de um relacionamento começa depois que a cortina se fecha e os créditos rolam.
Como a maioria das coisas na mídia, o retrato do amor na cultura pop é limitado ao destaque. Todas as complexidades da vida real em um relacionamento são varridas para dar lugar a títulos emocionantes, a separação injusta e, claro, o final feliz favorito de todos.
Quando somos apaixonados, não podemos imaginar que algo possa dar errado entre nós e nosso parceiro. Não conseguimos ver falhas delas , tudo o que vemos é potencial e possibilidade ilimitados.
Isto não é amor. Isso claramente é uma ilusão. E, como a maioria das ilusões, as coisas não terminam bem.
Eu acho que eu gosto de ideia de amor mas não tenho paciência nem quero comprometer minha liberdade para ela. Eu gosto quando estou o centro da atenção e não gosto quando sou eu que precisa de dar atenção. Sempre que estive num relacionamento a princípio, fico empolgado; mas depois de algum tempo, perco toda a paciência e a interessa.
Eu gosto de ideia de amor e é basicamente que este filme 500 days of summer satirizou.
Eu gosto como este filme criticou o conceito de amor.
A personagem principal decidiu que a menina Summer era sua alma gémea, porque eles ambos gostam da mesma música. Ele cresceu vendo filmes românticos com um fim clássico. E por isso ele pintou uma imagem na cabeça que a Summer era criada para ficar junto com ele mas não é realmente o caso no fim deste filme. O amor verdadeiro precisa de paciência, compromisso e atenção e isto parece búe complicado pá. Em vez disso eu prefiro ver porno e bater a punheta.
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2020.07.11 15:38 Vl4dimirPudim História completa de Pudinisland, fiquem a vontade para fazer as bandeiras dos novos países

O início de tudo
Todo começou com a chegada dos egípcios na Ilha, há 5 mil anos atrás, não se sabe muito como eles chegaram aqui, nem se sabe porque, mas o fato é que eles vinheram. Eles fizeram poucas coisas além de fundar a pirâmide 2 na região onde hoje é Pepinopolis [ que hoje só há ruínas ], e entrarem em contato com alienígenas. Eles basicamente moravam em cavernas é só existiam. Também havia no arquivo uma ilha com um formato do Acre, nada mais era que o próprio acre, lá vive as últimas espécies conhecidas de dinossauros. Foi então que em 1684, um aventureiro da coroa inglesa, Lorde da casa Bacon, acabou naufragando nessa ilha específica, ele fez contato com esses povos antigos, que por motivos desconhecidos falavam perfeitamente o inglês, seu contato foi bem produtivo, e ele acabou voltando dias depois a Inglaterra e contando o que havia visto. Meses depois a Inglaterra invade a ilha por que sim, e mata quase todos egípcios dessa terra, mas deixa os dinossauros por eles eram legais, a Inglaterra usa essa ilha pra aprisionar irlandeses. Houve também muito migração da russia, após a descoberta de minérios de vodka na ilha, o que ocasionou a chegada de rasputin, um mago russo que era amigo de Nicolau II da russia, bom as coisas na russia começaram a esquenta aí o rasputin vai pra Pudinisland. Ele ficou bem famoso, acabou criando um cidade chamada Rasputown, e também ele odiava os irlandeses, aí um belo dia ele decidiu trazer o maior pesadelo deles a vida, ele cria um portal do planeta dos gnomos para Pudinisland, e isso ocasionou uma migração em massa de irlandeses para fora do Pudinisland, assim gnomos foram criado. Rasputin não era bem visto pela sociedade da ilha, nem mesmo pelos gnomos, pois ele era maluco poderoso e rico, uma péssima combinação, após a morte de rasputin os gnomos fizeram da ilha sua casa, fazendo parte da ilha, eles migram para o sul da ilha. Mas os gnomos não foram vistos com bons olhos pelos habitantes humanos do lugar, ele foram maltratados e muitos eram mortos sem motivo algum, era uma vida difícil para eles, eles eram vistos como inferiores, e em algumas províncias eles eram escravizados. Apesar disso os gnomos sempre eram em sua maioria passifica e até enriqueceram. Em resumo tudo ia bem... até que um membro do exército Inglês teve uma visão de Renatinho, ele manda pregar a sua existência para todos da ilha, esse é Teemotio, ele pega em armas e decreta o estado livre de Renatinho, deixando a ilha livre dos inglês. Teemotio ele consegue unificar toda a Ilha em seu Império, fez grandes obras e muitos monumentos, até deu mais liberdade a gnomos ( apesar de muitos ainda adiaram gnomos ), ele falava de Renatinho e como ele era belo. Depois de seu reinado que durou até sua morte, os novos gonvernate não souberam gonvernar bem, eles ficavam só comendo Dogões e vinas, ficavam conversado com rolas, e dançando e ouvindo Teemo Tango ( uma espécie de Teemowave da época), o grande estado de Teemotio o Grande, que durou 6 décadas se fragmentou novamente. Agora Com força e mais juntos o Império se fragmentos em 4 grandes países, O Império Russo secundário ( liderado por Nikita Vostok ), O Império de Teemotio ( liderado por Teemo III ), A regência Militar dos Gnomos ( Liderado por Mitiguer ) e Hegemonia Soberana dos Gnomos ( Liderado por Yosef ).
IMPÉRIO RUSSO 2:
Nikita Vostok era um nobre russo que chegou ao poder, ele concretizou o poder da do Império Russo 2 sobre todo o arquipélago, Fez grandes obras como o Cremilem e a KGB 2, Melhorou a economia e mostrou ao mundo a cultura slava, fazendo com que a economia russa 2 fosse a maior da ilha em seu mandato.
Império de Teemotio:
Esse país foi a continuação direta do Império de Teemotio, que também contínuo com as ostentação e os grandes gastos, o estado contínuo se deteriorando e enfraquecendo, depois da guerra ele caira para uma democracia.
Regência Militar Gnomistica:
Após a dissolução do Império de Teemotio ( em que os gnomos eram mal visto e maltratados ), acaba chegando ao poder por meio de um golpe militar, General Mitiguer, ela era bem horrível, impôs váriasleis autoritária, prendia opositores, e em geral deixou a população mais pobre ainda, sobre o pretexto de sobressai o poder dos gnomos, ele militarista o estado e se torna a mais forte nação da ilha.
Hegemonia Soberana:
Um estádo criado por gnomos extremista, que acreditavam em supremacia sobre os gnomos, e que eles deveriam impor a força seus ideais. Yosef era um líder político/religioso e deixou toda população do seu país sobre sua visão, ele era visto como um literal semi Deus, e o povo confiava nele.
Guerra civil dos gnomos:
A hegemonia soberana e o estado militar dos gnomos não se davam muito bem. Foi então que Mitiguer, com sede de poder ataca a Hegemonia, Trucidandano do o exército da Hegemonia e matando Yosef, ele toma os territórios da Hegemonia e instaura campos de concentração pra os extremista, pondo fim a guerra.
1° guerra de Pudinisland:
Tudo começou quando, o estado dos gnomos atacou a Hegemonia, apesar de ninguém gostar da Hegemonia, todos sabiam que Mitiguer estava louco por poder. Então sem mais nem menos, Mitiguer declara guerra a todos os países, um espanto, pois era percetível a força de Mitger e seu estado era muito grande. Houve uma grande mobilização, mas de nada adiantou, o estado dos gnomos contínuo a expandir, o Império de Teemotio caiu, os gnomos só precisavam invadir Tarkovogrado para ganha a guerra, mas apesar da ilha ser tropical, o inverno russo era muito pesado, forçou o estado dos gnomos a recuar, e a guerra foi ganha, essa derrota e a morte de Mitger foi humilhante para os gnomos.
Após a guerra tudo ficou mais calmo, a Rússia virou um principado, o Império de Teemotio caiu e virou um estado livre e os gnomos instalaram um império, sobre a conduta de um conselho de gnomos. Nesse período houve várias pequena batalha e outras coisas.
A criação dos Estados Unidos de Renatinho:
Então lembra que eu disse que os egípcios tinham contato com alienígenas, então, Renatinho era um desse Alienígenas. Um descendente de egípcio, chamado André, teve uma visão de Renatinho, na sua visão ele vê o Renatinho e Renatinho o manda fazer uma máquina pra trazer-lo a terra. André não pensa 2 vezes, e de dentro de sua garagem começa a fazer essa máquina, ele consegue, e finalmente Renatinho é convertido em matéria, direto de seu planeta Biluland, para Pudinisland. Renatinho rapidamente vira uma celebridade e convence a população a eleger André como príncipe, mais uma fez os Estados Livres é derrubado por um golpe de André, que Muda pra os Estados Unidos de Renatinho.
A guerra dos Texugos:
Há mais ou menos 30 anos após o término da 1°guerra de Pudinisland, em Teemo City ( cidade que concentrava 79% da população de Texugos da ilha e 90%da população de Guaxinis ), acaba sofrendo uma guerra civil, os texugos não se davam bem com os Guaxinis, os Textos pegam em armas e começam a matar Guaxinis, os Guaxinis retalha, no fim 50% dos 90% da população de Guaxinis foram mortas, Muitos foram torturados e outras fuzilados, os texugos perderam a guerra, e fugiram para uma ilha deserta ao leste, lá fizeram seu Império. [F pelos mais de 500 mil de Guaxinis mortos]
Guerra dos Kogamas:
Kogama é uma minoria étnica de USR que vive entre tarkov e BarryTown, sua principal cidade é Kogamópolis, há 60 quilômetros de Kogamópolis tem Roblox vile, cidade dos Roblox mais uma minoria étnica de USR, elas tiveram uma guerra entre elas, o motivo era o contra da região, forma 3 semanas de intenção batalha, Muitos morreram e no final os Kogamas ganharam, tendo a soberania local.
A criação dos Estado Livre do Acre:
Após centenas de anos de total isolamento, os dinossauros que viviam na ilha do Acre desenvolveram a capacidade do pensamento lógico, e como seres totalmente Racionais, não houve guerras, A separação foi discutida em votação, Foi unânime é todos e hoje todos vivem em paz.
Após esses breves relatos da situação da ilha de Pudinisland, vamos a contextualização da próxima guerra, o gonverno do Império Gnomisticos, após a morte de Mitger e a instalação de um novo gonverno, a população começou mais a tolêrar mais os gnomos extremista, o gonverno passou a apoia-los de forma que eles expandiram. Então houve esse episódio em que sequestraram o príncipe André III. O caos repercutiu, foram meses sem André.
O sequestro de André III:
Gnomos extremista, sequestraram o príncipe André III, e seu paradeiro é desconhecido. Foi então que uma operação foi formada, a operação Barba Negra, no comando o jovem general russo Vladimir Pudim, que fez um grande trabalho na criação de um grupo tático conhecido Piratas. A inteligência foi rápida e poucos dias, os piratas invadem o local onde o príncipe está como refém é o resgata. Vladimir Pudim se destaca nessa operação o que lhe concede o gonverno da russia 2 poucos anos depois.
2° guerra de Pudinisland:
Tudo começou quando gnomos extremista em um ataque terrorista matou o Renatinho, a Rússia 2 corta relações de paz com UGK, e começa a atacar as bases militares de gnomos extremista dentro do estado russo. UGK vê isso como um ataque e declara guerra a Rússia 2, Como retaliação Rússia 2 ativa o protocolo de ataques vermelho, ativando todas suas 37 ogivas nucleares. Os eua entra na guerra ao lado da UKG e realiza uma série de ataques a bases militares Russas 2, A China também entra do lado da UKG, mais é completamente destruída por mísseis nucleares vindo da russia 2, com esse taque, os EUA vira de lado e começa a apoiar a Rússia 2 na guerra. A RÚSSIA 2, parece um rolo compressor, e rapidamente toma a cidade de Coxinopolis, porém os gnomos consegue conter o avanço, e começam a empurrar o exército russo secundário para cima, fazendo com que USR entre na guerra no lado da Rússia, Apesar dos esforços os gnomos avançam para Moscow 2, porém Vladimir Pudim MUDA a capital para a recém conquistada tarkov, os gnomos invadem GODENOTOWN é há ocupam, chegam em tarkov porém são parados por Renatinho que foi revivida numa missão sigilosa russa que deu serto, com isso os gnomos são rapidamente mortos e obrigado a assinar um tratado de paz. Vladimir morheroicamente por salvar seu esquadrão e a ilha de Pudinisland. Ele receberá em seu enterro a medalha de mais alta honraria que um homem pode ter no mundo, e se consagrou como o maior herói de Pudinisland.
Os países atualmente
UGK
Nome oficial: Princípados Unidos dos gnomos sobre a proteção do rei
População: 61.002.508 habitantes
Maioria ética: GNOMO
Pib per capita: 6.873 dólares
Moeda oficial: Libra Gnomistica
Religião oficial: profecias de Ricardo milos
Capital: PC do André
Primeiro ministro: GNOMO
Gastos Militares: 573,1 Bilhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 15
Estado Atual: em paz
RÚSSIA 2
Nome oficial: Principados unidos da Russia secundária
População: 102.037.578 habitantes
Maioria ética: eslavo
Pib per capita: 9.264 dólares
Moeda oficial: Rublo 2
Religião oficial: COMUNISMO ortodoxos
Capital: Moscow 2/Tarkov
Príncipe regente: Cheeki blyat
Gastos Militares: 783,4 bilhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 37
Estado Atual: Em paz
Favorável à uma unificação: Positivo
USR
Nome oficial: Estados Livres e Unidos sobre a proteção de Renatinho
População: 70.537.867 habitantes
Maioria ética: Anime
Pib per capita: 25.284 dólares
Moeda oficial: Dólar de Teemo
Religião oficial: Pensamentos de Renatinho
Capital: BarryTown
Príncipe regente: André III
Gastos Militares: 337,1 bilhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 0
Estado Atual: Em paz
Favorável à uma unificação: Positivo
Texugo island
Nome oficial: Ilha dos Texugos Felizes
População: 387.522 habitantes
Maioria ética: Texugo
Pib per capita: 10.587 dólares
Moeda oficial: Real de Texugo
Religião oficial: Pensamentos de Renatinho
Capital: Texugo Pólis
Presidente: Manuel Texugo Pereira
Gastos Militares: 300 milhões de dólares
N° de ogivas nucleares: 0
Estado Atual: Em paz
Favorável à uma unificação: Não
Estado livre do Acre
Nome oficial: Estado livre do Acre sobre a proteção dos dinossauros
População: 110.583 habitantes
Maioria ética: Dinossauro
Pib per capita: 29.930 dólares
Moeda oficial: bitcoin
Religião oficial: CIÊNCIA
Capital: Pangeia dos rio branco
Primeiro ministro: os três dinos
Gastos Militares: 0 dólares
N° de ogivas nucleares: 0
Estado Atual: Em Muita paz
Favorável à uma unificação: não
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2020.06.14 07:11 Drowssap145145 Você precisa ter um QI muito alto para entender o BTS.

O simbolismo é extremamente sutil, e sem uma compreensão sólida da física teórica, a maioria das referências passará despercebida para um espectador típico. Há também a perspectiva niilista de RM, que é habilmente tecida em seu enredo - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Narodnaya Volya, por exemplo. Os fãs entendem essas coisas; eles têm a capacidade intelectual de apreciar verdadeiramente a profundidade desses detalhes, de perceber que não são apenas interessantes - eles dizem algo profundo sobre a LIFE. Como conseqüência, as pessoas que não gostam do BTS são realmente idiotas - é claro que não apreciariam, por exemplo, o humor existente no slogan existencial de Suga "International Kpop Sensation Sunshine Rainbow Traditional Transfer USB Hub Shrimp ", que por si só é uma referência enigmática a épica russa de Turgenev 'Pais e filhos'. Estou sorrindo agora mesmo imaginando vocês simplórios coçando a cabeça em confusão enquanto a inteligência de Bang Shihyuk se desdobra nas telas de seus computadores. Que tolos .. como eu tenho pena. 😂
E sim, a propósito, eu tenho uma tatuagem do Jimin. E não, você não pode vê-la. É apenas para os olhos das mulheres - e mesmo assim elas precisam demonstrar que estão dentro de 5 pontos de QI próximos dos meus (de preferência mais baixo). Nada pessoal garoto 😎
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2020.05.12 07:22 jaoherico crônica autoral: Complexo de Superioridade

Uma mulher entra em um consultório psiquiátrico. Senta-se e espera ser atendida. Ela parece irritada, com alguma coisa para dizer. A palavra entalada na garganta. Bate o pé. Ela já esteve ali antes, aqui. Os olhos inquietos - a mobilha nada mudara. Fora paciente pelo período de um ano, e então abandonara o processo, sem mais nem menos, insatisfeita. Estava a meses sem dar sinal de vida para a psicóloga e não lhe passava pela cabeça a ideia de voltar ao tratamento. E de repente se vê, sentada no sofá de couro branco outra vez, a última vez. Ela espera a psicóloga.
Essa entra, faz a outra levantar, apertam as mãos, tudo bem? Se acomodam. É cordial, pergunta:
- E aí, como foi? como andas?
E a vida? não pergunta porque a outra abandonara, de uma hora para outra, o processo.
Iniciam. A paciente conta da vida. Diz que fez isso isso e aquilo. Relembrou-a dos seus problemas, dos seus traumas de infância, dos seus maiores medos, das inseguranças e cortes profundos em sua alma. Rememorou-a das suas culpas, das suas vontades vergonhosas, dos seus segredos mais profundos que nunca antes outro ser teve conhecimento. A paciente fez tudo isso esperando, degustando na boca as palavras dessas revelações vazias que brotavam do estomago e se misturavam com medo na garganta. Plena, porque sabia que faria, aproveitava a sensação de perigo enquanto se sentia protegida por promessas éticas e profissionais, como quem saboreia a segurança técnica de uma montanha-russa.
- Mas, doutora, me vem à cabeça, às vezes, que a senhora não me compreendia direito. Certas ocasiões, após algumas lágrimas derramadas, que se marcaram em minha memória como preâmbulos, por isso recordo, eu falava sobre X e a senhora respondia sobre Y. No começo eu passei a levar como planejados esses seus desvios, indubitavelmente certos em seu raciocínio de graduada. Mas, angustiada após passado um tempo me sentindo incompreendida, dei-me ouvidos. Meu problema central habita em X, isto era certeiro, mas a senhora não conseguia ver isso, e eu me perguntava... como? Uma profissional como a senhora, a mais cara da cidade, não deveria ser por incompetência que ignorava os caminhos para o sucesso de seu ofício para comigo. Então eu entendi, estudando seus atos, palavras e silêncios, enquanto sentavas nessa poltrona olhando-me sem me olhar. Ignoras o meu problema porque tens algum complexo de inferioridade perante a mim. Sim, calma, deixa eu explicar. Você parece ter este trauma, ou alguma coisa assim. A senhora detesta esse meu defeito, isso, exatamente. Detesta porque ele é o tipo de defeito daquele de quem você desejaria ser. Tipo, você tem essa visão de personalidade, essa que você sonha em alcançar. Que por esse sonho você se policia, se articula, se pensa e repensa toda a vez antes de dormir ou na privada enquanto caga. Essa personalidade, sou eu. Quero dizer, a senhora atribui-a a mim! Me vês como se eu tivesse essa coisa que você não tem. Me tens inveja! É... é... e a senhora é tão víbora descontrolada que nem consegue conte-la, despreocupada com a saúde de sua paciente! Você fica me distraindo de todo o meu mérito, da pessoa realizada que eu sou. Se diverte vendo-me correndo em círculos, dizendo que eu deveria ser mais atenta a coisas completamente discrepantes. Me segas desse problema, que é a prova da minha altivez! Entretanto, ainda é um problema, e deve ser resolvido, para eu evoluir mais e mais, cada passo mais distante da gente reles, imunda e invejosa que é esse teu tipo de oxigenada! E você brinca comigo! Fica escondendinho minha problemática de mim, guardando-a para ti, como se fosse teu. Como se, me vendo desbaratada, a estivesse roubando de mim, para tu se deleitar com esse cinismo. Enquanto tateio no escuro, preocupada com a minha vida, ficas revelando, isso que me pertence, como se fosse teu, mostrando de pouquinho em pouquinho, como que me seduzindo! E eu segui, fui atrás babando, acreditando sem malicia na sua benevolência. Que coisa mais vil! Encare-se, e veja que não eis o suficiente, nem para resolve-lo, nem ao menos para chegar a tê-lo. Esse problema que se assimila ao peso exaustivo das medalhas.
A paciente então saiu dignamente do consultório, como se tivesse deixado lá a verdade dura, grossa e verdadeira, para a psicóloga lapida-la cortando e dilacerando seu orgulho próprio. Entretanto, achou que deveria ter dito mais coisas. Via-se como a própria evolução da humanidade. Ao seu ver, se todos agissem como ela, com a mesma coragem, com a mesma determinação para liquidar os obstáculos do progresso humano, o mundo seria um lugar mais justo e verdadeiro. Passou pelo saguão da portaria, toc toc de salto alto altivo, tilintar dos brincos, da bolsa e das pulseiras, e quando chegou a rua se sentiu o próprio sol.
A psicóloga, completamente assustada, sentindo-se humilhada, revelou, mais tarde, ao seu advogado, os danos morais que sofrera. Esse disse que sim, que o processo poderia ser realizado. Ela, com o poder de dar laudos, disse, em frente ao juiz, que a paciente sofria de sérios distúrbios mentais, psicopatias, complexos de grandiosidade, e o advogado se lembrou de como isso é perigoso à população, utilizando-se ao exemplo da vítima, claro. A paciente, então, foi recomenda a certa clínica e ao tratamento de certo psiquiatra; esse que agiu com diligencia e deu-a ótimos remédios que nunca mais a fizeram sofrer tais disparates.
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2020.05.08 08:04 Maxwell_Rosenthal Mulher é foda.

Pois é, acontece que moro no exterior fazem muitos anos e fiquei preso nessa quarentena (aqui a quarentena é séria), fazem 6 semanas com três mulheres: Uma Americana, Outra Russa e a terceira, Alemã; então, estou ficando louco... As três são gostosas, mas são um saco...
A Americana, loira, olhos azuis... Kimberley. Passa o dia todo meditando com um incenso que cheira daquele tapete velho na sala de sua avó. Adora comida vegetariana, camisas regata sem sutiã e cheira à beteraba.
A Russa, Alla, cabelos negros, olhos negros, esbelta, ex-modelo. Calça sapato tamanho 42 masculino, pezão de Sasquatsh e bate as portas quando anda pela casa como fosse um dinossauro miupe. Cheira bem mas peida muito pois só come soupa de couve.
A Alemã, Ummer, Loira, olhos azuis, peitos de Everest, macia e fácil... Mas quase não toma banho e tem cabelos em baixo do braço maiores que os meus. Quando olho aqueles peitoes desfilando pela sala é impossivel não perceber os tufos de cabelo dos lados...
Estou para entrar na semana 7 sem dar um piço à dois meses, existem possibilidades com as três... E dai o que faço?
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2020.04.25 16:06 ValisCode A política brasileira se tornou um Kubanacan

As novelas brasileiras são famosas no mundo todo. Outro dia fui tomar um chope com amigas russas que eram loucas por Escrava Isaura e O Clone. Com episódios diários ao longo de oito ou nove meses, as novelas têm uma característica quase universal: nada acontece.
Você pode ir ao banheiro no meio do capítulo, perder um ou outro episódio ou até ir tirar férias com a CVC. Quando volta, a trama se moveu pouquíssimo. Nada que aquele resuminho no jornal em menos de 140 caracteres não resolva, mesmo nas semanas mais críticas.
O ano de 2003 trouxe uma virada significativa na sociedade brasileira. De repente, uma novela trouxe uma proposta completamente diferente: Kubanacan se passava em uma ilha tropical e contava a história do Pescador Parrudo, que era o Marcos Pasquim sem camisa.
É possível que você nunca tenha ouvido falar em Kubanacan e não conheça nada do "misterioso pais del amor" Basicamente, era um lugar muito louco no caribe, comandado por um ditador ambicioso e cheio de fenômenos sobrenaturais. Uma mistura de Uga Uga e Lost com um tempero latino.
Ao contrário das novelas tradicionais, tudo acontecia ao mesmo tempo em Kubanacan! Você olhava para o lado e um gêmeo malvado tinha aparecido na história. Piscava o olho e o gêmeo já tinha sido assassinado. Uma bomba ia explodir a qualquer momento, mas desaparecia sem explicação.
A novela era tão doida que só Marcos Pasquim interpretou 3 personagens diferentes - um deles ainda tinha uma segunda personalidade chamada Dark Esteban. O roteiro não fazia o menor sentido. Aliás, em alguns momentos pairava a dúvida se havia roteiro ou se era tudo improviso.
Mas, debaixo de toda essa loucura, havia um segredo enterrado em Kubanacan: na verdade, nada acontecia. As coisas se mexiam, explodiam, mas a história não saía do lugar. Se você fosse no banheiro, perdia muito... Se ficasse um mês sem assistir, na verdade não perdia nada.
Ao contrário das novelas tradicionais, com looongos arcos e evoluções lentas que eventualmente levam a algum lugar (geralmente casamento ou queda de penhasco), Kubanacan se baseava em histórias curtas e inesperadas, mas que não acrescentavam nada para a trama geral.
A política nacional, que sempre foi uma novela do Manoel Carlos passada no Leblon, daquelas bem lentas e articuladas, se tornou um Kubanacan do caralho.
Todo dia o noticiário mostra um novo escândalo. Todo dia uma surpresa. Do 7x1 pra cá, a cada semana paira a dúvida se há roteiro ou é tudo improviso. A gente já nem lembra das notícias da semana passada... No meio desse roteiro doido, aparece até uma pandemia.
Agora o presidente vai na TV pra dizer que o filho passou o rodo no Vivendas, que a sogra é traficante, que ele chamou uma mulher de gorda, que desligou o aquecedor que já era solar, que não deixou trocarem o taxímetro... Foi tanta coisa que até me perdi. Um suco de Kubanacan.
São tantas histórias, tantos personagens e tão pouca lógica que a cabeça gira. Mas, na verdade, se a gente se afastar um pouco, percebe que não dá pra ficar surpreso com nada que está acontecendo. Nada. É só uma longa história se desdobrando.
Se você perde um capítulo, acaba perdendo muita coisa - e o capítulo de hoje foi brabo. Se fica sem assistir por mais tempo, no entanto, parece que nada mudou. Uma nota de repúdio aqui, uma briga acolá... Mas o barco segue - e segue sem rumo - num ciclo aparentemente perpétuo.
Resta saber o que vai sobrar do Brasil para contar a história. Enquanto isso, a gente segue tomando no Kubanacan.
PS: esse texto foi escrito há quase três anos. Só precisei adaptar meia dúzia de frases. O fato de ele conversar tanto com o momento atual só mostra que vivemos mesmo na ilha do Pescador Parrudo.
Texto desviado ilegalmente (ou não) daqui: https://mobile.twitter.com/teofb/status/1253858466105565185
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2020.04.16 23:01 PiboOperdido Um desabafo sobre o que aconteceu comigo durante meus 11 a 15 anos.

Bem, vou começar me apresentando um pouco, tenho 15 anos quase indo para meus 16 anos de idade, tenho poucos amigos, alguns falam tímido, mas sou quieto por certos motivos que vou falar durante o texto, bem chega de enrolação, quero desabafar um pouco sobre como foi minha vida na fase sombria e como ela está agora, si é que tem diferença.
Durante meus 11-12 anos achava que tudo tava indo bem no colégio, eu era da bagunça dia sim e dia não, minha notas eram uma montanha russa, subia e descia drasticamente, mas havia algumas reclamações sobre meu comportamento e notas, recebia belos castigos por conta disso, não físico, mas o meu psicológico ficava abalado, minha mãe sempre foi nervosa, atualmente nem tanto, mas de um modo geral ela sempre é, por conta disso tinha que ouvir uma cachoeira de reclamações com raiva e decepção na voz dela, e isso, me deixava pra baixo. Teve um dia no colégio que simplesmente olhei pros lados de uma forma mental, e vi que tinha perdido diversas amizades, e isso me deixou mais pra baixo ainda.
Durante meus 12-13 anos, tive crises de choro, todas as vezes foram no colégio, elas tinham nenhum motivo aparente, mas eu sabia que tinha algo. Meu diretor perguntava o que havia acontecido, mas eu nem sabia o que responder, isso nunca chegou aos ouvidos da minha mãe, não me pergunte o porque, simplesmente não sei.
Durante meus 13-14 comecei a ser zoado, '' cabeção '', '' japa '' um apelido que comecei a gostar, '' abre o olho japonês '', '' pinto pequeno '' e etc, isso me deixava um pouco triste mas nunca cheguei a reclamar, eu fiquei com os bagunceiros pra ver se meu animo melhorava, foi meu grande erro. Um dia fui brincar com eles e tive a bela surpresa de ter minha cabeça prensada na parede, aquilo me deixou em choque, assim como os telespectadores que não fizeram nada, só o professor fez algo. Depois daquilo nem conversei com eles. Tive um termino de namoro, ela disse que estava carente, mas não necessitava de um relacionamento, aquilo me deixou confuso e pra baixo, mas entendi e nem toquei mais no assunto, tenho o whatsapp dela até hoje, mas nunca mais falei com ela.
Agora durante meus 14-15 foi o ápice, fiquei isolado, não falava com ninguém exceto quando tinha trabalho em grupo, já que era obrigado a cooperar, falava apenas com alguns amigos próximos. Fui iludido, '' ha, decepcionante pela minha parte, ter sido iludido uma vez, agora uma segunda? '' eu pensei. Era uma garota de aparência bela, tirava notas boas e era amigável, temos '' amizade '' até hoje, si é que ela pensa assim, eu mesmo me questiono. Tive pensamentos de ser um inútil, um filho decepcionante, um amigo descartável. Pensei até mesmo jogar tudo pro alto e descansar.
Bem, vamos para os dias atuais, vou falar sobre certos acontecimentos que estou levando até hoje também.
Hoje em dia faço terapia, isso me estabilizou de novo, mas sinto que está começando a perder o efeito novamente.
Meu amigo cara1, vou chamar ele assim, ele disse que não gostava da garota do 14-15, e no finalzinho do ano descubro que ele gostava dela também, tanto que ele me disse: ela já iludiu o cara2 por 3 anos. Isso me deixou magoado, tanto que quando ela vinha conversar comigo, ele vinha logo 2 minutos depois, ou sempre puxava assunto com ela quando estavamos conversando, atualmente ele não gosta dela, mas questiono um pouco sobre nossa amizade. Será que se a gente gostar da mesma garota novamente ele não irá me passar a perna, digo, falar mal de mim pelas costas? Por isso duvido um pouco antes de contar algo. Eu sei que é algo bobo, mas eu penso sobre isso.
1 mês atras eu e minha mãe tivemos uma discussão que me fez duvidar se ainda confio, amo e me importo com ela, ela simplesmente jogou a minha fase sombria, notas e timidez na minha cara, e aquilo doeu, muito. Liguei pro cara1 tentando ver se ele me acalmava de uma certa forma, funcionou um pouco, mas não o suficiente, desliguei e fui dormir. Depois do acontecimento trato ela normalmente, mas no fundo, sinto rancor do que aconteceu. Se um dia eu tiver a chance de retribuir, possivelmente de forma inconsciente irei fazer isso, já que, quando fica guardado no coração, aquilo não sai, pra mim eu digo, principalmente quando é de um parente.
Penso em ter um relacionamento novamente, eu tentei ter um, mas acabou não dando certo porque tive medos, então EU terminei, fiquei zangado comigo mesmo, tentei pedir desculpas pessoalmente mas não consegui por vergonha. Mas, uma parte de mim diz que ainda posso tentar novamente, já a outra me diz que não, e que isso acabará mal para ambos os lados.
Quando eu e o cara1 fomos jogar League of Legends, ele chamou o cara3, jogamos eu estava de Aatrox contra uma Cassiopeia, eu feedei por conta da Cassio ser Bronze I e eu mal comecei a jogar League, e o cara1 me disse: Porra?! Como você apanhou pra uma Cassiopeia jogando de Aatrox?! Fiquei um pouco envergonhado, o cara3 nem comentou nada, só jogou o jogo dele. Depois que terminou eu sai. 2 dias depois fui jogar com o cara3, ele era Gold IV, então eu cai contra um Diamante V no top, a diferença foi clara, ele começou a me xingar, tava tomando pick-off, não wardava, não ia nos objetivos por conta da pressão e mesmo assim me xingava, depois ele saiu da partida, e demos surrender, ele me bloqueou, fiquei puto e frustado, fiquei uma semana sem jogar lol por conta disso. Ainda converso com eles, mas, com pouca frenquência.
De modo geral, estou preocupado se ainda terei amigos, se minha mãe vai, um dia, sentar e conversar comigo, e se um dia poderei me relacionar de novo, já que, muitos se relacionam por status. Esse é meu desabafo, desculpe por ocupar seu tempo, tenha um bom dia.
PS: Talvez tenha erros de português, muitos até.
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2020.02.05 13:56 tristemesmo Disseram-me que as pessoas desse sub são inteligentes

Imaginem que exista uma modelo russa que é loira, de olhos azuis e que tenha a boca carnuda. Se eu entro no photoshop e coloco ela morena, com os olhos castanhos e diminuo um pouco os lábios dela, eu estaria cometendo crime ou sendo antiético em usar essa nova ''modelo'' como capa de um banner, por exemplo?
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2019.12.10 19:05 JairBolsogato Jovem russo enfrentou o regime com um discurso de resistência formidável na corte corrupta de Putin

O estudante universitário de 21 anos, Yegor Zhukov, foi acusado de "extremismo" por ter postado vídeos no YouTube falando de protestos não-violentos, sua campanha para vereador de Moscow e abordagens sobre o poder político. Há 4 meses atrás ele citou Vladimir Putin como "louco" que vê o poder como um fim em si mesmo, ao contrário dos ativistas como ele que vê como instrumento de ação comum. Em vários de seus vídeos ele tem a bandeira de Gadsden no fundo ("Don't Tread On Me/Não Pise Em Mim").
O promotor de acusação pediu 4 anos de prisão, mas a corte o sentenciou a 3 anos de liberdade condicional devido à repercussão da fala de Zhukov e centenas de pessoas comparecendo em frente à corte. Como parte da punição, ele está proibido de postar na Internet e sua bandeira foi confiscada e destruída.
Aqui está uma tradução do discurso de Zhukov:
“Esta audiência está preocupada principalmente com as palavras e seu significado. Discutimos sentenças específicas, as sutilezas do fraseado, diferentes interpretações possíveis, e espero que tenhamos conseguido mostrar ao honorável tribunal que não sou extremista, nem do ponto de vista da lingüística nem do ponto de vista de senso comum. Mas agora eu gostaria de falar sobre algumas coisas que são mais básicas do que o significado das palavras. Gostaria de falar sobre por que fiz as coisas que fiz, principalmente porque o especialista do tribunal deu sua opinião sobre isso. Eu gostaria de falar sobre meus motivos profundos e verdadeiros. As coisas que me motivaram a assumir a política. As razões pelas quais, entre outras coisas, gravei vídeos para o meu blog.

“Mas primeiro eu quero dizer isso. O estado russo afirma ser o último protetor dos valores tradicionais do mundo. Dizem-nos que o estado dedica muitos recursos para proteger a instituição da família e para o patriotismo. Também nos dizem que o valor tradicional mais importante é a fé cristã. Meritíssimo, acho que isso pode ser uma coisa boa. A ética cristã inclui dois valores que considero centrais para mim. Primeiro, responsabilidade. O cristianismo é baseado na história de uma pessoa que se atreveu a assumir o fardo do mundo. É a história de uma pessoa que aceitou a responsabilidade no maior sentido possível dessa palavra. Em essência, o conceito central da religião cristã é o conceito de responsabilidade individual.

“O segundo valor é o amor. "Ame o seu próximo como a si mesmo" é a sentença mais importante da fé cristã. Amor é confiança, empatia, humanidade, ajuda mútua e cuidado. Uma sociedade construída com esse amor é uma sociedade forte - provavelmente a mais forte de todas as sociedades possíveis.

"Para entender por que fiz o que fiz, tudo o que você precisa fazer é ver como o Estado russo, que orgulhosamente afirma ser um defensor desses valores, na realidade. Antes de falarmos sobre responsabilidade, precisamos considerar qual é a ética de uma pessoa responsável. Quais são as palavras que um indivíduo responsável repete para si mesmo ao longo de sua vida? Penso que estas palavras são: Lembre-se de que seu caminho será difícil, às vezes insuportavelmente. Todos os seus entes queridos morrerão. Todos os seus planos darão errado. Você será traído e abandonado. E você não pode escapar da morte. A vida é sofrimento. Aceite isso. Mas uma vez que você aceita, depois de aceitar a inevitabilidade do sofrimento, você ainda deve aceitar sua cruz e seguir seu sonho, porque, caso contrário, as coisas só piorarão. Seja um exemplo, seja alguém em quem os outros possam confiar. Não obedeça déspotas, lute pela liberdade de corpo e alma e construa um país em que seus filhos possam ser felizes. '

“É realmente isso que nos ensinam? Essa é realmente a ética que as crianças absorvem na escola? Esses são os tipos de heróis que honramos? Não. Nossa sociedade, como atualmente constituída, suprime qualquer possibilidade de desenvolvimento humano. [Menos de] dez por cento dos russos possuem noventa por cento da riqueza do país. Alguns desses indivíduos ricos são, é claro, cidadãos perfeitamente decentes, mas a maior parte dessa riqueza é acumulada não através de trabalho honesto que beneficia a humanidade, mas, claramente, através da corrupção.

“Uma barreira impenetrável divide nossa sociedade em duas. Todo o dinheiro está concentrado no topo e ninguém lá em cima vai deixar passar. Tudo o que resta na parte inferior - e isso não é exagero - é desespero. Sabendo que eles não têm nada a esperar, que, por mais que tentem, não podem trazer felicidade a si mesmos ou a suas famílias, os homens russos atacam suas esposas ou bebem até a morte ou se enforcam. A Rússia tem a [segunda] maior taxa de suicídio do mundo entre os homens. Como resultado, um terço de todas as famílias russas são mães solteiras com seus filhos. Gostaria de saber: É assim que estamos protegendo a instituição da família?

“Miron Fyodorov [um artista de rap que se apresenta sob o nome Oxxxymiron], que participou de muitas das minhas audiências na corte, observou que o álcool é mais barato que um livro em russo. O estado está pressionando os russos a fazer uma escolha entre responsabilidade e irresponsabilidade, a favor deste último.

"Agora eu gostaria de falar sobre amor. O amor é impossível na falta de confiança. Confiança real é formada por ação comum. Ação comum é uma raridade em um país onde poucas pessoas se sentem responsáveis. E onde a ação comum ocorre, os guardiões do estado imediatamente a vêem como uma ameaça. Não importa o que você faz - esteja ajudando os presos, defendendo os direitos humanos, lutando pelo meio ambiente - mais cedo ou mais tarde você será considerado um 'agente estrangeiro' ou será simplesmente trancafiado. A mensagem do estado é clara: "Volte para a sua toca e não participe de uma ação comum. Se virmos mais de duas pessoas juntas na rua, prenderemos você por protestar. Se você trabalhar em conjunto em questões sociais, atribuiremos a você o status de "agente estrangeiro". De onde vem a confiança em um país como esse - e onde o amor pode crescer? Não estou falando de amor romântico, mas do amor da humanidade.

“A única política social que o estado russo segue consistentemente é a política de atomização. O estado nos desumaniza nos olhos um do outro. Aos olhos do estado, paramos de ser humanos há muito tempo. Caso contrário, por que trataria seus cidadãos do jeito que é? Por que pontua seu tratamento das pessoas através de espancamentos diários, tortura na prisão, inação em face de uma epidemia de HIV, o fechamento de escolas e hospitais, e assim por diante?

"Vamos nos olhar no espelho. Deixamos que isso seja feito conosco e em que nos tornamos? Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu responsabilidades. Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu o amor. Mais de duzentos anos atrás, Alexander Radishchev [amplamente considerado como o primeiro escritor político russo], enquanto viajava de São Petersburgo a Moscou, escreveu: ‘Olhei em volta de mim e minha alma foi ferida pelo sofrimento humano. Eu então olhei dentro de mim e vi que os problemas do homem vinham do próprio homem. 'Onde estão esses tipos de pessoas hoje? Onde estão as pessoas cujos corações doem tanto pelo que está acontecendo em nosso país? Por que quase nenhuma pessoa assim restou?

“Acontece que a única instituição tradicional que o Estado russo realmente respeita e protege é a instituição da autocracia. A autocracia visa destruir qualquer pessoa que realmente queira trabalhar em benefício da pátria, que não tenha medo de amar e assumir responsabilidades. Como resultado, nossos cidadãos sofredores tiveram que aprender que a iniciativa será punida, que o chefe está sempre certo apenas porque ele é o chefe, que a felicidade pode estar ao seu alcance - mas não para eles. E tendo aprendido isso, eles gradualmente começaram a desaparecer. Segundo a autoridade estatística do estado, os russos estão desaparecendo lentamente, à taxa de quatrocentas mil pessoas por ano. [As mortes excederam os nascimentos em quase duzentos mil nos primeiros seis meses de 2019.] Você não pode ver as pessoas por trás das estatísticas. Mas tente vê-los! Estas são as pessoas que se bebem até a morte por desamparo, as pessoas morrendo de frio em hospitais sem aquecimento, as pessoas assassinadas por outros e as que se matam. Essas são pessoas. Pessoas como você e eu.

"A essa altura, provavelmente já está claro por que fiz o que fiz. Eu realmente quero ver essas duas qualidades - responsabilidade e amor - em meus concidadãos. Responsabilidade por si mesmo, pelos vizinhos e pelo país. Este meu desejo, Meritíssimo, é outra razão pela qual eu não poderia ter chamado por violência. A violência gera impunidade, o que gera irresponsabilidade. Da mesma forma, a violência não suporta amor. Ainda assim, apesar de todos os obstáculos, não tenho dúvidas de que meu desejo se realizará. Estou olhando para o futuro, além do horizonte de anos, e vejo uma Rússia cheia de pessoas responsáveis ​​e amorosas. Será um lugar verdadeiramente feliz. Quero que todos imaginem a Rússia assim. E espero que esta imagem possa guiá-lo em seu trabalho, como me levou no meu.

“Concluindo, gostaria de afirmar que, se o tribunal decidir que essas palavras são ditas por um criminoso verdadeiramente perigoso, os próximos anos da minha vida serão marcados por privações e adversidades. Mas olho para as pessoas [que foram presas na última onda de prisões de ativistas] e vejo sorrisos em seus rostos. Duas pessoas que conheci brevemente durante a prisão preventiva, Lyosha Minyaylo e Danya Konon, nunca reclamaram. Vou tentar seguir o exemplo deles. Esforçarei-me por ter alegria por ter essa chance - a chance de ser testado em nome de valores que considero importantes. No final, Meritíssimo, quanto mais assustador for o meu futuro, mais amplo será o sorriso com o qual olho para ele. Obrigado."

https://www.newyorker.com/news/our-columnists/a-powerful-statement-of-resistance-from-a-college-student-on-trial-in-moscow
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2019.12.10 05:19 JairBolsogato Jovem russo enfrentou o regime com um discurso formidável de resistência na corte corrupta de Putin

O estudante universitário de 21 anos, Yegor Zhukov, foi acusado de "extremismo" por ter postado vídeos no YouTube falando de protestos não-violentos, sua campanha para vereador de Moscow e abordagens sobre o poder político. Há 4 meses atrás ele citou Vladimir Putin como "louco" que vê o poder como um fim em si mesmo, ao contrário dos ativistas como ele que vê como instrumento de ação comum. Em vários de seus vídeos ele tem a bandeira de Gadsden no fundo ("Don't Tread On Me/Não Pise Em Mim").
O promotor de acusação pediu 4 anos de prisão, mas a corte o sentenciou a 3 anos de liberdade condicional devido à repercussão da fala de Zhukov e centenas de pessoas comparecendo em frente à corte. Como parte da punição, ele está proibido de postar na Internet e sua bandeira foi confiscada e destruída.
Aqui está uma tradução do discurso de Zhukov:
“Esta audiência está preocupada principalmente com as palavras e seu significado. Discutimos sentenças específicas, as sutilezas do fraseado, diferentes interpretações possíveis, e espero que tenhamos conseguido mostrar ao honorável tribunal que não sou extremista, nem do ponto de vista da lingüística nem do ponto de vista de senso comum. Mas agora eu gostaria de falar sobre algumas coisas que são mais básicas do que o significado das palavras. Gostaria de falar sobre por que fiz as coisas que fiz, principalmente porque o especialista do tribunal deu sua opinião sobre isso. Eu gostaria de falar sobre meus motivos profundos e verdadeiros. As coisas que me motivaram a assumir a política. As razões pelas quais, entre outras coisas, gravei vídeos para o meu blog.

“Mas primeiro eu quero dizer isso. O estado russo afirma ser o último protetor dos valores tradicionais do mundo. Dizem-nos que o estado dedica muitos recursos para proteger a instituição da família e para o patriotismo. Também nos dizem que o valor tradicional mais importante é a fé cristã. Meritíssimo, acho que isso pode ser uma coisa boa. A ética cristã inclui dois valores que considero centrais para mim. Primeiro, responsabilidade. O cristianismo é baseado na história de uma pessoa que se atreveu a assumir o fardo do mundo. É a história de uma pessoa que aceitou a responsabilidade no maior sentido possível dessa palavra. Em essência, o conceito central da religião cristã é o conceito de responsabilidade individual.

“O segundo valor é o amor. "Ame o seu próximo como a si mesmo" é a sentença mais importante da fé cristã. Amor é confiança, empatia, humanidade, ajuda mútua e cuidado. Uma sociedade construída com esse amor é uma sociedade forte - provavelmente a mais forte de todas as sociedades possíveis.

"Para entender por que fiz o que fiz, tudo o que você precisa fazer é ver como o Estado russo, que orgulhosamente afirma ser um defensor desses valores, na realidade. Antes de falarmos sobre responsabilidade, precisamos considerar qual é a ética de uma pessoa responsável. Quais são as palavras que um indivíduo responsável repete para si mesmo ao longo de sua vida? Penso que estas palavras são: Lembre-se de que seu caminho será difícil, às vezes insuportavelmente. Todos os seus entes queridos morrerão. Todos os seus planos darão errado. Você será traído e abandonado. E você não pode escapar da morte. A vida é sofrimento. Aceite isso. Mas uma vez que você aceita, depois de aceitar a inevitabilidade do sofrimento, você ainda deve aceitar sua cruz e seguir seu sonho, porque, caso contrário, as coisas só piorarão. Seja um exemplo, seja alguém em quem os outros possam confiar. Não obedeça déspotas, lute pela liberdade de corpo e alma e construa um país em que seus filhos possam ser felizes. '

“É realmente isso que nos ensinam? Essa é realmente a ética que as crianças absorvem na escola? Esses são os tipos de heróis que honramos? Não. Nossa sociedade, como atualmente constituída, suprime qualquer possibilidade de desenvolvimento humano. [Menos de] dez por cento dos russos possuem noventa por cento da riqueza do país. Alguns desses indivíduos ricos são, é claro, cidadãos perfeitamente decentes, mas a maior parte dessa riqueza é acumulada não através de trabalho honesto que beneficia a humanidade, mas, claramente, através da corrupção.

“Uma barreira impenetrável divide nossa sociedade em duas. Todo o dinheiro está concentrado no topo e ninguém lá em cima vai deixar passar. Tudo o que resta na parte inferior - e isso não é exagero - é desespero. Sabendo que eles não têm nada a esperar, que, por mais que tentem, não podem trazer felicidade a si mesmos ou a suas famílias, os homens russos atacam suas esposas ou bebem até a morte ou se enforcam. A Rússia tem a [segunda] maior taxa de suicídio do mundo entre os homens. Como resultado, um terço de todas as famílias russas são mães solteiras com seus filhos. Gostaria de saber: É assim que estamos protegendo a instituição da família?

“Miron Fyodorov [um artista de rap que se apresenta sob o nome Oxxxymiron], que participou de muitas das minhas audiências na corte, observou que o álcool é mais barato que um livro em russo. O estado está pressionando os russos a fazer uma escolha entre responsabilidade e irresponsabilidade, a favor deste último.

"Agora eu gostaria de falar sobre amor. O amor é impossível na falta de confiança. Confiança real é formada por ação comum. Ação comum é uma raridade em um país onde poucas pessoas se sentem responsáveis. E onde a ação comum ocorre, os guardiões do estado imediatamente a vêem como uma ameaça. Não importa o que você faz - esteja ajudando os presos, defendendo os direitos humanos, lutando pelo meio ambiente - mais cedo ou mais tarde você será considerado um 'agente estrangeiro' ou será simplesmente trancafiado. A mensagem do estado é clara: "Volte para a sua toca e não participe de uma ação comum. Se virmos mais de duas pessoas juntas na rua, prenderemos você por protestar. Se você trabalhar em conjunto em questões sociais, atribuiremos a você o status de "agente estrangeiro". De onde vem a confiança em um país como esse - e onde o amor pode crescer? Não estou falando de amor romântico, mas do amor da humanidade.

“A única política social que o estado russo segue consistentemente é a política de atomização. O estado nos desumaniza nos olhos um do outro. Aos olhos do estado, paramos de ser humanos há muito tempo. Caso contrário, por que trataria seus cidadãos do jeito que é? Por que pontua seu tratamento das pessoas através de espancamentos diários, tortura na prisão, inação em face de uma epidemia de HIV, o fechamento de escolas e hospitais, e assim por diante?

"Vamos nos olhar no espelho. Deixamos que isso seja feito conosco e em que nos tornamos? Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu responsabilidades. Nós nos tornamos uma nação que desaprendeu o amor. Mais de duzentos anos atrás, Alexander Radishchev [amplamente considerado como o primeiro escritor político russo], enquanto viajava de São Petersburgo a Moscou, escreveu: ‘Olhei em volta de mim e minha alma foi ferida pelo sofrimento humano. Eu então olhei dentro de mim e vi que os problemas do homem vinham do próprio homem. 'Onde estão esses tipos de pessoas hoje? Onde estão as pessoas cujos corações doem tanto pelo que está acontecendo em nosso país? Por que quase nenhuma pessoa assim restou?

“Acontece que a única instituição tradicional que o Estado russo realmente respeita e protege é a instituição da autocracia. A autocracia visa destruir qualquer pessoa que realmente queira trabalhar em benefício da pátria, que não tenha medo de amar e assumir responsabilidades. Como resultado, nossos cidadãos sofredores tiveram que aprender que a iniciativa será punida, que o chefe está sempre certo apenas porque ele é o chefe, que a felicidade pode estar ao seu alcance - mas não para eles. E tendo aprendido isso, eles gradualmente começaram a desaparecer. Segundo a autoridade estatística do estado, os russos estão desaparecendo lentamente, à taxa de quatrocentas mil pessoas por ano. [As mortes excederam os nascimentos em quase duzentos mil nos primeiros seis meses de 2019.] Você não pode ver as pessoas por trás das estatísticas. Mas tente vê-los! Estas são as pessoas que se bebem até a morte por desamparo, as pessoas morrendo de frio em hospitais sem aquecimento, as pessoas assassinadas por outros e as que se matam. Essas são pessoas. Pessoas como você e eu.

"A essa altura, provavelmente já está claro por que fiz o que fiz. Eu realmente quero ver essas duas qualidades - responsabilidade e amor - em meus concidadãos. Responsabilidade por si mesmo, pelos vizinhos e pelo país. Este meu desejo, Meritíssimo, é outra razão pela qual eu não poderia ter chamado por violência. A violência gera impunidade, o que gera irresponsabilidade. Da mesma forma, a violência não suporta amor. Ainda assim, apesar de todos os obstáculos, não tenho dúvidas de que meu desejo se realizará. Estou olhando para o futuro, além do horizonte de anos, e vejo uma Rússia cheia de pessoas responsáveis ​​e amorosas. Será um lugar verdadeiramente feliz. Quero que todos imaginem a Rússia assim. E espero que esta imagem possa guiá-lo em seu trabalho, como me levou no meu.

“Concluindo, gostaria de afirmar que, se o tribunal decidir que essas palavras são ditas por um criminoso verdadeiramente perigoso, os próximos anos da minha vida serão marcados por privações e adversidades. Mas olho para as pessoas [que foram presas na última onda de prisões de ativistas] e vejo sorrisos em seus rostos. Duas pessoas que conheci brevemente durante a prisão preventiva, Lyosha Minyaylo e Danya Konon, nunca reclamaram. Vou tentar seguir o exemplo deles. Esforçarei-me por ter alegria por ter essa chance - a chance de ser testado em nome de valores que considero importantes. No final, Meritíssimo, quanto mais assustador for o meu futuro, mais amplo será o sorriso com o qual olho para ele. Obrigado."

https://www.newyorker.com/news/our-columnists/a-powerful-statement-of-resistance-from-a-college-student-on-trial-in-moscow
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2019.10.22 00:43 NatanaelAntonioli Desmistificando: 1444

AVISO: Os links desse post contém imagens de violência gráfica. Justamente por isso não vai haver desmistificando no YouTube. Não inserirei imagens de violência gráfica na postagem.
Recentemente, surgiu um vídeo de nome "1444" no YouTube. O vídeo tinha uma quantidade grande de visualizações e mostrava um homem atirando com uma espingarda na cabeça. Evidentemente, acontece o que se espera que aconteça quando alguém atira com uma espingarda na cabeça: a porção da cabeça acima dos olhos é praticamente "aniquilada", e pedaços do cérebro são vistos caindo sobre ombro do homem.

https://preview.redd.it/nmiox9dtzyt31.png?width=780&format=png&auto=webp&s=9746d409741f1645ab8b54c93bf7fb26fedca74b
Junto com o vídeo, surgiram boatos a respeito de uma maldição posta pelo homem: aquele que assistisse deveria comentar a data da visualização do vídeo, se não estariam amaldiçoados. Dezenas de pessoas reuparam o vídeo no YouTube, contribuindo para a propagação do boato.

Pois bem, nessa postagem pretendo esclarecer (a) como isso começou e (b) o que sabemos sobre o homem.

A postagem mais antiga do vídeo que encontrei data do dia 17 de outubro de 2019 (https://www.documentingreality.com/forum/f166/russian-dude-records-himself-taking-shotgun-dome-206769/). Nela, um usuário do fórum "Documenting Reality", cujo objetivo é, conforme o nome diz, "documentar a realidade como ela é", compartilha o vídeo com os demais usuários.
No momento da publicação até o dia 21 de outubro, apenas o vídeo havia sido postado.

https://preview.redd.it/oh5kj0e80zt31.png?width=629&format=png&auto=webp&s=da4ae8928beadfb90e6811251e8707352ffd0d67
Posteriormente, no dia 18 de outubro de 2019, outros usuários enviaram a filmagem para outros sites, como o LiveGore, em https://www.livegore.com/6581/russian-dude-records-himself-taking-a-shotgun-to-the-dome.
https://preview.redd.it/ij82yfwk0zt31.png?width=598&format=png&auto=webp&s=ad84096d30a5aaa007d8f624885b490d56b8d6a7
Já no dia 19 de outubro de 2019 (https://trends.google.com.btrends/explore?date=2019-10-17%202019-10-21&q=1444%20video), alguém decidiu upar o vídeo no YouTube com o título "1444", o que tornou o fenômeno viral, especialmente na Indonésia.
https://preview.redd.it/jo7ida2y0zt31.png?width=945&format=png&auto=webp&s=67c082b4b881c08ed6a2272eabdccbe5c2d8a52c
Posteriormente (entre o dia 20 e 21 de outubro de 2019), o usuário do Documenting Reality adicionou novas imagens à publicação, algumas mostrando o cadáver após a chegada das autoridades, e outras mostrando o jovem antes de sua morte.

https://preview.redd.it/v7h9fyo31zt31.png?width=347&format=png&auto=webp&s=0ae8e3662b8433d99c9bb0f48584cc0da4288637

https://preview.redd.it/0om18sd41zt31.png?width=1012&format=png&auto=webp&s=be1c1d9467c4212ca908bca21281ac00ab0c9b59

https://preview.redd.it/y2sfkvp51zt31.png?width=1528&format=png&auto=webp&s=00da762da3dc64f63f32266213b5fc6e46258f35
https://preview.redd.it/f25x36h61zt31.png?width=660&format=png&auto=webp&s=1284236f0040963a95c2720fec48b10cc96f494b
https://preview.redd.it/n8y2szy71zt31.png?width=1412&format=png&auto=webp&s=24c42dec813d1b24e52a2cb5309db894dfa0f6c9
Essas imagens foram retiradas da página de discussão russa presente em https://m2ch.hk/b/res/205763952.html, e foram enviadas no dia 19 de outubro de 2019. O nome do jovem, de apenas 18 anos, era Глеба Кораблева, ou, traduzindo os caracteres, Gleba Korableva. Os motivos do suicídio ainda não estão claros.
Sabemos também que Gleba diz "Nya, tchau" antes de morrer. Nenhuma referência a maldições é feita. Seu perfil do VK situava-se em https://vk.com/kgb2001 (off-line, sem arquivo) e sua página no MIIT (universidade ou escola em que Gleba estudava) situava-se em https://miit.ru/people/1036094 (off-line, sem arquivo). Um dump dos amigos de Gleba pode ser encontrado em https://pastebin.com/gBvSbk1N.
Outros tópicos antigos, presentes em https://arhivach.ng/thread/495500/, https://arhivach.ng/thread/495742/, https://arhivach.ng/thread/495821/, https://arhivach.ng/thread/495730/ e https://arhivach.ng/thread/495715/ mostram a notícia surgindo, primeiramente, em páginas russas. É informado que o estudante transmitiu o suicídio em seu perfil na rede social.
Conclusões:
  1. O vídeo 1444 mostra o suicídio de Gleba Korableva, e trata-se de uma filmagem real, que ocorreu no dia 17 de outubro de 2019.
  2. Gleba era estudante do MIIT, possuía perfil na rede social VK, e os motivos do suicídio ainda não estão claros.
  3. O vídeo surgiu primeiramente em portais russos, depois no site Documenting Reality, depois no site LiveGore e, por último, no Youtube, onde se espalhou de forma viral.
  4. Nenhuma maldição foi lançada por Gleba, conforme o boato afirma. E mesmo que fosse, maldições não existem.
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista está sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe alguém entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela época, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupação além de vídeo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado à uma benção ou maldição. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, porém no momento não fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou não pensar muito naquilo, porém era quase impossível, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabeça. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita importância aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
Não demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor não existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane Não tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, não sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que é atiçada pelo vento. No entanto, uma dúvida ainda pairava sobre sua cabeça: O sentimento era recíproco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele não sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um mês depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas dúvidas, era o único modo que nosso protagonista havia pensado: Falar à Sabrina sobre seus sentimentos. Porém, Giovane era um garoto extremamente tímido, o que deixava essa hipótese quase impossível. Ele tinha medo de contar o que sentia e não ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane não havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela não estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, início do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor não diminuía, apenas crescia dia após dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, não fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa tática não deu certo. Porém, Giovane possuía um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decisões que havia tomado e aparentemente não interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou não? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incrédula do fato, tanto que até se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado imóvel na mesma posição que havia começado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega à mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-Não, não foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, alguém completamente novo. Ao invés do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado alguém quase depressivo, não falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, não fazia mais tantas piadas. Até o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que não vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a lição era fazer um mapa-múndi e foi o que nosso protagonista fez, porém Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esforço de Giovane, que aceitou ajudar já que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com êxito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que não conseguiu atrair Sabrina até o local combinado, o que fez com que Giovane saísse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exercício, contudo ao fazer a volta na escola várias e várias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele pôde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma última vez: " Ela está se doando ". Giovane estava começando a ligar os pontos, tudo começava a fazer sentido em sua cabeça. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu coração a ela, porém se fizesse isso, ele estaria desperdiçando um favor de Marcos, então Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta à sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. Só lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem Mão, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano à Sem Mão, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, não fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige à sala de aula. Na última aula, logo em seguida da de educação física, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matemática e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vinícius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, até porque em certo momento dessa conversa ele pôde perceber Vinícius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que você não grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vinícius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem Mão acabara de ser refutada, pois com essas informações, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas não queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que é um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vinícius: Mas do seu lugar anterior, você também consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar é melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora só se via sua expressão mais comum: a de indiferença. Ninguém simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, só não voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane não foi para a escola. Ele havia ido ao médico, e como o sistema de saúde do Brasil não é dos melhores, não conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incrível que pareça, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem Mão e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso herói, Sem Mão diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, começa a conversar com Marcos, que também fica ciente da situação e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- Não, estou tão confiante que apostaria cinco reais que ela não está brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do último dia, não parecia tão tenso, parecia até mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Está fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que não, estou tão confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que não vou falhar! – Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convicção.
- Se está tão confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando pôs o pé para fora da sala de aula, soube que duas coisas importantíssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem não parecer muito, mas na época que o país estava... Ele achava que seria fácil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, pôde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, não o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga já mencionada anteriormente. Não havia mais escapatória, teria de se declarar na próxima volta e podia sentir seu coração bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso herói alterar o curso e ao invés de parar, acabou seguindo sua trajetória comum. Faria na próxima volta, não importava o que acontecesse, porém, ao chegar novamente e ver que só estavam ela e sua amiga sentadas, não conseguiu. Era como se uma força desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em não ter conseguido se declarar, se tornou em forças para tentar agora que não haviam tantas pessoas lá fora. E mais uma vez não conseguiu, até que Sem Mão propõe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando não era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem Mão explica o desafio, porém, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem Mão e outra a si mesmo. Giovane não se importa. Na verdade, parecia não se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem Mão reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A única diferença, no entanto, foi que sua reprodução ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma criança sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Após isso, aparentemente Sem Mão ficou tão entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajudá-lo a conseguir, mas qual seria sua motivação além de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e começar a andar, mas nosso herói não pensou em abordá-la, simplesmente não tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (até enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele não sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas últimas aulas de geografia. Contudo, no final da última aula, Marcos veio conversar com nosso herói:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu não falei com ela, logo não tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? É só chegar lá e falar " eu estou afim de você, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse tão fácil assim, eu já teria feito há um ano e oito meses atrás...
- Mas é fácil!
- Não para mim. Me falta coragem.
Então Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que não tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, já me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso herói está prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tevê, e de relance, pôde ver a notícia mais bizarra que já havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladrão que escalava prédios tão bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso não seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- É, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa não apresentada anteriormente: Kauã. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou então seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! – Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma árvore.
- Porra... – Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? – Perguntou em tom de desânimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos lá!
E foram caminhando em direção à uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso herói se pôs em posição e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irmão! " E tirou a foto. No entanto, o que não sabia, é que quando já ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posição observando Sabrina pela câmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar à sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audição pôde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atrás dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai lá e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E lá ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela não queria.
- Não, eu não vou! – Disse ela.
- Por que não? – Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- Não, pois a aposta não tinha prazo. A única coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta já passou, então você foi enganado...
- Aí é que está, meu amigo quem está se enganando é você mesmo. O único que está sofrendo por amor é você.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas não quero que sofra por algo que não tem futuro.
- Eu já sofri para caralho, eu tentar isso não vai aumentar a dor que eu sinto por não estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a única palavra que você nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? – Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava tão perdido quanto ele.
- Eu não sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, não tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que não.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu já pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. – Giovane já sabia que aquele plano não iria funcionar, porém decidiu ouvir até o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode não acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- Ótimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- Só reprimir suas emoções e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emoções mudam. Tudo que eu faço é mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferença de sempre.
- Porra.
- É basicamente só isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado não está certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. Não sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- Não. Não comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- Não. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso herói fez? Nada! Até tentaria falar com Sabrina, mas o problema é que não a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando lá, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, é que independente de quanta pimenta do reino colocasse, não conseguia sentir a picância que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma má intenção.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai então provou e por um segundo pensou " nossa, não arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, pôde sentir sua língua queimando como carvão em brasas, então pensou " vou tomar um copo de leite e estará tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento até conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso herói já está na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, começa a andar em voltas, porém, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela não está andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, então apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele não sabia, mas sua vida que já era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos três vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, pôde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com alguém que ele não conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, não sabia o que fazer. Seus olhos começaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milhão de cebolas enquanto um anão tailandês chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o chão que estava aos seus pés havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanhã. Tipo os gringos jogam pôquer e apostam salgadinho essas coisas, já a gente que é fudido aposta bala. A gente poderia, sei lá, jogar algum jogo de azar tipo pôquer, truco...
- Eu toparia um truco. – Disse nosso protagonista.
- Ok, então amanhã todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado tão furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele não conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xabás ". E ao contar para Semeão, ele recebe um discurso motivacional quase tão bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- É bizarro que eu nunca pensei que não conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejeição.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kauã está mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez é uma aula vaga. Ao andar com Sem Mão e Raul, como sempre nosso herói se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de três segundos. E não era qualquer olhar, era um olhar tão certeiro que não havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado às informações que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as lições até chegar a última aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ninguém trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confiança, nosso herói faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria ótimo ganhar esse dinheiro, mas Giovane não pensou no caso de não ganhar a aposta, pois estava cego pela ganância do dinheiro fácil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negociações.
É chegado o intervalo e a tensão estava subindo, até porque agora além de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso herói não tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na árvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"É agora", pensava Giovane. Não havia mais escapatória.
- É então, é sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de você, e você sabe disso, então... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
submitted by YareYareDaze007 to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.09.01 06:16 jwachowski Mouse Star

É apenas na calada da noite que conseguimos observar como os roedores da madrugada conseguem seu alimento. Tidos para muitos como pragas, não se sabe se ainda tem algum valor na pirâmide social do mundo. Esses bichanos da madrugada servem ainda para algum controle biológico de outras pragas ainda maiores? Veremos isso no episódio de hoje.
Três e meia da manhã. O silêncio da noite é rompido por algum guardinha noturno em sua moto apitando para avisar que está tudo bem. O céu estrelado brilha sobre a casa que nosso amiguinho se agregou sem permissão. Sai da sua toca nesse momento de aparente calma e tranquilidade. Passa pela porta do quarto e vara a cozinha sempre muito atento a qualquer barulho. Olha para um lado, olha para o outro desconfiado mexe o bigode para sentir o ambiente.
Ninguém a vista. Faz o próximo movimento rápido como um flash de luz na escuridão e sobe na cadeira da mesa. Já sabe qual o seu objetivo: as migalhas de pão dormido sobre o pano de prato vermelho escrito deus é fiel. Enquanto come rapidamente o corpo de cristo passa a mãozinha na faca ainda lambuzada de manteiga. Nosso amigo está com sorte hoje, era requeijão.
De repente sente-se observado. Para de comer e olha para trás furtivamente. Antes que sua cabeça terminasse o giro completo seu corpo já preparado para a fuga se esconde atrás do saco do mercado onde estão os pães.
Ele espia sair do banheiro se arrastando devagar como uma noite no inferno, a velha gata da casa. E com todos os seus 22 anos multiplicados por 7 já desistiu de tentar se alongar após o despertar. Geme o dia inteiro, não se sabe se de cansaço ou se de reumatismo felino. Na escuridão da cozinha a gata para e boceja alto, digo suspira, digo geme alto, digo pede para morrer logo.
Não sabe se está com fome com sede ou apenas entediada. Vai ao pote de ração, sente seu próprio cheiro na comida. Sente nojo. Vai beber água. Molha a pata para saber se está fresca. Não está. Bebe assim mesmo e volta para a cama se arrastado mais devagar ainda, pelo mesmo corredor que veio à cozinha. Se joga no tapete da sala e passa uns bons minutos coçando suas feridas de gato velho. Cai num sono profundo depois de gemer alto uma última vez.
O coração do nosso amiguinho bate freneticamente com a migalha de pão na mãozinha rosa. As vezes pensa que não vale o risco. Aquela gata era velha como o mundo, estava surda e cega mais não ia perder a chance de lhe devorar e brincar com ele até a morte. Sabia que os gatos eram assim. Serviam para isso no mundo. E ele servia para o que? Um breve lapso de consciência passou pelo cérebro do nosso companheiro camundongo e logo se esvaiu junto com ele próprio pela janela da cozinha.
Agora o céu estrelado também brilhava sobre a cabeça do nosso herói que subiu no telhado de casa para apreciar as estrelas da noite e aquele céu de primavera verão. As estrelas são tão pequenininhas do tamanho da sua patinha. Será ele uma estrela também? Sentiu seu lugar no mundo olhando para o céu infinito com seus olhos negros hipnotizados naquela bola branca chamada lua. Sorriu por dentro e fez um barulhinho com bico mexendo o bigode. Logo em seguida viu o mundo todo subir e descer e girar como uma montanha russa. Sentiu sua pele ser arrancada do corpo. Ainda tentou gritar, correr e lutar contra só deus sabe quem, mas já era tarde demais. Estava na boca de um gato de rua.
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2019.09.01 06:16 jwachowski Mouse Star

É apenas na calada da noite que conseguimos observar como os roedores da madrugada conseguem seu alimento. Tidos para muitos como pragas, não se sabe se ainda tem algum valor na pirâmide social do mundo. Esses bichanos da madrugada servem ainda para algum controle biológico de outras pragas ainda maiores? Veremos isso no episódio de hoje.
Três e meia da manhã. O silêncio da noite é rompido por algum guardinha noturno em sua moto apitando para avisar que está tudo bem. O céu estrelado brilha sobre a casa que nosso amiguinho se agregou sem permissão. Sai da sua toca nesse momento de aparente calma e tranquilidade. Passa pela porta do quarto e vara a cozinha sempre muito atento a qualquer barulho. Olha para um lado, olha para o outro desconfiado mexe o bigode para sentir o ambiente.
Ninguém a vista. Faz o próximo movimento rápido como um flash de luz na escuridão e sobe na cadeira da mesa. Já sabe qual o seu objetivo: as migalhas de pão dormido sobre o pano de prato vermelho escrito deus é fiel. Enquanto come rapidamente o corpo de cristo passa a mãozinha na faca ainda lambuzada de manteiga. Nosso amigo está com sorte hoje, era requeijão.
De repente sente-se observado. Para de comer e olha para trás furtivamente. Antes que sua cabeça terminasse o giro completo seu corpo já preparado para a fuga se esconde atrás do saco do mercado onde estão os pães.
Ele espia sair do banheiro se arrastando devagar como uma noite no inferno, a velha gata da casa. E com todos os seus 22 anos multiplicados por 7 já desistiu de tentar se alongar após o despertar. Geme o dia inteiro, não se sabe se de cansaço ou se de reumatismo felino. Na escuridão da cozinha a gata para e boceja alto, digo suspira, digo geme alto, digo pede para morrer logo.
Não sabe se está com fome com sede ou apenas entediada. Vai ao pote de ração, sente seu próprio cheiro na comida. Sente nojo. Vai beber água. Molha a pata para saber se está fresca. Não está. Bebe assim mesmo e volta para a cama se arrastado mais devagar ainda, pelo mesmo corredor que veio à cozinha. Se joga no tapete da sala e passa uns bons minutos coçando suas feridas de gato velho. Cai num sono profundo depois de gemer alto uma última vez.
O coração do nosso amiguinho bate freneticamente com a migalha de pão na mãozinha rosa. As vezes pensa que não vale o risco. Aquela gata era velha como o mundo, estava surda e cega mais não ia perder a chance de lhe devorar e brincar com ele até a morte. Sabia que os gatos eram assim. Serviam para isso no mundo. E ele servia para o que? Um breve lapso de consciência passou pelo cérebro do nosso companheiro camundongo e logo se esvaiu junto com ele próprio pela janela da cozinha.
Agora o céu estrelado também brilhava sobre a cabeça do nosso herói que subiu no telhado de casa para apreciar as estrelas da noite e aquele céu de primavera verão. As estrelas são tão pequenininhas do tamanho da sua patinha. Será ele uma estrela também? Sentiu seu lugar no mundo olhando para o céu infinito com seus olhos negros hipnotizados naquela bola branca chamada lua. Sorriu por dentro e fez um barulhinho com bico mexendo o bigode. Logo em seguida viu o mundo todo subir e descer e girar como uma montanha russa. Sentiu sua pele ser arrancada do corpo. Ainda tentou gritar, correr e lutar contra só deus sabe quem, mas já era tarde demais. Estava na boca de um gato de rua.
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2019.06.28 16:26 JoaoRambo13 Plantel Benfica 2019/2020 - Ataque ao 38

Plantel Benfica 2019/2020 - Ataque ao 38
Como ainda não existe um lugar em que se possa debater o plantel próxima época, e com o início dos trabalhos a chegar, estou a criar aqui esse espaço, com o intuito de fazer algo um pouco diferente:
  • Mais opinativo e com o intuito de perceber qual a vossa opinião em relação a como deveria ser composto o plantel para a época 19/20
  • Dar a conhecer todos os jogadores que neste momento se encontram nos quadros do Benfica
  • Perceber que posições deveriam ser reforçadas e quais os jogadores que gostariam de ver com o manto sagrado
  • Oferecer a minha opinião pessoal

Vou começar por identificar todos os jogadores disponíveis para se apresentarem na pré-época 19/20:
https://preview.redd.it/b9dcz48xi4731.png?width=1653&format=png&auto=webp&s=2bcda82dae54f055cf704045ae16ed9a1a0456e5
Resumindo, Bruno Lage terá a sua disposição 50 jogadores. Relembro que entretanto o Benfica já confirmou a saída de alguns jogadores e garantiu a presença na fase de grupos da Champions, tendo portanto realizado um encaixe de 135M:
  1. Talisca (Guangzhou Evergrande) - 5.8M emp + 19,2M venda = 25M
  2. Raul Jimenez (Wolverhampton) - 3M emp + 38M venda = 41M
  3. Luka Jovic (Eintrach Frankurt) - 7M venda + 13M fut. transf. = 20M
  4. Dawidowicz (Hellas Verona) - 3M venda
  5. Salvador Agra (Légia Varsóvia) - 0,5M venda
  6. Nélson Semedo (Barcelona) - 5,1M clausula
  7. Entrada directa na fase de grupos da Champions - 42M
Realçar que está eminente a saída de João Félix e de Carrillo para as arábias, o que resultaria num encaixe de mais 135M para os cofres do Benfica.
Em relação a entradas estamos perto de garantir Raul de Tomas por 20M ao Real Madrid, já garantimos Cádiz ao Setúbal e Caio Lucas a custo zero.
Antes de começar a minha reflexão sobre o plantel do Benfica para esta época, e de modo a justificar um pouco a minha visão, fiz a mesma com a premissa que estamos em ano de Europeu e com um treinador que não irá fazer má figura na Europa.

Baliza :
  • Odysseas Vlachodimos chegou este ano e pegou de estaca. Correu-lhe melhor a primeira metade da época que a segunda, muito por causa do futebol medíocre que praticámos e consequente processo defensivo. Sou da opinião que para consumo interno serve, para atacar a Champions não. Foi campeão, é titular da sua selecção e está valorizado. Se surgir uma boa proposta seria interessante aproveitar a oportunidade.
  • Mile Svilar foi a nossa segunda opção mas tarda em demonstrar todo o seu potencial. Penso que a pressão que tem no Benfica neste momento não lhe é favorável, embora não gostasse de o descartar em definitivo. Um empréstimo a uma grande escola de guarda redes como o Rio Ave (por 2 anos dando-lhe estabilidade para se desenvolver) seria ouro sobre azul.
  • Bruno Varela, o patinho feio para os adeptos. Não é mau guarda-redes, mas não serve para o Benfica. Deveria ser emprestado para um campeonato periférico (Grécia, Turquia, Arábias) com uma clausula a rondar os 5M para se correr bem ser facilmente batida. Enquanto escrevia este texto Varela foi emprestado ao Ajax*
  • André Ferreira e Zlobin, dois produtos do Seixal que contam para as inscrições na UEFA. Zlobin tem potencial para ser muito bom guarda-redes e não sei se não lhe faria bem um empréstimo para ser testado. André tem qualidade (e demonstrou-a no ínicio de temporada ao serviço do Aves) mas não para o Benfica. Um dos dois terá de ser o 3º guarda redes para este ano. Se sair Vlachodimos ficariam os dois, na sombra do que chegaria. Depois de este post ter sido publicado, e embora nao vá alterar o plantel final, André Ferreira foi confirmado em definitivo no Santa Clara\*

Apesar de não ser uma posição carenciada de reforços a verdade é que, para um Benfica que almeja algo mais que o campeonato interno, é necessário um improvement. Vlachodimos tem qualidade, mas não está ao nível do Benfica que tem de lutar por um lugar entre as 8 melhores equipas da Europa.
A minha ideia seria Wuilker Fariñez, tem 21 anos e é um dos mais promissores guarda-redes do mundo. O venezuelano tem até a vantagem de jogar num parceiro nosso, o Millonarios. Aquilo que tem demonstrado nesta Copa América, e não só, demonstra que é mais um daqueles casos que não engana - tal como Oblak ou Ederson não o conseguiríamos manter por mais do que 2 anos. Durante esse período para além de contarmos com um excelente guarda-redes, teríamos um miúdo na sua sombra a crescer e outro fora de portas mas a ser acompanhado bem de perto. Outra excelente opção, mas bastante improvável, seria Andriy Lunin guarda-redes do Real Madrid e campeão Mundial sub-20 pela Ucrânia.

Lateral Direito :
  • André Almeida é o meu patinho feio do 11 titular do Benfica. E, de facto, há alguma validade para que o seja. Ainda assim é inegável que André Almeida tem estado a bom nível e tem números que o comprovam. É um jogador com anos de casa, com experiência em momentos de glória e de decepção e perfeitamente integrado com os valores Benfiquistas, que tanta falta faz ao plantel. Hoje, André Almeida é subcapitão da equipa e duvido que alguma equipa fosse capaz de dar pelo 34 um valor monetário que chegasse sequer próximo do valor que o Benfica lhe dá.
  • Ebuehi é uma incógnita. Apesar de ser internacional pela selecção da Nigéria ainda nada mostrou ao serviço do Benfica devido à grave lesão que o fez perder toda a época. Não sei se terá cabimento uma das vagas do plantel ser dele, mas tem na pre-época uma oportunidade para agarrar o lugar e descansar os adeptos em relação à sua qualidade.
  • Pedro Pereira formado no CFC, saiu em 2015 para a Sampdoria e de lá, já com experiência na Serie A, regressou ao Benfica para se impor na equipa principal. Infelizmente, as expectativas saíram defraudadas, visto que mostrou muito pouco para quem tanto prometia. Assim sendo, foi emprestado este ano ao Génova, onde acabou por se impôr como titular. Não sei se é cedo para desistir de Pedro Pereira, mas a verdade é que do que vi dele nada me agradou.
  • Alex Pinto apesar de prometer muito, ainda não deu o salto que se esperava, e já lá vão duas épocas de equipa B. Não tem qualidade suficiente para integrar a primeira equipa, mas, dado que só tem 20 anos, não é altura de desistir já dele. Ficar na equipa B também não faz sentido, dado que há miúdos talentosos para promover. Um empréstimo é o que faria mais sentido. Enquanto escrevia este texto Alex Pinto foi emprestado ao Gil Vicente.\*

LFV já veio afirmar que não vai contratar para as laterais, o que olhando para o quadro em cima e tendo em conta que o treinador é Bruno Lage (tanto jogador que renasceu com ele) não é de todo descabido. No entanto numa equipa como o Sport Lisboa e Benfica, a titularidade sustentada de um jogador como Almeida é o rosto da mediocridade.
Da maneira como o Benfica de Bruno Lage joga precisamos de uma autêntica locomotiva, que tenha uma boa qualidade técnica e que seja agressivo a defender. Como tal deixo aqui três nomes :
  1. Sabaly do Bordeaux e Senegal
  2. Alvas Powell do Cincinnati e Jamaica.
  3. Com o decorrer do Mundial sub-20 houve outro jogador que me chamou à atenção, embora jogasse como ala numa defesa a cinco. Falo de Konoplia, que para além de ser muito forte nas transições (devido à sua velocidade) tem uma grande capacidade de decisão somando 4 assistências.
Enquanto escrevia fomos brindados pela notícia que Daniel Alves não irá permanecer no PSG. Será que é possível invés de gastar 3M num Cádiz (sem querer tirar qualidade ao jogador), investir mais num jogador de créditos firmados como este? Será que um dos melhores laterais direitos da história poderá estar interessado em ingressar num clube como o Benfica ou ainda quererá um clube com ambições de vencer a Champions?

Lateral Esquerdo :
  • Grimaldo é um fora de série. Muitas pessoas não dão valor a Grimaldo por causa de alguns erros defensivos que comete, mas jogar com Grimaldo a lateral esquerdo é como ter lá um médio, tamanha a criatividade e a inteligência do espanhol. Além disso, tem uma técnica acima da média. Se jogasse noutro campeonato, estou certo que seria já internacional espanhol há muito tempo. Grimaldo é um exemplo de boa gestão no Benfica. O jogador chega à equipa principal num grau de maturidade alto mas longe do seu potencial máximo, e, atingido o seu potencial máximo, dá duas ou três épocas ao clube (ou mais). Depois dá o salto deixando os cofres cheios para investir num substituto. A verdade é que, mesmo tendo só 23 anos, já cá está há 3 épocas e meia. É portanto natural que se pense em deixá-lo voar. Não sei se o valenciano abandonará o clube esta época ou não. Se sair, terei muita pena, mas compreenderei, sendo indispensável um reforço digno desse nome. Se ficar, teremos que ficar felizes porque iremos usufruir deste craque mais um ano
  • Yuri Ribeiro e Pedro Amaral são dois jogadores na mesma linha. Yuri Ribeiro fez uma boa época no ano passado, no Rio Ave, e, face à saída de Eliseu, ocupou o seu lugar. Porém, Yuri foi um daqueles jogadores que sentiu o peso da camisola, demonstrando não ter o que é necessário para representar o Benfica. A aposta, em teoria, faz sentido. Yuri, não sendo um craque, parecia ter qualidade suficiente para substituir Grimaldo quando fosse necessário, com o bónus de ser da nossa formação. Só que, na prática, correu mal. Não censuro a escolha, censuro o facto de termos atacado a segunda volta sem arranjar outro jogador para o lugar dele, e censurarei se ele fizer parte do plantel da próxima época.Pedro Amaral é um ano mais novo mas também é ligeiramente inferior. Não é mau jogador, mas também é insuficiente. O erro que foi apostar em Yuri seria repetido se o seu substituto fosse Amaral.
  • Existe ainda na equipa sub-23 Frimpong e Nuno Tavares (muito promissor) e tivemos emprestado Matheus Leal ao Real Massamá. Não acredito que nenhum seja aposta a curto prazo, sendo que os dois miúdos formados no Seixal estão verdes e o brasileiro não conta.

Assim sendo, se Grimaldo não sair, obrigatoriamente, temos de ir ao mercado reforçar a lateral esquerda com um jogador para ser sombra do titular. E logo aqui as afirmações de LFV deixam de fazer sentido. Não sei como é possível termos um Presidente que todos os anos dá tiros nos pés parecendo não querer aproveitar todo o potencial que o Benfica tem, com medo que alguém perceba o quão grande esta instituição realmente é e lhe venha roubar o lugar.
Na minha opinião deveríamos atacar um destes alvos:
  1. Pedro Rebocho tem 24 anos, é também ele made in Seixal e já é há dois anos um dos destaques da Ligue 1. Porém, a sua equipa, o En Avant Guingamp, irá descer de divisão, pelo que o jogador está algo desvalorizado. Não me parece que Rebocho tenha qualidade para assumir inicialmente a titularidade da equipa. Porém, também não encontro um jogador com melhor perfil e com a qualidade dele para assumir o papel de alternativa.
  2. Sergio Reguilón tem 22 anos e foi formado no Real Madrid. O ano passado discutiu a titularidade com Marcelo mas com a chegada de Mendy não parece que vá permanecer no plantel. Anteriormente já nos demos muito bem com este tipo de negócios (Javi, Rodrigo, Grimaldo) e apesar de envolver uma quantia superior à que teríamos de despender em Rebocho poderíamos já aqui ter o substituto de Grimaldo quando o mesmo sair.
  3. Abdelkarim Hassan, tem 25 anos e é titular do Al-Sadd e selecção Qatariana. Já me tinha chamado à atenção na taça Asiática, dando seguimento com exibições de encher o olho na Copa América. Um defesa com um físico impressionante, forte a defender e com qualidade a sair a jogar. Não deverá ser caro e aposto que seria um achado.
  4. Rubén Vinagre, tem 20 anos, é promissor e não tem minutos no Wolves. Está no carrossel do Mendes e podíamos usar esse factor para o trazer. A montra Benfica nunca teve melhor reputação.

Caso Grimaldo saia, aí sim temos que atacar em força por um substituto digno desse nome. Com esse propósito, surgiram na imprensa alguns nomes mais consagrados casos de Alberto Moreno do Liverpool, Mário Rui do Nápoles e Leonardo Koutris do Olympiakos.
Mais uma vez a minha opinião recai sobre o plantel dos blancos, falo de Theo Hernandez. Um jogador que iria envolver um esforço financeiro enorme (avaliado em 20M) e a lutar contra grandes nomes na Europa (parece que está a ser disputado por Leverkusen e Roma) mas que nos permitiria ter um lateral superior a Grimaldo. Além disso é um jogador que não é opção no Real e está desvalorizado, pelo que a menor pressão de jogar frequentemente no Benfica e demonstrar todo o seu valor seria do seu agrado.
Em suma, o Benfica deveria ir ao mercado por um lateral esquerdo, ou dois, dependendo da manutenção de Grimaldo. Se Grimaldo sair, espero que não haja displicência na sua substituição, pois Grimaldo é um dos jogadores mais preponderantes na nossa equipa. Sobre o suplente, confesso que tenho algum receio que a estrutura tenha demasiada fé em Nuno Tavares, pois acredito que ainda não está pronto e pode-se vir queimar um jogador muito talentoso.

Defesa Central :
  • Rúben Dias, o patrão da defesa. Se ainda comete erros de principiante? Comete. Se por vezes demonstra agressividade desmedida? Demonstra. Mas a nossa defesa sem ele sofre muito e atingiu um nível, que apesar de muitos nao o reconhecerem, faz dele indispensável. Para além de nos jogos a doer assumir-se como mais ninguém o faz. Próximo ano temos Europeu e se nao lhe subirmos a cláusula (80M) esta irá ser facilmente batida.
  • Francisco Ferreira, Ferro, foi uma das maiores surpresas da época. Quem o acompanhava, como eu, na equipa B sabia que tínhamos ali um central para os próximos anos. A verdade é que já estava a estagnar na equipa B e em boa altura veio a saída de Lema e Rui Vitória. Ferro trata melhor a bola do que qualquer um dos restantes centrais e, apesar de alguns erros defensivos que ainda comete (normal, dada a falta de experiência), tem tudo para fazer uma carreira de alto nível. Intocável, portanto.
  • Jardel, o nosso capitão. Se para muitos já nao dá mais porque este está velho, eu sou de opinião completamente distinta. O Benfica nao pode perder os pilares do balneário ano após ano, muito menos quando Jardel ficou com uma responsabilidade passada por Luisão. Já vimos que Bruno Lage gosta de rodar a equipa, e Jardel terá muitos minutos nas taças e no campeonato após jornada de Liga dos Campeões. Merece um lugar no plantel da próxima época (assim ele o queira). Porém, é necessário reconhecer que não poderá ter o estatuto de outros tempos, pelo que, no máximo, terá que ser terceira opção para o centro da defesa.
  • Conti, contratado para ser o 3º central, desiludiu. Foram muitos os erros de abordagem, alguns até deram em autogolo, o que é ilustrativo que não estava pronto para vir para a Europa. Tem 24 anos, logo não se pode dizer que é um defesa central velho. Assim sendo, pode ainda ser cedo para desistir dele. No entanto, a sua saída tem que acontecer, por empréstimo e preferencialmente no campeonato português.
  • Emprestados temos dois, ambos argentinos. Lema tem 28 anos e chegou este época a custo zero. Veio classificado como um dos melhores centrais da Liga Argentina, e, para ser sincero, não duvido que tal seja verdade. Sempre que jogou demonstrou a sua qualidade e nao fosse a sua, injusta, expulsão contra o Porto as coisas poderiam ter sido diferentes. O outro argentino é Lisandro Lopez, chegou ao Benfica há 6 anos rotulado como uma grande promessa, mas nunca se impôs totalmente. Embora não seja mau jogador, dado que já tem 29 anos, não me parece sensato considerá-lo para o futuro do Benfica.
  • Lystsov, desde Outubro que está em recuperação depois de uma rotura do ligamento cruzado e ainda não há prazo para regressar. Está com 23 anos e já conta com uma pré-convocatória para a selecção Russa pelo que qualidade nao lhe falta. Tendo em conta que vem de um ano sem praticar, acho que seria preferencial ficar como 4º central/titular na B enquanto recupera forma com o plus de conceder experiência a uma jovem equipa.
  • Kalaica está no ponto para subir à primeira liga. O croata é o capitão da equipa B e, após 3 anos lá, não aprenderá mais. Agora, é preciso alguma reflexão sobre como gerir este rapaz, porque só fará sentido integrar Kalaica na equipa principal se ele tiver minutos. Uma coisa é certa, Kalaica tem de sair da equipa B, até porque há muito talento a precisar de uma vaga.

Esta é possivelmente a posição em que o Benfica está mais bem servido e continuará a estar após a saída dos dois centrais agora titulares. David Zec, Pedro Álvaro, Nóbrega e Gonçalo Loureiro fazem todos parte da geração de 2000 e se continuarem a evoluir como tem acontecido, e com minutos nas pernas, serão opções a médio prazo.
O problema é que dos 8 centrais que referi em cima, no início da próxima época, acredito que poderão ainda cá estar, no máximo, 4 deles.
  1. Rubén Dias e Ferro devem continuar a titulares no Benfica de Lage e, se mantiverem a qualidade, consequentemente na selecção nacional no Europeu 2020. Com isto deverá ser muito difícil manter os dois após o final da próxima época. Muito menos quando temos um vendedor ambulante como Presidente.
  2. Lema e Lisandro já não devem regressar ao plantel, ambos têm interessados na América do Sul e podemos/devemos recuperar o investimento feito em ambos.
  3. Jardel não segue para novo, não tendo capacidades para ser titular neste Benfica.
  4. Conti e Kalaica estão verdes, e mesmo que ambos os empréstimos corram bem não significa que estejam prontos para assumir a titularidade do Benfica, enquanto que Lystsov é uma incógnita.
Tendo em conta este cenário não sei se não será necessário apalavrar já um jogador de créditos firmados para a próxima época. David Luiz poderá ser perfeito, até porque, com a idade que tem, começará a entrar em declínio em breve, sendo que quando começasse a decair, já outros jovens valores estavam mais que prontos para assumir o lugar. Rúben Semedo seria outro nome interessante. Português, Benfiquista e ainda novo. Está completamente desvalorizado em Espanha e querem desfazer-se dele. Seria uma excelente oportunidade pois considero que tem qualidades muito boas para a posição e para aquilo que Lage pretende.

Meio Campo :
  • Começo por Fejsa pois qualquer Benfiquista sempre o respeitará, embora possa ser altura de reconhecer que o ciclo dele pode ter chegado ao fim. Fejsa sempre foi um fantástico trinco, mas nunca teve uma capacidade de construção por aí além. Só que agora é essencial ser pelo menos competente na construção para funcionar no sistema de Lage. Para piorar, fisicamente, Fejsa está muito débil. Foram anos maravilhosos mas, com uma proposta adequada, infelizmente poderá aceitar-se a sua saída.
  • Samaris e Florentino são dois jogadores semelhantes sendo que ambos são competentes na sua função, embora um seja melhor a construir e outro a destruir. Ambos são muito bons nas funções mais defensivas, com algumas diferenças no estilo, dado que Florentino tem uma técnica defensiva impressionante (não me lembro de alguém igual) e Samaris, não sendo tão bom tecnicamente, compensa com agressividade no sentido positivo. Samaris junta ainda uma qualidade de passe e leitura de jogo fora do normal para um jogador naquela posição. Ter os dois à disposição é fantástico, pois permite ao Tino crescer sem tanta pressão com um jogador muito mais batido e que ainda por cima está perfeitamente identificado com o clube. Juntos, não funcionam tão bem. Com Gabriel ao lado, complementam-no perfeitamente.
  • Gabriel foi uma contratação de risco, dado que se investiu 10M€ num jogador relativamente desconhecido. A época até nem começou muito bem, uma vez que o homem era o oposto do que Rui Vitória queria num médio mas, felizmente, com Bruno Lage, acabou por provar o seu valor. Para um sistema com dois homens no meio campo, é imprescindível um jogador como Gabriel: bom na pressão e na recuperação, fantástico na construção. Assim sendo, ainda bem que temos um jogador assim.
  • Gedson Fernandes começou muito bem a época e perdeu um bocadinho com a entrada de Lage. Não é anormal, atenção. Gedson é um box-to-box puro, sendo que ainda pode fazer várias posições no meio campo. Assim sendo, é normal que tivesse algumas dificuldades com este novo sistema pois para Bruno Lage não basta ser competente na posição. Lage é inteligente e saberá o que fazer com o Gedson, e Gedson é muito talentoso (tenho muitas esperanças nele) e certamente agarrará um lugar, seja no meio campo a dois, seja encostado à linha ou atrás do avançado. É um jogador diferente de Samaris, Florentino e Gabriel, e dará muito jeito numa época longa.
  • Krovinovic é um caso estranho. Chegou lesionado do Rio Ave e depois de uma travessia pelo deserto em termos de minutos agarrou o lugar num meio campo a 3 e foi o melhor do Benfica com apenas uns meses de competição, até à lesão. Desde que regressou, está completamente fora de forma. Não sei explicar o que aconteceu mas é preciso agir. Uma hipótese é emprestar-lo e permitir que recupere a forma e a confiança num clube que precise de um craque como o Krovi (parece que este é o caminho pois falasse num empréstimo ao Vitória). Outra hipótese é o próprio Lage conseguir reabilitá-lo na pré-época. Seja como for, ficar mais uma época a estagnar na bancada não pode ser uma opção. Na minha opinião, e tendo em conta que não acredito que Krovino se adapte a este meio campo a dois,o melhor seria um empréstimo para Inglaterra ou Alemanha com uma cláusula alta (25M).
  • Taarabt, o marroquino ganha logo pelo facto de ser versátil, pois tanto poderia ser falado juntamente com os extremos ou juntamente com os avançados. Mas todos conhecemos a história dele. Chegou rotulado de craque problemático, e fez jus à segunda adjectivação. Andamos a pagar um balúrdio e, portanto, ele só tinha que ser profissional, algo que não aconteceu. Tudo mudou esta época. Lage chegou e conseguiu motivar o marroquino, tornando-o uma opção. É impressionante a capacidade que ele tem de romper linhas com um passe. Portanto, sendo ele um jogador tão dotado, e tendo ainda mais um ano de contrato, é de aproveitar. Já que o salário dele será pago de qualquer maneira, não se perde nada em aproveitar o homem desportivamente.
  • Do rol de emprestados, há dois que claramente não têm lugar no Benfica – Chrien e Dálcio. O eslovaco é mau, claramente não valia o milhão que o Benfica pagou por ele e está a mais no Benfica. O segundo foi um negócio que se aceita, na mesma óptica de Nelson Semedo. Foi barato, por isso, se resultasse era fantástico e, não resultando, não é grave.
  • Keaton Parks, David Tavares e Alfa Semedo são jogadores interessantes. Dado o excesso de médios que temos, talvez não dê para os integrar, mas merecem uma hipótese na pré-época. Keaton é um jogador melhor a construir que a defender. Já o Alfa apesar de ser um jogador muito intenso em Janeiro Lage descartou-o. Em ambos há lacunas, acima de tudo defensivas, mas tenho curiosidade para saber como se integrariam no Benfica de Lage. David Tavares é um animal que irá acabar no plantel mas para já está verde. Acredito que o ideal seria um empréstimo para voltarem.
  • O outro emprestado deveria fazer a pré-época. Infelizmente, na sua transição para sénior, apanhou o treinador errado. Tenho receio que, agora que ele já vai com 22 anos acabados de fazer, seja tarde. No entanto, é um pivot super natural, encaixando que nem ginja neste sistema táctico. Com Lage, talvez ainda se faça jogador, por isso, não perdemos nada em integrá-lo. Estou a falar de Pedro Rodrigues, Pêpê.

Havendo tantas e tão variadas opções, eu diria que não é necessário contratar ninguém para o meio campo. Ainda por cima quando, como no caso da posição central da defesa, temos tanto talento à espera no Seixal - Vukotic, Diogo Pinto, Tiago Dantas e David Tavares.
No entanto gostaria de deixar aqui um nome - Willie Clemons, tem 24 anos e é jogador do Bodens BK e internacinal pelas ilhas Bermudas. Não será um investimento de risco e pareceu-me um médio super intenso, muito completo tanto a defender como no transporte e a queimar linhas.

Meio Campo ofensivo :
  • Rafa, foi possivelmente o melhor jogador do Benfica nesta temporada. Com Rui Vitória nunca conseguiu mostrar toda a sua qualidade (pecando muito na finalização), mas agora, com Lage, está a um nível estratosférico. O melhor de tudo é que, depois da eminente renovação, parece que iremos ter jogador para as próximas temporadas.
  • Pizzi, é um extremo diferente, mais criativo que desequilibrador, e sem o achar um fora de série acaba por ser fulcral neste 4-4-2 que nos últimos 4 anos nos fez festejar por 3 vezes. No plantel, não há outro como ele, daí o seu estatuto e importância para a equipa.
  • Caio Lucas é outro que quase garantidamente fará parte do plantel, pois é um reforço que foi garantido em Janeiro. Conheço muito pouco sobre ele, mas dizem que é um desequilibrador puro. Como cartão de visita, traz número muito interessantes esta temporada: 5 golos e 11 assistências em 2100 minutos (cerca de 23 jogos).
  • Cervi. Prometeu muito quando chegou ao Benfica mas a realidade é que foi dos jogadores que mais sofreu com a era Rui Vitória (ainda por cima na fase mais importante da sua evolução), isto porque pensou que a sua função era ser competente a defender e dar intensidade ao jogo. Agora que é preciso ter maturidade táctica, Cervi não a tem. Assim sendo, com tanto talento na posição, não sei bem o que vai acontecer. A verdade é que se JJ fosse o treinador a posição de Defesa Esquerdo ficaria fechada com a adaptação de Cervi. Com Lage não sei se isso acontecerá, mas que era o ideal, era!
  • Sobre Salvio é difícil, sempre sobreviveu da capacidade de explosão para desequilibrar. Nos tempos áureos, era uma verdadeira máquina, sendo que, não obstante a sua falta de inteligência futebolística, conseguia causar estragos em qualquer defesa. Para melhorar, sempre foi também um extremo com muito golo. Só que esses tempos parecem ter acabado. As lesões sucessivas tiraram-lhe a grande virtude e agora Salvio é um jogador banal. Para piorar, não encaixa no sistema de Lage. É um dos mais bem pagos do plantel e o seu rendimento não condiz, de todo, com o seu salário. Havendo tanta qualidade nas alas e tanta diversidade, talvez seja altura de Benfica e Salvio seguirem rumos diferentes. O problema é que Salvio já é um dos pilares do balneário, com mais tempo de casa e parece viver o Benfica como nós. E num balneário cheio de miúdos são necessárias referências que possam transmitir a mística.
  • Jota e Willock estão numa fase semelhante da evolução. Ambos são Reis na equipa B, ambos desesperam por uma oportunidade na equipa A. Jota já teve algumas oportunidades, mas muito esporadicamente. Willock ainda nem isso. Penso que estejam ainda ambos verdes para o patamar Benfica pelo que um empréstimo com V de volta poderia ser importante na sua evolução. No entanto, e tendo o Benfica tanto talento nesta posição, emprestar Willock no Championship, embora com uma clausula de compra alta, poderia ser muito interessante.
  • Zivkovic é uma das grandes decepções do ano. Com Rui Vitória, oscilou sempre entre a bancada e a titularidade nao existindo qualquer tipo de equilíbrio. Agora, com Lage, eu estava convencido que Zivkovic iria finalmente explodir. Falso. Por isso, dado que começa a ficar caro ficar com Zivkovic, era uma boa altura para o sérvio sair. Provavelmente, iremos ter uma reedição do caso Jovic (por isso, se o emprestarem, cuidado com as cláusulas que lhe metem), mas manter Zivkovic não é saudável nem para o Benfica nem para o jogador.
  • André Carrillo é um craque. Os Benfiquistas não o valorizam porque as expectativas eram altas (afinal de contas, era a estrela do rival) e Rui Vitória pouco contou com ele, mas a verdade é que Carrillo é um craque. É um extremo diferente de todos os que temos, mais cerebral mas ao mesmo tempo desequilibrador, e por ser tão diferente, Rui Vitória não sabia o que fazer com ele. Aposto que Lage sabe, mas dado que ele está relativamente valorizado também aposto que nao regressará das Arábias.
  • Benitez é jogador do carrossel. Foi um negócio, onde para se renovar com um tinha de vir outro, danoso para o clube. Seja como for, o que vi do mesmo na pre-época até nem pareceu mau. Um jogador mais ao estilo de Pizzi que dos outros. Mas a verdade é que por onde tem passado não tem rendido, e nao acredito que vá ser agora. Para sair.
  • Diogo Gonçalves, na formação era um extremo desequilibrador que sempre teve muito golo. Foi por isso que ganhou a chance de fazer parte da equipa principal na época passada. Infelizmente, não resultou, e foi emprestado não tendo corrido bem a experiência em Inglaterra. Enquanto escrevia esta analise soube que vai ser emprestado ao Famalicão, e não podia estar mais de acordo.\*

Resumidamente, não chega não trazer ninguém para as alas ofensivas. É preciso cortar alguns jogadores, para abrir vagas para miúdos que desesperam por oportunidades, e para libertar orçamento para posições que realmente precisam de ser reforçadas.
No entanto, mais uma vez, gostaria de deixar aqui um nome - Carlos Antuna de 21 anos, jogador do Manchester City, Mexicano. É um jogador muito semelhante ao antigo Salvio - destro a jogar como ala direito, capacidade de explosão e velocidade felina. Ainda por cima tem um faro de golo impressionante, a quantidade de vezes que aparece em zonas de finalização após se ter desmarcado da marcação é surreal para um extremo. E tem-no comprovado agora na Gold Cup onde já leva 4 golos e 2 assistências em apenas 3 jogos. Vai ser uma estrela

Frente de Ataque :
  • Seferovic, tem muita capacidade de trabalho e de sofrimento e tem uma mentalidade competitiva enorme. Além disso, é um excelente jogador de equipa, sendo muito inteligente em campo e ideal para o estilo de Bruno Lage. Infelizmente, falha num dos aspectos mais importantes de um avançado: a finalização. É exasperante a quantidade de golos que o suiço falha. Não se exige que marque um golo a cada oportunidade, mas às vezes Seferovic precisa de 3 ou 4 bolas claríssimas de golo para meter um, e isso, no futuro, pode custar títulos. Assim, sou da opinião que aparecendo algum clube dê por Seferovic um valor superior ao seu real seria de aproveitar.
  • Jonas, o mago brasileiro está envelhecido e muito débil fisicamente, mas a verdade é que é o maior responsável por o Benfica se ter aguentado durante a era de Rui Vitória. Acabou a época com uma média muito próxima de um golo por 90 minutos. Acho que a decisão de acabar a carreira ou não, só ele a deve tomar, mas acho que Jonas ainda pode ser muito útil, até porque já se viu que Jonas funciona não só como 9 mas também como construtor.
  • Cristian Arango foi mais um daqueles reforços que devia deixar os adeptos revoltados. Para quem não se lembra, chegou no ano passado, e, numa época em que precisávamos de reforçar imensos setores, foi o nosso reforço mais caro. Expectavelmente não tem qualidade para representar o Sport Lisboa e Benfica. Por isso é altura de deixar de gastar vagas de empréstimo em Portugal com ele. Alan Júnior é outro reforço para o carrossel que nunca deveria ter vestido o manto sagrado, estão ambos a mais no Sport Lisboa e Benfica.
  • Heriberto Tavares, extremo de origem tornou-se um avançado móvel que nos sub-21 resultou muito bem, sendo que poderia funcionar com Bruno Lage. Tenho ideia que poderá ser uma alternativa viável a Seferovic embora tenha a mesma incapacidade a finalizar que o Suíço, mas acho que merecia pelo menos fazer a pré-época.
  • Facundo Ferreyra, foi emprestado por ano e meio mas parece que o Espanhol não tem interesse em mantê-lo. Gostaria que Lage lhe concedesse a oportunidade de fazer a pre-época, embora tenha noção que foi Lage quem o dispensou em Janeiro.
  • Jhonder Cádiz, contratado ao Vitória de Setúbal depois de boa época em Portugal. Até posso estar enganado, mas não me parece jogador para o Benfica. Aliás, após as palavras do Presidente parece ser mais um para o carrossel.

Na frente, temos de ir ao mercado obrigatoriamente. Mas têm de ser reforços a sério. Um deles tem de ser um titularíssimo, outro um miúdo com enorme potencial. Na formação temos uma preocupação semelhante pois os miúdos dos planteis B, sub-23 e júniores não parecem ter potencial para um dia figurarem no plantel principal do Benfica.
Raul de Tomas parece estar perto de assinar, e Cádiz já assinou. Com a saída de Félix ficamos órfãos do nosso prodígio, e sabendo que não é possível arranjar um substituto nem por sombras semelhante, temos de repescar Chiquinho. Seria um reforço fantástico, pois poderia jogar no meio ou ainda poderia fazer de Pizzi. Já conhece a casa e foi o melhor jogador do campeonato extra-grandes.

Plantel final
(O post estava muito grande, portanto continua no comentário! Sorry!)
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2019.02.11 14:58 RRonanz Celular de bêbado não tem dono.

Boa tarde brasil, tudo bem com vocês? Comigo nem tanto... TL;DR no fim para aqueles que não quiserem ler tudo.

Na madrugada desse último sábado para domingo (Do dia 9 para o dia 10), eu fui a casa de um amigo meu para comemorar o aniversário de outro amigo nosso.
Era um "churrasco". Por que as aspas? Por que todos sabemos como funciona churrasco de amigos, a cada 2 litros de vodka compram meio quilo de linguiça.
Enfim, tudo começou as 22:00 de sábado quando eu decidi ir ao McDonald's, eu sabia que eu ia beber então precisava comer alguma coisa primeiro para dar aquela forrada no estomago. Pedi a oferta de dois por 15, um Big Mac e um Cheddar. Eu estava indo de carro com o meu pai, então eu pude comer enquanto ele dirigia, mas tive que comer rápido para não chegar em um churrasco comendo um hambúrguer.
Logo depois de chegar na casa e cumprimentar meus amigos, fiz aquele copo da clássica vodca com energético. Esse foi meu segundo erro, (o primeiro foi ter comigo dois lanches gigantes antes de beber) não por estar bebendo, mas sim por estar bebendo energético com vodca. É uma combinação arriscada por alguns motivos e tem o meu maior inimigo, o gás! Meu estomago é meio sensível à gás, mas não tinha nada mais para misturar com a famigerada destilada russa.
Copo vai, copo vem, golinho no copo do amigo aqui, mais um gole ali, fumei um cigarro (eu nem fumo...), e de repente, eu estava sem tênis, sem camisa, encostado no portão da garagem e pedindo para que um amigo meu jogasse água na minha cabeça com a mangueira que estava com ele.
Logo depois disso lembro de estar só de cueca de baixo do chuveiro pra dar uma acordada, de ter colocado o dedo na minha garganta e vomitado bem pouco, de ter sentado na cama parcialmente molhado e só de cueca e de ter pedido um cobertor. Isso tudo aconteceu as 3 da manhã, aproximadamente.
As 7:50, meus amigos me acordam dizendo que meu pai estava na porta da casa e havia vindo me buscar. Eu estava melhor, mas muito desnorteado e preocupado com que estava por vir. Meu pai é uma pessoa preocupada e já tinha ligado diversas vezes. Meus amigos disseram que meu celular estava meio que perdido por ali, e que eu poderia buscar no dia seguinte, na hora eu só aceitei e ideia com muito pesar e fui pra casa.
Ao chegar em casa eu liguei o rastreador da Google pelo meu computador e vi que meu celular estava ligado na rede de Wi-Fi da casa do meu amigo e que ele ainda tinha 72% de bateria, abri o Whats App pelo navegador e mandei algumas mensagens, algumas delas no grupo da festa pedindo para que se alguém encontrasse o celular, para que por favor avisasse. Após isso, dormi.
Quando acordei, as 13, fui direto para o computador pra ver se meu celular estava dando sinal de vida ainda, e não tão surpreso eu descobri que não. A última vez que ele havia mandado uma atualização para o sistema tinha sido as 10:38AM. As 10:38AM as únicas pessoas que estavam na casa eram meus amigos do ensino médio, que eu acredito que não teriam feito isso, e um cara em especial que não era amigo meu e parecia suspeito. Esse suspeito que de acordo com meus amigos foi embora na mesma hora em que o celular se desconectou do sistema.
Voltei para a casa do meu amigo, revirei o primeiro e o segundo andar atrás do meu celular, e nada. Voltei depois com meu pai, que tinha visto vários sacos de lixo na porta e achou que talvez alguém pudesse ter jogado sem querer, nada. Demos o celular como furtado.
Então, bebi mais do que deveria, me humilhei na frente de algumas pessoas, deixei meus pais preocupados, decepcionei a mim mesmo por ter sido tão burro, perdi um celular que não tinha nem 6 meses e estou extremamente triste e envergonhado de ter sido tão burro.
Eu sempre fui o cara que se gabava por conhecer seus limites, saber até onde pode ir e não dar trabalho, ser o "responsável", mas acho que no fundo todo jovem é merda e todo humano está fadado ao erro.
Apesar de tudo, estou tentando mascarar a dor pensando nos pontos positivos desse desastre. Aprendi que eu devo respeitar mais meu corpo, aprendi que mesmo cercado de pessoas familiares, sempre devo estar de olhos abertos pro perigo, aprendi que se é pra me embriagar que pelo menos seja perto de gente que eu conheço. Me sinto mais maduro. Assumi meu erro e vou arcar com as consequências.
Mas também não posso dizer que foi tudo culpa minha, afinal apesar de tudo que aconteceu, não é minha culpa que uma pessoa tenha o mal caráter de ir lá e tomar algo que não é dela, especialmente de uma pessoa que estava nas condições em que eu estava.
Enfim, fiquei com vontade de compartilhar essa experiência nada agradável com vocês, é isto.

TL;DR: Bebi mais do que podia e dei PT, cuidaram de mim e eu fui furtado.
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2018.10.03 04:05 gatoetc Modernidade, Iluminismo e Revolução Industrial: (portfólio mod4, pt.2)

2ª Revolução Industrial

Características:
“Com tal quantidade de objetos desfilando diante de meus olhos, eu vou ficando aturdido. De todas as coisas que me atraem, nenhuma toca meu coração, embora todas juntas perturbem meus sentimentos, de modo a fazer que eu esqueça o que sou e qual o meu lugar.”
(Rosseau, A nova Heloísa)

Paralelamente ao desenvolvimento industrial surgem os meios de comunicação de massa (jornais, rádio, cinema), mas ainda sem um consumo em massa porque a maioria é iletrada ou não possui condições financeiras de adquirir os aparelhos necessários.

Impactos da Revolução Industrial


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Correntes de pensamento – Século XIX

Liberalismo - deixar a economia livre
--> David Ricardo - teoria do valor do trabalho = mínimo necessário à sobrevivência do trabalhador. Propõe aplicar a lei da oferta e da procura também ao trabalho; -->Thomas Malthus - os trabalhadores são pobres porque têm filhos demais;
Socialismo utópico - Saint-Simon, Fourrier e Owen apresentam propostas diferentes de sociedades mais igualitárias que não chegam a ser tentadas ou fracassam pois para instalá-las acreditavam na boa vontade dos capitalistas em reformar o sistema e consertar as desigualdades;
Socialismo científico (marxismo) - Karl Marx e Friedrich Engels partem de uma análise criteriosa da sociedade capitalista e propõem uma revolução operária para abolir a propriedade privada e instaurar o socialismo que aos poucos evoluiria para o comunismo;
Anarquismo - Proudhon, Bakunin, Tolstói e Kropotkin defendem a destruição de toda a forma de poder e opressão: Estado, propriedade privada e família;
Socialismo cristão - papa Leão XIII lança a encíclica Rerum Novarum (1891) opondo-se tanto ao socialismo quanto à exploração capitalista. Apresenta-se como agente de justiça social e exige do Estado a criação de uma legislação trabalhista.

No final do século XIX, as classes trabalhadoras passaram a ter direitos, alguns recursos e tempo livre (12h/dia).


Sistema Capitalista e Indústria Cultural

Lógica da distinção

A indústria estratifica os consumidores determinando quem irá consumir o que, bem como que objeto será consumido
Há um tipo de produto destinado a cada classe social que garante status para quem o possui
O sistema capitalista e o mercado procuram conquistar a “alma” humana, Incentivam também a adoção de hábitos e
padrões de comportamento. Divertir é simultaneamente distrair, ou seja, preencher as horas de lazer fora do trabalho como também desviar o indivíduo das questões relativas a sua vida, a sua própria alienação. Essa é a função narcotizante da indústria cultural que assegura a reprodução do capitalismo.
A tecnologia provocava fascínio e orgulho, levando à vitória de tudo que a fábrica representava desde seu início no século XVIII: a divisão de tarefas, a perda do controle do processo produtivo pelos trabalhadores, a presença opressiva dos patrões, o aumento do lucro, a necessidade de mais mercados e fontes de matéria-prima.
--->Implicava, portanto, em relações de dominação.
--->A tecnologia não é neutra, nem necessariamente libertadora
Tem consequências ambientais (desmatamento, extinção de espécies, poluição, escassez de recursos, aquecimento global, derretimento das calotas polares, aumento dos oceanos, mudanças climáticas…), sociais (exploração do trabalhador, desemprego…), econômicas (aumento da distinção entre ricos e pobres, crises de superprodução…) e políticas (neocolonialismo, relações de dominação entre países, guerras…).
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2018.08.10 19:54 GregHouse67 Funcionou...

É, eu estava certo. Anos e anos sofrendo, sentindo dor e sem saber o que era ver o mundo sem os olhos semicerrados pela dor, e eu consegui estar certo. 09/08/2018, esse vai ser, para sempre, o melhor dia da minha vida. Eu abri os olhos e...nada. Uma vez desligado o despertador o silêncio reinou. Sem pressão na lateral da cabeça ou veias pulsando tão forte que pareciam querer estourar para fora da pele. Eu não senti nada. Eu não senti dor pela primeira vez em toda a minha vida. As pessoas deixam isso passar desapercebido. "Como eu vou fazer para pagar as contas?"; "Será que meu filho está bem na escola?"; "Preciso chamar meus pais para almoçar em casa esse fim de semana, faz tempo que não os vejo.". O dia a dia leva a todos numa corrida extrema, não sobra tempo para perceber que, se você parar por um minuto sequer, você está...em paz. Não sentir dor foi a melhor sensação da minha vida. Abrir os olhos e poder respirar, pensar ou conversar sem ter algo arrancando a sua vitalidade é algo incrível.
Eu disse que eu estava certo, mas não expliquei o motivo. Desde os meus oito anos de idade eu fui em médicos e fiz tratamentos. Nada funcionou e eu desisti. Com quinze anos de idade eu havia desistido da vida. Já aceitava que viveria uma vida de dor, nunca podendo apreciar nada sem ela. Olhando agora, anos depois, é triste ver um garoto, uma criança, desistindo da ideia de ser feliz.
Recentemente eu pesquisei por tratamentos para dor crônica. Possíveis causas, tratamentos para diminuir a dor e relatos de pessoas que vivem com a isso a mais tempo que eu. Encontrei um remédio que nunca havia ouvido o nome. Codeína. Eu consegui uma receita e comprei. Nenhum único médico, em anos de consultas, sugeriu esse remédio. Eu tomei as pílulas e fui dormir. Não estava com muita esperança nele. "Nada funciona. Eu devo ter uma maldição divina." era o que eu pensava enquanto colocava a cabeça no travesseiro e sentia a dor dançar na minha mente. Aquela noite antecedeu ao melhor dia da minha vida. Funcionou, eu acordei sem dor.
O primeiro gole de café foi como assistir à maior queima de fogos de artifício do mundo, o primeiro vislumbre do céu enquanto dirigia para o trabalho foi como estar em uma montanha russa, o primeiro gole de cerveja no fim do expediente foi como um banho de cachoeira. A minha vida está cheia de "primeiros" agora e um é melhor que o outro.
O mundo visto, finalmente, com os olhos abertos tem muito mais a oferecer do que eu imaginava.
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2017.06.10 15:44 feedreddit O pior da agenda tóxica de Donald Trump só será desencadeado com uma grande crise nos EUA

O pior da agenda tóxica de Donald Trump só será desencadeado com uma grande crise nos EUA
by Naomi Klein via The Intercept
URL: http://ift.tt/2rM3USm
Durante a campanha presidencial, algumas pessoas achavam que os pontos mais abertamente racistas da plataforma de Donald Trump eram apenas uma estratégia para causar irritação, não um plano de ação concreto. Porém, na primeira semana de seu mandato, quando ele vetou a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, a ilusão logo foi desfeita. Felizmente, a reação foi imediata: marchas e protestos em aeroportos, greves de taxistas, manifestações de advogados e políticos locais. Por fim, o veto foi considerado ilegal pela Justiça americana.
Esse episódio mostrou a força da resistência e a coragem da Justiça; havia muito o que comemorar. Alguns chegaram a dizer que essa primeira derrota havia disciplinado Trump, que a partir de então seguiria uma rota mais convencional e racional.
Outra perigosa ilusão.
É verdade que muitos dos itens mais radicais da agenda do governo ainda não foram realizados. Mas não se enganem; ele não abandonou seus projetos. Eles estão bem guardados, à espreita, e uma grande crise pode trazê-los à tona.
Grandes choques costumam ser aproveitados para nos empurrar goela abaixo medidas impopulares e antidemocráticas a favor dos grandes empresários que jamais seriam aprovadas em tempos de estabilidade. É a “Doutrina do Choque”, nome que utilizei para descrever esse fenômeno. Ela foi utilizada repetidamente nas últimas décadas, seja por ditadores como Augusto Pinochet ou por presidentes americanos, como no caso do furacão Katrina.
Vimos a Doutrina do Choque em ação recentemente, antes da eleição de Trump, em cidades americanas como Detroit e Flint, onde a falência financeira do município foi usada como pretexto para dissolver a democracia local e nomear “gestores emergenciais”, que declararam guerra aos serviços e educação públicos. O mesmo está acontecendo em Porto Rico, onde a crise da dívida foi a desculpa utilizada para a criação do Conselho de Gestão e Supervisão Financeira, uma entidade que, sem precisar prestar contas a ninguém, tem o poder de implementar medidas de austeridade como cortes previdenciários e fechamento de escolas. A mesma tática está sendo usada no Brasil, onde, após o bastante questionável impeachment da presidente Dilma Rousseff, instalou-se um regime ilegítimo e ferventemente pró-empresariado. Entre as medidas adotadas estão o congelamento dos gastos públicos por 20 anos e o leilão de aeroportos, usinas de energia e outros ativos públicos, em um verdadeiro frenesi privatizante.
Como escreveu Milton Friedman, muitos anos atrás, “apenas uma crise – real ou presumida – produz mudanças. Quando uma crise ocorre, as medidas adotadas dependem das ideias presentes na paisagem política. Esta é a nossa função primordial: desenvolver alternativas às políticas existentes, mantendo-as ao alcance da mão até que o politicamente impossível se torne politicamente inevitável”. Certos alarmistas estocam comida enlatada e água para o caso de um grande desastre natural; outros estocam ideias espetacularmente antidemocráticas.
Agora, como muitos já perceberam, a história está se repetindo com Donald Trump. Durante a campanha, ele não disse a seus admiradores que iria cortar verbas de programas de fornecimento de alimentos a pessoas necessitadas. Ele também nunca admitiu que iria tentar tirar o plano de saúde de milhões de americanos ou adotar cada uma das medidas sugeridas pelo grupo Goldman Sachs. Não, ele disse o contrário de tudo isso.
Desde que assumiu a presidência, Donald Trump não fez o menor esforço para dissipar a atmosfera de caos e crise. Algumas turbulências, como o dossiê russo, surgiram contra a sua vontade ou por pura incompetência, mas muitas delas parecem ter sido deliberadamente fabricadas. Em todo caso, enquanto estamos distraídos pelo espetáculo Trump, ávidos por notícias sobre suas supostas crises conjugais ou globos luminosos, seu projeto de concentração de renda segue em frente, metódico e silencioso.
A velocidade das mudanças também contribui para isso. Com o tsunami de decretos presidenciais assinados nos 100 primeiros dias do governo de Trump, logo ficou claro que seus assessores estavam seguindo o conselho dado por Maquiavel em O Príncipe: “As injúrias devem ser feitas todas de uma vez, de forma que, sendo menos saboreadas, causem menos ofensa”. A lógica é simples: é mais fácil resistir a mudanças graduais e contínuas; se as transformações acontecem de uma só vez, a população não consegue se organizar para lidar com todas ao mesmo tempo, acabando por engolir o sapo.
Mas tudo isso não passa de uma versão light da Doutrina do Choque; é o máximo que Trump pode fazer com as pequenas crises que ele mesmo cria. Embora seja necessário denunciar e resistir ao que está sendo feito agora, também deveríamos nos preocupar com o que Trump fará quando puder se aproveitar de uma verdadeira crise. Talvez seja um _crash_econômico, como a crise das hipotecas _subprime_de 2008; ou uma catástrofe natural, como a Supertempestade Sandy; ou então um terrível ataque terrorista, como o atentado a bomba de Manchester. Qualquer uma dessas crises poderia alterar radicalmente a conjuntura política, transformando subitamente o que hoje parece improvável em algo inevitável.
Vamos analisar alguns cenários de choques possíveis, e como eles poderiam ser utilizados para tornar realidade a nociva agenda de Donald Trump.
Policiais se juntam ao público em St Ann’s Square, em Manchester, para observar as flores e mensagens em homenagem às vítimas do atentado de 22 de maio na Manchester Arena. (31 de maio de 2017)
Foto: Oli Scarff/AFP/Getty Images

Choque terrorista

Os recentes atentados em Londres, Manchester e Paris nos dão um indício de como o governo Trump tentaria explorar um grande ataque terrorista contra os EUA em seu próprio território ou no exterior. Depois do terrível atentado a bomba de Manchester, no mês passado, o governo conservador inglês lançou uma campanha feroz contra o Partido Trabalhista e Jeremy Corbyn, por este ter sugerido que o fracasso da “Guerra ao Terror” estaria alimentando o terrorismo. As declarações de Corbyn foram qualificadas de “monstruosas” – uma atitude muito parecida com a retórica “ou vocês estão conosco, ou com os terroristas” usada por George W. Bush após o ataque de 11 de Setembro de 2001. Para Donald Trump, o atentado foi consequência das “milhares e milhares de pessoas que estão entrando em vários países”, embora o terrorista – Salman Abedi – tenha nascido no Reino Unido.
Da mesma forma, logo após o atentado de Westminster, em março 2017, quando um motorista jogou um carro contra uma multidão de pedestres, matando quatro e deixando dezenas de feridos, o governo conservador logo declarou que a privacidade das comunicações digitais era uma ameaça à segurança nacional. A ministra do Interior, Amber Rudd, disse em um programa da BBC que a criptografia de programas como o Whatsapp era “totalmente inaceitável”. Ela afirmou estar negociando a “colaboração” das grandes empresas de tecnologia, para que elas forneçam ao governo um acesso especial a essas plataformas. Depois do atentado da London Bridge, ela voltou a atacar a privacidade na internet de forma ainda mais veemente.
De maneira ainda mais preocupante, depois dos atentados de Paris, em 2015 – que deixaram 130 mortos –, o governo de François Hollande declarou o estado de emergência na França, proibindo manifestações políticas. Estive na França uma semana depois daqueles horríveis acontecimentos e não pude deixar de estranhar o fato de que, embora os ataques tenham sido perpetrados contra os símbolos da vida parisiense cotidiana – um show, um estádio de futebol, restaurantes etc. –, apenas a atividade política nas ruas havia sido proibida. Grandes shows, mercados natalinos e eventos esportivos – alvos perfeitos para futuros atentados – continuaram funcionando normalmente. Nos meses seguintes, o estado de emergência foi repetidamente prolongado. Ele ainda está em vigor e deve durar pelo menos até julho de 2017. Na França, o estado de exceção virou a regra.
Isso foi feito por um governo de centro-esquerda em um país com uma longa tradição de greves e manifestações. Só uma pessoa ingênua acreditaria que Donald Trump e Mike Pence não aproveitariam um ataque terrorista nos EUA para ir ainda mais longe. A reação seria imediata, declarando manifestantes e grevistas que bloqueassem rodovias e aeroportos – os mesmos que reagiram ao veto à entrada de muçulmanos – uma ameaça à “segurança nacional”. Os líderes dos protestos seriam alvo de rigorosa vigilância e jogados na prisão.
Temos que nos preparar para o uso de crises de segurança como pretexto para intensificar a criminalização de grupos e comunidades que já estão na mira do governo: imigrantes latinos, muçulmanos, líderes do movimento Black Lives Matter, ativistas ambientais e jornalistas investigativos. Essa é uma possibilidade concreta. Em nome da luta contra o terrorismo, o secretário de Justiça, Jeff Sessions, poderia finalmente acabar com a supervisão federal das policias estaduais e municipais, favorecendo a impunidade nos casos de abuso policial contra negros e outras minorias.
E não há nenhuma dúvida de que o presidente se aproveitaria de um atentado terrorista para atacar o Judiciário. Ele deixou isso bem claro ao escrever em sua conta no Twitter, após a suspensão judicial do veto migratório: “Como um juiz pode colocar nosso país em risco? Se algo acontecer, a culpa será dele e do sistema judicial”. Na noite do atentado da London Bridge, no dia 3 de junho, ele foi ainda mais longe: “O Judiciário tem que nos devolver os nossos direitos. Precisamos do veto de entrada como uma segurança extra!” No contexto de histeria coletiva e revolta que se instalaria depois de um ataque terrorista em solo americano, talvez os juízes não tenham a mesma coragem para barrar uma nova proibição à entrada de muçulmanos nos EUA.
Nesta foto tirada em 7 de abril de 2017 pela marinha americana, no Mar Mediterrâneo, o contratorpedeiro USS Porter (DDG 78) lança um míssil Tomahawk contra uma base aérea síria. O bombardeio foi uma retaliação a um terrível ataque com armas químicas realizado naquela mesma semana.
Foto: Mass Communication Specialist 3rd Class Ford Williams/U.S. Navy via AP

Choque bélico

A reação mais exagerada e letal de um governo a um ataque terrorista é se aproveitar do clima de medo para declarar guerra a outro(s) país(es). Não importa se o alvo não tem nenhuma relação com o atentado terrorista em questão; o Iraque não tinha nada a ver com o 11 de Setembro, mas foi invadido mesmo assim.
Os alvos mais prováveis de Trump estão no Oriente Médio, incluindo países como Síria, Iêmen, Iraque e, principalmente, Irã. Outro inimigo em potencial é a Coreia do Norte, sobre a qual o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou que “estamos abertos a todas as opções”, se recusando a descartar a possibilidade de um ataque preventivo.
Os colaboradores mais íntimos de Trump – principalmente aqueles oriundos do setor de defesa – têm diversas razões para apoiar mais ações militares. O lançamento de mísseis contra a Síria em abril de 2017 – realizado sem a aprovação do Congresso e, portanto, ilegal, segundo alguns especialistas – rendeu-lhe a cobertura midiática mais positiva de seu mandato até então. Os assessores mais próximos do presidente aproveitaram para declarar que o ataque era uma prova de que não havia nada de indecoroso nas relações entre a Casa Branca e a Rússia.
Mas há uma outra razão, menos evidente, para usar uma crise de segurança como desculpa para entrar em guerra: essa é a maneira mais rápida e eficaz de forçar um aumento no preço do petróleo, principalmente se o conflito prejudicar o fornecimento global da commodity. Isso traria grandes vantagens para gigantes como a Exxon Mobil, cujos lucros diminuíram drasticamente com a queda do preço desse produto. Feliz coincidência para a Exxon: Rex Tillerson, antigo diretor-executivo da empresa, é o atual secretário de Estado dos EUA. Tillerson trabalhou na Exxon durante praticamente toda a sua carreira – 41 anos; ao se aposentar, ele fechou um acordo com a empresa para receber espantosos US$ 180 milhões.
Além de empresas como a Exxon, talvez o único beneficiado com um aumento do preço do petróleo advindo da instabilidade global seria a Rússia de Vladimir Putin, um país que depende da venda dessa matéria-prima e que tem atravessado uma crise econômica desde a queda dos preços no mercado internacional. A Rússia é o maior exportador mundial de gás natural e o segundo maior de petróleo – depois da Arábia Saudita. Uma alta de preços seria uma boa notícia para Putin; antes de 2014, metade das receitas do Estado russo era proveniente do setor de óleo e gás.
Porém, quando os preços desabaram, a Rússia perdeu centenas de bilhões de dólares, uma catástrofe econômica com sérias consequências para o povo russo. Segundo o Banco Mundial, em 2015, os salários reais caíram quase 10% no país; o rublo perdeu quase 40% de seu valor e o número de pobres subiu de 3 para 19 milhões. Putin tenta manter sua imagem de homem forte, mas a crise econômica o deixa vulnerável.
Também já se falou muito sobre o vultoso acordo entre a Exxon Mobil e petroleira estatal russa Rosneft para a extração de petróleo no Ártico. Putin chegou a se gabar do montante envolvido – meio trilhão de dólares. É verdade que a negociação saiu dos trilhos com as sanções americanas à Rússia; porém, apesar da postura conflitante dos dois países em relação à Síria, é possível que Trump decida suspender as sanções e abrir caminho para a concretização do negócio, o que ajudaria a Exxon a superar seu momento difícil.
No entanto, mesmo se as sanções forem retiradas, ainda haveria outra pedra no caminho do projeto: o baixo preço do petróleo. Tillerson fechou o acordo com a Rosneft em 2011, quando o preço do barril chegou a altíssimos US$ 110. Em um primeiro momento, o consórcio faria a prospecção de petróleo nas águas ao norte da Sibéria, onde a extração seria difícil e cara. Para ser viável economicamente, o petróleo do Ártico teria que vendido a cerca de US$ 100 o barril – ou até mais caro. Portanto, mesmo se as sanções forem suspensas pelo governo Trump, o projeto da Exxon e da Rosneft só valerá a pena se o preço do petróleo estiver suficientemente alto. Consequentemente, qualquer instabilidade que empurre a cotação do petróleo para cima seria do interesse de muita gente.
Se o barril de petróleo ultrapassar a marca dos US$ 80, a corrida desenfreada para encontrar, extrair e queimar combustíveis fósseis vai recomeçar, mesmo se for preciso perfurar nossas calotas polares em derretimento ou extrair petróleo altamente poluente das areias betuminosas. Se isso acontecer, podemos acabar perdendo a nossa última chance de evitar uma catástrofe climática.
Portanto, evitar um conflito internacional e deter as mudanças climáticas são duas batalhas de uma mesma guerra..
Uma tela mostra dados financeiros no dia 22 de janeiro de 2008.
Foto: Cate Gillon/Getty Images

Choque econômico

Uma das marcas do projeto econômico de Trump tem sido o frenesi de desregulamentação financeira, o que aumenta em grande medida o risco de novos choques e desastres econômicos. O presidente americano anunciou que pretende revogar a Lei Dodd-Frank, peça fundamental da reforma financeira implementada pelo governo Obama após o colapso bancário de 2008. Embora não seja rigorosa o suficiente, a lei impede que a especulação desenfreada de Wall Street crie novas bolhas, que, quando explodem, causam novos choques econômicos.
Trump e sua equipe sabem disso, mas os lucros obtidos com as bolhas são sedutores demais para que eles se importem. Além do mais, os bancos nunca foram realmente à falência, e continuam sendo “grandes demais para quebrar”. Trump sabe que, no caso de outra grande crise, teremos outro resgate das instituições financeiras, exatamente como em 2008. O presidente chegou mesmo a decretar a revisão de um mecanismo da Lei Dodd-Frank criado para evitar que o contribuinte pague a conta de um novo resgate aos bancos. Visto a quantidade de ex-executivos do Goldman Sachs no governo Trump, isso é um péssimo sinal.
Alguns membros do governo também veem a crise econômica como uma oportunidade para atacar certos programas sociais. Durante a campanha, Trump seduziu o eleitorado com a promessa de não mexer na Seguridade Social nem no Medicare, o plano de saúde público dos EUA. Mas isso pode ser impraticável devido à grande redução de impostos que vem por aí, embora o governo aplique uma matemática fictícia para argumentar que o crescimento econômico gerado compensaria as perdas. O orçamento que foi proposto já é um primeiro ataque à Seguridade Social, e uma crise econômica poderia dar a Trump um conveniente pretexto para descumprir suas promessas. Em uma conjuntura pintada como apocalipse econômico, Betsy DeVos poderia até realizar seu sonho de substituir as escolas públicas por um sistema de escolas charter e vouchers.
A camarilha de Trump tem uma longa lista de políticas que jamais seriam aprovadas em tempos de normalidade. No início do mandato, por exemplo, Mike Pence se reuniu com o governador do Wisconsin, Scott Walker, que lhe contou como havia conseguido retirar o direito à negociação coletiva dos sindicatos do setor público no estado, em 2011. E qual foi o argumento utilizado para a aprovação da medida? A crise fiscal do governo estadual, o que levou o colunista Paul Krugman, do New York Times, a declarar que “a Doutrina do Choque está sendo aplicada de forma escancarada” no Wisconsin.
Juntando as peças do quebra-cabeça, o cenário fica claro: a barbárie econômica do governo provavelmente não será realizada no primeiro ano de mandato. Ela vai se revelar mais tarde, quando, inevitavelmente, as crises orçamentária e financeira chegarem. Só então, em nome da salvação fiscal do governo – e quem sabe da economia inteira –, a Casa Branca começará a realizar os desejos mais polêmicos das grandes corporações.
Gado pastando perto de um incêndio florestal nas cercanias de Protection, Kansas. (7 de março de 2017)
Foto: Bo RadeWichita Eagle/TNS/Getty Images

Choque ambiental

Da mesma forma que as políticas de segurança nacional e econômica do governo certamente causarão e aprofundarão crises, o foco de Trump em aumentar a produção de combustíveis fósseis, desmontar a legislação ambiental dos EUA e sabotar o Acordo de Paris abre caminho para novos acidentes industriais e futuras catástrofes climáticas. O dióxido de carbono lançado na atmosfera leva cerca de 10 anos para ter um efeito sobre o aquecimento global; portanto, as piores consequências das políticas de Trump só devem ser sentidas quando ele não estiver mais no poder.
Mesmo assim, o aquecimento global já está em um nível tão alarmante que nenhum presidente pode chegar ao fim do mandato sem enfrentar grandes desastres naturais. Donald Trump mal havia completado dois meses na função quando teve que lidar com grandes incêndios florestais no centro-oeste dos EUA. A mortandade de gado foi tão grande que um pecuarista descreveu a situação como “o nosso Furacão Katrina”.
Trump não demonstrou preocupação com os incêndios; não escreveu um tuíte sequer. Porém, quando uma supertempestade atingir o litoral do país, teremos uma reação muito diferente desse presidente que conhece o valor dos imóveis à beira-mar, despreza os pobres e investe apenas em construções para os mais abastados. A grande preocupação é com a repetição do ataque às escolas públicas e à habitação social e do vale-tudo imobiliário que se seguiram ao desastre – o que não é nada improvável, visto o papel central do vice-presidente Mike Pence na elaboração das políticas pós-Katrina.
Mas os grandes beneficiados da era Trump nessa área serão, sem dúvida, as empresas de resgate particular, direcionadas à clientela mais rica. Quando eu estava escrevendo “A Doutrina do Choque”, o setor ainda estava engatinhando, e muitas empresas não sobreviveram. Uma delas era a Help Jet, sediada na cidade queridinha de Trump, West Palm Beach. Enquanto esteve em atividade, a Help Jet ofereceu serviços de resgate VIP para quem pagasse uma taxa de associação.
Quando um furacão se aproximava, a Help Jet mandava limusines para buscar seus clientes, fazia reservas em hotéis cinco-estrelas e spas em algum lugar seguro e despachava-os em jatos particulares. “Sem fila nem multidão; apenas uma experiência de primeira classe que transforma um problema em um feriado”, dizia um dos anúncios da empresa. “Aproveite a sensação de evitar o pesadelo dos planos de evacuação em caso de furacão”, sugeria outra propaganda. Em retrospectiva, parece que a Help Jet, longe de ter superestimado o potencial desse nicho, estava apenas à frente de seu tempo. Atualmente, no Vale do Silício e em Wall Street, os mais abastados e temerosos se preparam para o caos climático e social comprando vagas em abrigos subterrâneos personalizados no Kansas – protegidos por mercenários fortemente armados – e construindo refúgios nas alturas da Nova Zelândia. E, lá, só se chega de jatinho particular, é claro.
O que é realmente preocupante nesse fenômeno da “sobrevivência de luxo” – além da esquisitice da coisa toda – é que, enquanto os ricos criam seus suntuosos refúgios particulares, há cada vez menos investimentos em infraestruturas de prevenção e resposta a desastres que possam ajudar a todos independentemente da renda. E foi exatamente isso que causou tanto sofrimento desnecessário em Nova Orleans depois da passagem do Katrina.
Os EUA estão caminhando cada vez mais rápido em direção a um sistema privado de resposta a desastres. Em estados como Califórnia e Colorado, mais suscetíveis a incêndios, empresas seguradoras oferecem um serviço especial: em caso de incêndio florestal, uma equipe de bombeiros particulares é despachada para aplicar um tratamento antichamas nas mansões dos clientes, deixando as outras à mercê do fogo.
A Califórnia nos oferece uma amostra do que ainda vem por aí. O estado emprega no combate a incêndios mais de 4.500 presidiários, que recebem 1 dólar por hora para arriscar a vida na linha de frente e cerca de 2 dólares por dia no acampamento. Segundo estimativas, a Califórnia economiza bilhões de dólares por ano graças a esse programa – um produto emblemático da mistura entre austeridade, encarceramento em massa e mudança climática..
Migrantes e refugiados se aglomeram perto do local de travessia na fronteira nas proximidades do povoado grego de Idomeni, no dia 5 de março de 2016, onde milhares de pessoas esperam para entrar na Macedônia.
Foto: Dimitar Dilkoff/AFP/Getty Images

Um mundo de zonas verdes e zonas vermelhas

Com o desenvolvimento de soluções privadas para catástrofes naturais, os setores mais abastados da sociedade têm menos motivos para pressionar o governo por mudanças na política ambiental e evitar um futuro ainda mais catastrófico para a vida na Terra. Isso pode explicar por que Trump está tão determinado a acelerar a crise climática.
Por enquanto, a discussão sobre os recuos da política ambiental de Trump gira em torno de um suposto racha no governo entre os céticos – aqueles que negam as mudanças climáticas, como o próprio Trump e o chefe da Agência de Proteção Ambiental, Scott Pruitt – e aqueles que reconhecem o fator humano do aquecimento global, como Rex Tillerson e Ivanka Trump. Mas isso é irrelevante. O que todos os assessores de Trump têm em comum é a crença de que eles, seus filhos e seus pares estarão em segurança; que sua riqueza e contatos irão protegê-los do pior. Eles perderão alguns imóveis com vista para o mar, é verdade, mas isso não é nada que não possa ser substituído por uma bela mansão nas montanhas.
Essa despreocupação é uma tendência extremamente inquietante. Em uma era de desigualdade crescente, uma boa parte das nossas elites está se isolando física e psicologicamente do destino coletivo da humanidade. Esse isolacionismo, ainda que apenas mental, permite que os ricos não só ignorem a necessidade de proteger o meio ambiente, mas também se aproveitem dos desastres e do clima de instabilidade para lucrar ainda mais. Estamos indo em direção a um mundo dividido entre “zonas verdes” fortificadas para os ricos e “zonas vermelhas” para o resto. E “zonas negras” – prisões secretas – para quem não estiver satisfeito. Europa, Austrália e América do Norte estão fortificando (e privatizando) cada vez mais as fronteiras para se isolar daqueles que fogem de seus países para sobreviver. Muitas vezes, os próprios países que agora estão se fechando são em grande parte responsáveis pelas ondas de imigração, seja por meio de acordos comerciais predatórios, guerras ou desastres ambientais intensificados pelas mudanças climáticas.
De fato, se mapearmos as áreas que mais sofrem com conflitos armados atualmente – dos sangrentos campos de batalha no Afeganistão e Paquistão à Líbia, Iêmen, Somália e Iraque –, um fato nos salta aos olhos: esses são alguns dos lugares mais quentes e secos do planeta; são regiões à beira da fome e da seca, dois catalisadores de conflitos, que, por sua vez, ajudam a produzir migrantes.
E a mesma tendência a diminuir a humanidade do “outro” – tornando-nos insensíveis às vítimas civis de bombardeios em países como Iêmen e Somália – agora está sendo aplicada aos refugiados, cuja busca por segurança é vista como a invasão de um exército ameaçador. É nesse contexto que, de 2014 para cá, 13 mil pessoas que tentavam chegar à Europa morreram afogadas no Mediterrâneo, muitas delas crianças e bebês; é nesse contexto que a Austrália está tentando normalizar o encarceramento de refugiados em centros de detenção nas ilhas de Nauru e Manus, em condições classificadas por diversas organizações humanitárias como análogas à tortura. É nesse mesmo contexto que o gigantesco acampamento de refugiados de Calais, recém-desmantelado, foi apelidado de “selva” – da mesma forma que as vítimas abandonadas do Katrina foram chamadas pela mídia de direita de “animais”.
O dramático crescimento nas últimas décadas do nacionalismo de direita, do racismo, da islamofobia e do supremacismo branco em geral está intimamente ligado às novas tendências geopolíticas e ecológicas. A única maneira de justificar essas formas bárbaras de exclusão é apostando em teorias de hierarquização racial, que determinam quem merece ou não ser excluído das “zonas verdes”. É isso que está em jogo quando Trump chama os mexicanos de estupradores e “_hombres_maus”; quando os refugiados sírios são tachados de terroristas em potencial; quando a política conservadora canadense Kellie Leitch defende um teste de “valores canadenses” para imigrantes; ou quando sucessivos primeiros-ministros australianos classificam os sinistros campos de detenção como uma alternativa “humanitária” à morte no mar.
Esse é o resultado típico da instabilidade global em nações que nunca repararam os crimes do seu passado; em países que insistem em ver a escravidão e o roubo das terras indígenas como meros solavancos em uma história gloriosa. Afinal de contas, a separação entre zonas verdes e vermelhas já existia na sociedade escravocrata: os bailes na casa dos senhores aconteciam a poucos metros da tortura nos campos. E tudo isso nas terras violentamente arrancadas dos índios – terra sobre a qual a riqueza norte-americana foi construída. Agora, as mesmas teorias de hierarquia racial que justificaram tanta violência em nome do progresso estão ressurgindo à medida que a riqueza e o conforto que elas proporcionaram começa a se desgastar.
Trump é apenas uma manifestação precoce desse desgaste. Mas ele não é o único. E não será o último.
Moradores da favela da Mangueira assistem de longe aos fogos de artifício da cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2016, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. (5 de agosto de 2016)
Foto: Mario Tama/Getty Images

Uma crise de imaginação

Cidades fortificadas exclusivas para os ricos, isolados do resto do mundo em luta pela sobrevivência. É sintomático que esse seja um tema recorrente de diversos filmes de ficção científica atualmente, como Jogos Vorazes, em que o decadente Capitólio enfrenta as colônias desesperadas; e Elysium, em que uma elite vive em uma estação espacial acima de uma enorme e violenta favela. Esta é uma visão entranhada na mitologia das grandes religiões ocidentais, com suas épicas narrativas sobre dilúvios purificadores e um pequeno grupo de eleitos; histórias de infiéis ardendo em chamas enquanto os justos se refugiam em uma cidade fortificada nos céus. A dicotomia entre vencedores e condenados está tão presente no nosso imaginário coletivo que é um verdadeiro desafio pensar em outros finais para a narrativa da humanidade; um final em que a raça humana se una em um momento de crise em vez de se separar; um final em as fronteiras sejam derrubadas em vez de multiplicadas.
Afinal de contas, o objetivo de toda essa tradição narrativa nunca foi simplesmente descrever o que inevitavelmente acontecerá com a humanidade. Não, essas histórias são um aviso, uma tentativa de abrir os nossos olhos para que possamos evitar o pior.
“Nós temos a capacidade de dar ao mundo um novo começo”, disse Thomas Paine muitos anos atrás, resumindo em poucas palavras o desejo de fugir de um passado que está no cerne tanto do colonialismo quanto do “sonho americano”. Porém, a verdade é que nós _não temos_esse poder divino de reinvenção; nunca o tivemos. Temos que conviver com nossos erros e problemas, bem como respeitar os limites do nosso planeta.
Mas o que nós temos é a capacidade de mudar, de reparar velhas injustiças e a nossa relação com o próximo e com o planeta em que vivemos. Essa é a base da resistência à Doutrina do Choque.
Adaptado do novo livro da Naomi Klein, _No Is Not Enough: Resisting Trump’s Shock Politics and Winning the World We Need. _O livro será publicado em novembro de 2017 pela Bertrand Brasil. Foto do topo: Bombeiros do Kansas e de Oklahoma lutam contra um incêndio perto de Protection, no Kansas. (6 de março de 2017)
Tradução: Bernardo Tonasse
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2017.05.20 07:05 lcerch Tenho medo/pavor de voar, mas voo frequentemente. Conto uma experiência traumática pra vocês. (TL;DR logo no começo)

TL;DR: morro de medo de voar, peguei um voo num turbo-hélice e surtei, pq tô traumatizado.
Eu tenho um pavor de voar. Não é "medinho", eu realmente entro em pânico quando voo. Não importa se é um Boeing 747, um Embraer 195, 190, um Dreamliner (Boeing 787), eu entro em pânico toda vez (estive em todas essas aeronaves).
Me sinto melhor quando os aviões têm turbinas, mas, recentemente, saí de Florianópolis com escala em Campinas, com destino a Bauru/Arealva. Claramente, eu estava nervoso no primeiro voo de Floripa pra Campinas, mas era um avião com turbinas. Eu tava "ok" até então, poucas turbulências, voo tranquilo. Ah, queria dar um salve pra senhora que se sentou ao meu lado e me acalmou nesse voo, conversando comigo. Um salve, dona Hilde!
De Campinas até Bauru/Arealva, era um Embraer com ventiladores nas asas. Em que sentei na janela, logo "abaixo" das hélices (as asas desse avião ficam em cima da aeronave e as hélices giram bem na janela, bem na tua cara). Eu nunca me senti tão em pânico na minha vida. Era um dia "perfeito" pra voar, o céu estava azul, sem nenhuma nuvem, disseram os pilotos.
Ao embarcar, em Campinas, ficamos uns 15 minutos parados no ônibus que leva os passageiros até a aeronave. Até que recebemos um recado que essa aeronave (que nós estávamos prestes a embarcar) tinha problemas mecânicos e que outra aeronave estava pronta para nos receber e nos levar a Bauru. (eu já tava tremendo de nervoso, daí fiquei ansioso e nervoso e comi todas minhas unhas). Enfim, o bus nos levou até essa outra aeronave, agora, com quase 50 minutos de atraso.
Ok, fomos levados a outra aeronave, embarcamos no Embraer ventilador, tudo "ok" (tirando minha ansiedade). Todo mundo sentado nos seus lugares. Maravilha. Daí ligaram-se as "ventoinhas" e começamos a taxiar pelo aeroporto de Viracopos (Campinas). Tudo praticamente ok até então, tirando as lâminas do ventiladorzão que giravam bem na minha cara, na minha janela (todos os piores cenários estavam se passando em minha mente, tipo coisa dos filmes de Premonição). Aí era hora de decolar: os ventiladores na velocidade máxima pra decolar. Cacilda, o som parecia aqueles ventiladores Ventisilva, os industriais. Alto no ouvido, a aeronave indo cada vez mais rápido, mas, pra mim, não rápido o suficiente (nunca tinha voado num avião com hélice), pra decolar. Eu tava tremendo, de medo e nervoso. Avião subiu. Ufa. Me acalmei um pouco.
Passado o frenesi da decolagem, que foi tranquila, olhei pra fora e vi o ventilador girando logo ali na minha cara. Fiquei um pouco mais ansioso. Daí recebemos a notícia de que o tempo tava ótimo pra voar, sem nuvens, coisa de filme. Consegui me acalmar (um pouco mais).
Até que eu percebo que o avião tava "sambando" (não pulando, como em uma turbulência), mas o "rabo" do avião tava "deslizando" de um lado pro outro. Parecia aquele brinquedo em parques de diversão, o Samba. Eu voltei a entrar em pânico. Eu tava muito nervoso, comecei a respirar alto e expirar mais alto ainda, com os olhos fechados.
A aeromoça (fofa!) percebeu q eu tava nervoso, chegou até mim e me disse "ah, essa aeronave faz isso mesmo, a gnt desliza um pouco... tenta relaxar, daqui a pouco nós chegamos" (era um voo de uns 40 minutos). Lembrando que havia um barulho de dois ventiladores industriais logo ali (e bem alto).
Isso não me acalmou, totalmente. Eu olhava pra fora via as hélices, o avião "mexendo a bunda", a aeromoça sentadinha no assento dela, o cara q tava do meu lado, dormindo. Eu queria gritar. Mas fingi q tava tudo bem, pensei: "só quero chegar".
E ficou tudo bem.
O canudão com duas ventoinhas nas asas pousou em Bauru, tranquilo.
Na volta pra floripa (Bauru-Campinas), eu tava dormindo. Nem vi acontecer nada. (o voo saiu as 5 da manhã de Bauru), mas era o mesmo canudão com ventoinhas. Dou graças que consegui tirar uma soneca. Campinas-Floripa, eu tava dormindo também. Foi muito tranquilo.
Meu medo veio de quando viajei pra Londres: na volta, uma turbulência fodida, do nada, aconteceu, entrando logo ali no nordeste do Brasil. Foi tipo passar numa lombada a 60 por hora. Tudo voou, aeromoça bateu cabeça no teto, meu chazinho na mesinha voou pra tudo quanto é lado, minha irmã (q tbm tem medo de voar e tava do meu lado) gritou em pânico e fincou as unhas no braço do assento (diz ela). Piloto pediu desculpas pela turbulência quando tudo se acalmou.
Adendo: eu viajo muito a trabalho e, bem, voo muito. Em uma semana, já fui a 4 cidades diferentes, quase 2 voos por dia. Além de que pego voos pra visitar meus pais, quando posso. Voo muito. Cada vez que voo parece uma montanha russa. Não do jeito Beto Carrero, mas Premonição.
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