Data católicos

In May 2019, Pope Francis released his apostolic letter, Vos estis lux mundi (“You are the light of the world”) to address the issue of sexual abuse and bishop accountability in the global Catholic Church.Vos estis calls upon the metropolitan archbishops to undertake the responsibilities for receiving and assessing reports involving bishops that pertain to sexual abuse and related misconduct. ASIN: B00I0AIMR0; Original Release Date: January 24, 2014 Latest Developer Update: January 24, 2014 Rated: All Ages This app may include dynamic content. What's this? Average Customer Review: Be the first to write a review Amazon Best Sellers Rank: #50,983 Free in Apps & Games (See Top 100 Free in Apps & Games) #248 in Radio Webcasts World's Catholic Library. Find saints, prayers, bible, daily readings, catholic news and everything Catholic. Definición. La palabra católico (katholikos de katholou---a través de todo, es decir, universal) aparece en los clásicos griegos, por ejemplo, en Aristóteles y Polibio, y los Padres de la Iglesia la usaron libremente en lo que podemos llamar su sentido primitivo y no eclesiástico. Así encontramos tales frases como “la resurrección católica” (San Justino Mártir), “la bondad ... » Só temos de nos congratular com a criação deste site e fazer votos para que a sua atividade possa contribuir para a realidade da ambiência católica descrita na Carta a Diogneto: (Os católicos) encontram-se na carne, mas não vivem segundo a carne. Moram na terra e são regidos pelo céu. Ministerio Hispano. La Oficina de Evangelización y Discipulado de la Diócesis de Raleigh trabaja para equipar líderes católicos dispuestos a servir en su comunidad a través de:

More about Belarus color "revolution"

2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
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Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
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2020.01.25 05:44 Landamorian Catholics down to 50% in Brazil, every other group up

A new poll shows Brazil's religious landscape in early 2020 to be the following:
Margin of error: 2%. Comparisons based on data from 2010's census (a new one will be carried out this year).
OP Image: Prediction based on past data (made before this last poll), so you can see the poll is likely not an outlier.
The same trends (catholic decline, protestant growth and increasing religious diversity) are going on in every region and across all ages, but more so in the Northern region, metropolitan areas and among women and young people. Based on other data, it's also known that Brazilians outside of Brazil (largest communities are in the USA, Japan and Paraguay) are also seeing similar changes.
Brazil used to be almost 100% catholic by the 1870s, but then it started declining on average 1% per decade until the 90s, when it started declining 1% per year, helping basically every other group in the country grow (it's been called the "universal donor" of religions in Brazil).
Source of poll.
Source of pic.
Keep in mind most Brazilians 'Catholics' are mostly nominally so (or what is called "católico de IBGE" in Brazil, something like "census catholic") by how 78% of them are in favor of female priests for example, or by how few of them go to church or believe church teachings, among other things. Check here, here and here for data:
Despite the general decline, Brazil is known to have a growing number of charismatic Catholics (some estimates put them at 50% of Catholics in the country, probably more among practicing ones), and there's anecdotal evidence of a growing number of traditionalist, Latin-mass Catholics in the country, but it's probably not that significant looking at the big picture and may be concentrated among more educated people
Most traditional Catholics in the country blame church decline on liberation theology and non-believing clerics, with some blaming it on the secularization of the Brazilian state in the late XIXth century.
As of 2010, denominational numbers for evangelicals are as follows:
As you can see, most are pentecostal, charismatic or neopentecostal/neocharismatic.
submitted by Landamorian to Catholicism [link] [comments]


2019.07.24 19:44 JairBolsogato "Nações Virtuais" podem resultar desses sistemas de reputação social

Intencionalmente ou não, o sistema chinês de classificação de reputação vem emergindo no Ocidente também.
Para se ter uma idéia de como é um sistema desses, vejam essa notícia na China de como crianças são interrogadas, vizinhos se tornam informantes, lugares religiosos são monitorados e há câmeras por toda a parte. Esses dados alimentam um sistema de pontuação e classificação de "virtude" orientado pelo Partido Comunista Chinês.
Há "verificadores de fatos" monitorando as mídias sociais para ver quem expressou opiniões "ofensivas" ou participou de qualquer grupo de "ódio". Os com menores pontuações podem ser impedidos de viajar, excluídos de escolas, banidos das mídias socias e podem até ser acusados ​​em tribunais e terem seus dados pessoais publicados (doxxing).

Soa familiar? Aqui no Ocidente esse sistema de pontuação social não é oficial, mas já vem acontecendo informalmente. Já existem organizações dedicadas a identificar "grupos de ódio" e listas negras crescentes que agora incluem até fãs de certo tipo de música e católicos tradicionais. Por exemplo, pessoas que participam do The_Donald são impedidas e banidas de outros subreddits.
Há uma Inquisição de opiniões e é exigida uma "resposta certa" a praticamente toda questão social. O resultado é que o discurso intelectual foi reduzido e as pessoas estão se isolando (ou sendo isoladas) em "ilhas" de pensamento.
As pessoas isoladas em ilhas de pensamento ou em listas negras já começam a procurar locais mais amigáveis (vide Brasil vs Brasilivre). Isso pode levar a vários sistemas de reputação social para competir com o "oficial informal" do politicamente correto ou de quem se opõe a ele.

Subdivisão do espaço público
Nesse ritmo, o que pode acontecer? Hoje em dia há dispositivos de identidade biométrica e os acessos aos espaços podem se tornar controlados. Por exemplo, a China já tem um sistema de rastreamento de muçulmanos chamado de "Plataforma Integrada de Operações Conjuntas". É um sistema de dados regional que usa Inteligência Artificial para monitorar inúmeros postos de controle nas cidades de Xinjiang. Qualquer tentativa de entrar em instituições públicas como hospitais, bancos, parques ou Centros comerciais, alertam a polícia para alguém da lista negra.
Nessa tendência, a tecnologia pode acabar resultando em "nações virtuais", onde pessoas de um certo perfil ideológico se mantém (ou ficam confinadas) em seu próprio espaço.
Essa idéia não é nova. Deng Xiaoping criou o princípio "Um país, dois sistemas" para justificar regiões chinesas distintas como Hong Kong e Macau com seus próprios sistemas econômicos e administrativos, enquanto o restante da China era mantida sob o socialismo.
Similarmente, o ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Simon Coveney, propôs algo parecido como possível solução para a Irlanda do Norte depois do Brexit.
A tecnologia atual possibilita a aplicação de regras diferentes aos indivíduos no mesmo espaço físico, tornando possível que os diversos grupos de afinidades distintas se misturem, mas sob os custos e os benefícios das identidades que escolheram.
É possível, por exemplo, que portadores de um cartão vermelho não possam fazer requisições em instituições do cartão azul e vice-versa. Será possível até que os do cartão vermelho paguem impostos mais altos e recebam mais benefícios estatais (educação pública, aborto, etc) que os do cartão azul. No final das contas, não seria uma mudança tão grande.
Já existem limites no espaço que habitamos que são determinados pelo status de ser membro de determinados grupos. Salas de companhias aéreas privadas estão fechadas para viajantes econômicos nos aeroportos. Alguns restaurantes, hotéis e lojas são efetivamente fechados para pessoas pobres.
A ausência das paredes físicas engana, mas o fato é que existem barreiras virtuais em todos os lugares e são elas que contam.
Construir nações virtuais pode ser uma indústria em crescimento no século XXI. À medida que as listas de "ódio" crescem, as exclusões proliferam e os "espaços seguros" se expandem, seria uma forma de grupos rivais poderem conviver mesmo sem serem totalmente separados fisicamente.
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2019.07.21 13:51 Aqsjr68 LIVES OF CHICO XAVIER / ENCARNAÇÕES DE CHICO XAVIER

LIVES OF CHICO XAVIER / ENCARNAÇÕES DE CHICO XAVIER


LIVES OF CHICO XAVIER - According to the book “Chico, Diálogos e Recordações” (Brazil, written by Carlos Alberto Braga Costa, from the memories of Arnaldo Rocha, we can note some of the reincarnations of his friend Chico Xavier. In the table, we have the order of the reincarnations that go back to Egypt, approximately 3500 years ago until the present day. The book contains information, as well as the location, name and date of each reincarnation.
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De acordo com o livro “Chico, Diálogos e Recordações”, escrito por Carlos Alberto Braga Costa, a partir das memórias de Arnaldo Rocha, podemos anotar algumas das reencarnações do amigo Chico Xavier. Na tabela, temos a ordem das reencarnações que remontam ao Egito, aproximadamente 3500 anos atrás até os dias de hoje. O livro contém informações, bem como o local, nome e data de cada reencarnação.

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As diversas reencarnações de Chico Xavier
No livro “Chico, Diálogos e Recordações”, o autor Carlos Alberto Braga realiza um trabalho sério e dedicado por quatro anos com Arnaldo Rocha, que teve quase 50 anos de convivência com Chico Xavier. Arnaldo revelou uma série de reencarnações de si mesmo e de “Nossa Alma Querida”, como se refere a Chico. Arnaldo Rocha foi o doutrinador de um grupo de desobsessão que Chico Xavier participava. O nome era “Grupo Coração Aberto”, onde muitas revelações sobre vidas passadas na história planetária foram reveladas.
O resultado do trabalho pode ser parcialmente visto nos livros “Instruções Psicofônicas” e “Vozes do Grande Além”. Dentre várias encarnações de Francisco Cândido Xavier, algumas já foram elucidadas:
Hatshepsut (Egito) (aproximadamente de 1490 AC a 1450 AC)
Era uma farani – feminino de faraó – que herdou o trono egípcio em função da morte do irmão. A regência dela foi muito importante para o Egito, já que suspendeu os processos bélicos e de expansão territorial. Trouxe ao povo um pensamento intrínseco e mais religioso. Viveu numa época em que surgiram as escritas nos papiros, o livro dos mortos. Hatshepsut foi muito respeitada e admirada pelo povo egípcio. Obesa e diabética, com câncer nos ossos, desencarnou em torno dos 40 anos, por causa de uma infecção generalizada. Hatshepsut foi a primeira faraó (mulher) da história. Governou o Egito sozinha por 22 anos, na época o Estado era um dos mais ricos.
Chams (Egito) (por volta de 800 AC)
Rainha do Egito durante o império babilônico de Cemirames. Vários amigos de Chico Xavier também estavam encarnados na época, como Camilo Chaves, o próprio Arnaldo Rocha e Emmanuel, que era sacerdote e professor de Chams.
Sacerdotisa (Delphos-Grécia) (cerca de 600 AC)
Não se tem registros de qual o nome Chico Xavier recebeu nesta encarnação. Ela se tornou sacerdotisa por causa do tio (Emmanuel reencarnado), que a encaminhou para a sacerdotisação.
Lucina (Roma-Itália) (aproximadamente 60 AC)
Lucina era casada com o general romano chamado Tito Livonio (Arnaldo Rocha reencarnado), nos tempos da revolução de Catilina. Nesta jornada, Lucina teve como pai Publius Cornelius Lentulus Sura, senador romano, avô de Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel).
Flavia Cornélia (Roma-Itália) (de 26 DC a 79 DC)
Nesta encarnação, Chico Xavier era filha do senador romano Publius Cornelius Lentulus (Emmanuel). Arnaldo Rocha confidenciou que quando Chico se lembrava da reencarnação de Flavia sentia muitas dores, porque ela teve hanseníase. Também se percebia um forte odor que se exalava.
Lívia (Ciprus, Massilia, Lugdunm e Neapolis) (de 233 DC a 256 DC)
Foi abandonada numa estrada e achada por um escravo, que trabalhava como afinador de instrumento, e tinha o nome de Basílio (Emmanuel reencarnado). Ele a adota e coloca o nome de Lívia – ler Ave Cristo. Nesta ocasião, Arnaldo Rocha era Taciano, um homem casado que tinha uma filha chamada Blandina (Meimei reencarnada).
Certa vez, os três se encontraram e Taciano chegou a propor uma relação conjugal com Lívia, que era casada com Marcelo Volusian.
Quando a proposta foi feita, Lívia alertou que todos tinham um compromisso assumido, tanto Taciano com sua esposa, quanto ela com o seu marido.
Na oportunidade, Lívia disse: “Além de tudo, nós temos que dar exemplo a essa criança. Imagina ela ter uma referência de pais que abandonam esses compromissos.
Confiemos na providência divina porque nos encontraremos em Blandina num futuro distante”, numa clara alusão ao primeiro encontro entre Arnaldo Rocha e Chico Xavier, na Rua Santos Dumont, em Belo Horizonte, em 1946, quando o médium revelou as mensagens de Meimei do Plano Espiritual.
Clara (França) (por volta de 1150 DC)
Chico Xavier, quando esteve na França, foi nas ruínas dos Cátaros e se lembrou quando, em nome da 1ª Cruzada, toda uma cidade foi às chamas. Essa lembrança foi dolorosa para Chico. No século seguinte, a 2ª Cruzada foi coordenada por Godofredo de Buillon (Rômulo Joviano encarnado – patrão de Chico Xavier na Fazenda Modelo em Pedro Leopoldo), que tinha um irmão chamado Luis de Buillon (Arnaldo Rocha reencarnado), casado com Cecile (Meimei ou Blandina reencarnada). Godofredo e Luis tinham mais um irmão, com o nome de Carlos, casado com Clara (Chico Xavier, reencarnado).
Meimei, no livro “Meimei Vida e Mensagem”, de Wallace Leal Rodrigues, descreve todos esses nomes, sem falar das reencarnações, e se refere a Chico como quem tem o afeto das mães, numa clara citação das várias encarnações femininas que teve o médium: “… Meu afeto ao Carlos, Dorothy, Lucilla, Cleone e a todos os que se encontram mencionados em nossa história, sem me esquecer do Chico, a quem peço continue velando por nós com o afeto das mães, cuja ternura é o orvalho bendito, alertando-nos para viver, lutar e redimir” (mensagem psicofônica de Meimei pelo médium Chico Xavier, em 13 de agosto de 1950).
Lucrezja di Colonna (Itália) (Século XIII)
Nesta encarnação, Chico Xavier nasceu na família de Colonna, assim como Arnaldo Rocha, que era Pepino de Colonna, e Clóvis Tavares, na época Pierino de Colonna. Os três viveram na época de Francisco de Assis e tiveram contatos, encarnados, com este espírito iluminado.
Joanne D’Arencourt (Arras-França) (Século XVIII)
Joanne D’Arencourt fugiu da perseguição durante a Revolução Francesa sob a proteção de Camile Desmoulins (Luciano dos Anjos, reencarnado). Veio desencarnar tuberculosa em Barcelona em 1789.
Joana de Castela (Espanha) (1479 a 1556)
Joana de Castela era filha de reis católicos – Fernando de Aragão (Rômulo Joviano, encarnado) e Isabel de Castela. Casou-se com Felipe El Hermoso, neto de Maximiliano I, da Áustria, da família dos Habsburgos. O casamento foi político, mas apressado pelo grande amor que existia. Desde criança, Joana via espíritos e, por viver numa sociedade católica, era considerada como louca. Com a desencarnação dos pais de Joana, o marido Felipe e, o pai dele, Felipe I (Arnaldo Rocha reencarnado) disputavam o trono.
Para evitar que Joana de Castela assumisse, acusaram ela de louca, porque via e falava com os espíritos. Depois que Felipe desencarnou, Joana foi enclausurada por 45 anos em Tordesilhas, na Espanha. A dor era muito grande, mas o que a consolava era o contato com os espíritos. A clausura tem muita relação com a vida de Chico Xavier. Foi uma espécie
de preparação para o que viria. Chico sempre foi muito popular, mas fazia questão de sair do foco para que a Doutrina Espírita fosse ressaltada.
Ruth Céline Japhet (Paris-França) Encarnação anterior à de Chico
Xavier (1837/1885)
Sua infância lembra os infortúnios de Chico Xavier, tal a luta que empreendeu pela saúde combalida. Era médium desde pequena, mas só por volta dos 12 anos começou a distinguir a realidade entre este mundo e o espiritual. Na infância, confundia os dois. Acamada por mais de dois anos, foi um magnetizador chamado Ricard quem constatou que ela era médium (sonâmbula, na designação da época), colocando-a em transe pela primeira vez. Filha de judeu, Ruth Céline Japhet contribuiu com Allan Kardec para trabalhar na revisão de “O Livro dos Espíritos” e do “Evangelho Segundo o Espiritismo”, durante as reuniões nas casas dos Srs. Roustan e Japhet. Isso pode explicar por que Chico sabia, desde pequeno, todo o Evangelho. Em palestra proferida em Niterói no dia 23 de abril, o médium Geraldo Lemos Neto citou este fato: “Desde quando ele tinha cinco anos de idade, Chico guardava integralmente na memória as páginas de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. A história de Chico Xavier todos nós sabemos. Ele somente veio ter contato com a Doutrina Espírita aos 17 anos de idade”, finalizou.
Para contrariar o pressuposto de que Chico Xavier foi Allan Kardec, o próprio médium mineiro relatou a admiração pelo codificador em carta publicada no livro “Para Sempre Chico Xavier”, de Nena Galves: “Allan Kardec vive. Esta é uma afirmativa que eu quisera pronunciar com uma voz que no momento não tenho, mas com todo o meu coração repito: Deus engrandeça o nosso codificador, o codificador da nossa Doutrina. Que ele se sinta cada vez mais feliz em observar que as suas idéias e as suas lições permanecem acima do tempo, auxiliando-nos a viver. É o que eu pobremente posso dizer na saudação que Allan Kardec merece de todos nós.
Sei que cada um de nós, na intimidade doméstica, torná-lo á lembrado e cada vez mais honrado não só pelos espíritas do Brasil, mas de todo o mundo. Kardec vive”.
PUBLICADO NO JORNAL CORREIO ESPÍRITA EM JUNHO DE 2010
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2019.07.18 20:51 olavowalter Meu quiroprata conheceu o Leonardo Da Vinci numa sessão espírita

Tenho dores na lombar, geralmente agravadas pelo estresse, e por isso costumo chamar um quiroprata de tempos em tempos. Esse cara é daqueles que tem o hábito de falar sem parar e over-explicar as coisas, mas ajuda bem nas minhas dores e o preço é okay.
Só que dessa vez ele puxou a coisa pro lado do espiritismo e engatou a falar do corpo físico e do ser. Entrei na besteira de perguntá-lo sobre a tal data-limite do Chico Xavier, já que eu ouvi falar que tinha a ver com o fim do mundo – não tenho a mínima ideia de kardecismo. Ele me explicou, então, que não é bem o apocalipse, que a religião católica crê que o mundo vai acabar para chegar Jesus Cristo, mas que, segundo Chico Xavier, a tal data-limite foi uma espécie de pacto selado após a 2ª Guerra Mundial entre os guardiões espirituais dos planetas e Jesus (que é o guardião espiritual da Terra), pois eles queriam isolar espiritualmente o nosso planeta, mas Jesus pediu para segurar essa coisa aí até este sábado (20/7/2019) e que se não tivesse nenhuma Terceira Guerra mundial, aí a Terra alcançaria outro estágio espiritual.
A partir daí, ele veio explicando sobre os diferentes níveis de evolução, que tem uma coisa chamada mundos felizes, cujo nome achei um pouco ingênuo, e que não tem inferno e céu, mas que tem reencarnação, que é algo comprovado cientificamente o fato de termos vivido várias vidas e carregarmos isso e que somos espíritos separados, com personalidades meio atemporais. Nessa hora me acendeu um alerta, eu falei, peraí, não acredito nisso não, e tentei explicar minha leitura espiritual da vida.
Me considero ateu ou agnóstico, fui criado num dogmatismo católico que reneguei completamente e, não que eu gaste muito tempo pensando nisso, mas vejo as coisas como interconectadas de alguma forma, que vibramos na mesma frequência e que por causa do big bang somos formados pelos mesmos elementos – ou seja, repetimos padrões de pensamento que no fundo vêm de um mesmo lugar, que esse mesmo lugar pode ser o tal deus, mas que não tem nada de consciente, que todo mundo quando morre volta para a natureza sem estar mais preso a um corpo e rola uma comunhão com a terra, por isso devemos respeitar o que é diferente, pois no fim tudo é igual, mas não sabemos porra nenhuma. Aí o cara surtou e começou a falar mais ainda, que eu estava confundindo os conceitos, que existe inconsciente coletivo (eu já li O Homem e Os Símbolos de Jung, mas preferi ficar calado, afinal não era nem 8 da manhã direito), que é quando você sente que uma pessoa está triste e fica triste também (no meu entendimento isso é empatia, não tem nada a ver com inconsciente coletivo).
Ele então me perguntou, “e sua mãe, quando ela morre, pra onde você acha que vai?”, aí eu falei, “sei lá, vira vento, terra, árvore”, era uma metáfora, mas logicamente o quiroprata não entendeu, ficou meio nervoso, começou a balançar a cabeça e gargalhar e falar que eu tinha fumado maconha estragada, que quando eu morresse e abrisse o olho do outro lado eu ia ver que não era assim – e me perguntou o sentido de o homem ter criado religiões. “É para aplacar o desespero com o fato de tudo acabar após a morte”, rebati, mas ele não aceitou e continuou com o papo de espíritos, falou das crianças indianas que com 7 anos tocam sinfonias do Beethoven sem saber ler partitura e que isso é uma evidência que nas vidas passadas eles eram músicos ou coisa do tipo (eu disse que eram gênios ou superdotados), que tudo se acabar numa só vida não tem sentido (achei particularmente forçado esse ponto de vista, agora penso que acabou justificando a minha explicação). E ele continuava falando que eu misturava conceitos, que isso que eu penso de vir tudo do mesmo lugar é irracional, que não tem lógica, que a gente tem que se perguntar o que vem antes do big bang, que um cara psicografou um livro nos anos 50 citando três elementos químicos que não estavam na tabela periódica e só foram descobertos décadas depois...
Enfim, já estava ficando cansativo, mas o cara não parava. Eu particularmente não sabia que os espiritistas podiam ser tão intolerantes com uma opinião contrária, e mesmo que eu tivesse colocado meu ponto de vista de forma sutil, ele parecia estar disposto a uma cruzada contra a minha forma de pensar diferente da ideia dele (de que somos indivíduos pré-definidos pela eternidade). Também acabei deixando de perguntar porque tem gente sofrendo, sendo escravizada e se ferrando de todas as formas, porque no fundo evitei a fadiga de ouvir que era justificável por causa de alguma vida passada ou espírito ou planeta ou mundo infeliz (posso estar errado disso, mas parecia estar muito bem embutido naquele pacote todo).
Então ele me contou das experiências deles, das sessões, de artistas mediúnicos que psico-pintam quadros, contou de ter visto baixar um espírito num medium que fez uma escultura com a cara de Jesus Cristo, que, segundo ele, "era igualzinho o Cristo mesmo, como você explica isso". Pensei em catarse, em alucinações, esquizofrenia e me perguntei que Jesus seria esse, aquele de olhos azuis e cabelos loiros ou o com traços árabes ou negros, mas tampouco retruquei, porque afinal a maconha estragada era a minha e não dele. Foi aí que veio a cereja no bolo.
Ele disse que estava numa sessão mediúnica uma vez e viu, atrás da mesa, três pessoas. Essas pessoas foram se aproximando e uma delas disse a ele: "Viemos ver o trabalho que estão fazendo aqui, e estamos orgulhosos". Então ele perguntou quem era e o tal sujeito, que era um espírito, disse que era o Leonardo. "Da Vinci", o quiroprata completou, e disse que era tudo explicado pela lógica e que meus conceitos estão errados e que eu não sei de nada.
Fiquei o resto da manhã encucado com a intolerância e com essas e justificativas alucinógenas, que no fundo me pareceram tão conformistas e passa-panistas com as injustiças e disparidades quanto o catolicismo clássico.
Caso haja algum adepto por aqui, me responda: O ESPIRITISMO É UMA RELIGIÃO INTOLERANTE? Nunca achei que fosse, mas praticamente mudei de ideia hoje.
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2019.05.23 02:18 contenidospyme ¿Por qué se celebra el día del albañil?

¿Por qué se celebra el día del albañil?
Cada 3 de mayo las obras se ponen de fiesta y los albañiles festejan por todo lo alto su día. Cuenta la leyenda que esta hermosa tradición data de la época de la conquista cuando el día de la Santa Cruz se mezcló con la tradición indígena de ofrecer una ofrenda antes de iniciar la cosecha.

De acuerdo al calendario católico, el 3 de mayo se encontró la cruz en que murió Jesucristo. Tras convertirse al cristianismo en el año 300, Santa Helena, tomó la misión de restaurar todos los lugares que tuvieron contacto con Jesús, entre ellos la famosa cruz en la que fue crucificado junto a dos ladrones.

Por otro lado, miles de años después y en otro continente, cuando los españoles llegaron a México y trajeron consigo el catolicismo, enseñaron a todos a respetar estas festividades. Casualmente, el Día de la Santa Cruz coincidió con la tradición prehispánica de realizar ceremonias y ofrecer ofrendas.

Lo peculiar del 3 de mayo es que ambas conmemoraciones se unen en las construcciones debido a que los albañiles colocan una cruz adornada en su lugar de trabajo junto a los materiales para la construcción para agradecer que tienen empleo y que se mantienen a salvo, a pesar de los peligroso que resulta su oficio.

En algunas obras, el Día del Albañil, se suspenden los trabajos en la construcción pues es una fecha para celebrarlos: muy temprano van a misa y cuando regresan a la obra, los patrones o dueños les llevan comida, bebida y música para festejar.
Para que el día no pase el balde, te dejamos algunos memes tomados del Facebook: Lo que callamos los albañiles:

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https://preview.redd.it/8ya18m5ftuz21.jpg?width=500&format=pjpg&auto=webp&s=b54901e145ef7f69449f958838240e2d66584bcb
https://preview.redd.it/2jbaky5ftuz21.jpg?width=500&format=pjpg&auto=webp&s=53a27b85b2b373ecad122d6be6c75dc31b6aff53
https://preview.redd.it/9gp29o5ftuz21.jpg?width=500&format=pjpg&auto=webp&s=335ba9cc8f219467a505bfd464faa6c647662ba7
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2018.03.16 12:08 marencalma "CUANDO DESPERTÓ, EL DINOSAURIO TODAVÍA ESTABA ALLÍ." (Augusto Monterroso)

"CUNAS SALVADORAS" POLEMICA EN EUROPA POR UNAS CUNAS PARA ABANDONAR BEBÉS BBC MUNDO http://www.bbc.com/mundo/noticias/2012/07/120626_cajas_bebes_abandonados_lp A la vera de una tranquila calle de un suburbio de Berlín, un cartel con una flecha apunta hacia un sendero que se abre paso entre los árboles. El cartel dice "Babywiege", en español: cuna.
Al final del camino hay una caja de acero inoxidable con una manija. Dentro de la caja hay un par de pequeñas mantas prolijamente dobladas para abrigar al recién nacido. La cálida temperatura del contenedor es tranquilizadora.
En su interior también hay una carta con indicaciones de qué hacer si uno cambia de opinión.
Alrededor de dos veces al año, alguien -posiblemente una mujer- camina por esta recluida senda que conduce a la parte trasera del Hospital Waldfriede para dejar allí a un bebé nacido tal vez en secreto y pocas horas antes.
Esta persona -posiblemente su madre- se marcha luego de allí. Ya no volverá a ver al recién nacido. Cuando éste crezca, no sabrá quién fue su madre.
Uso la palabra "posiblemente" porque el proceso es secreto y anónimo. Nadie sabe quién dejó allí al bebé.
Polémica Este sistema es tan anónimo, tan alejado de la posibilidad de dar ayuda psicológica, que generan una situación dañina para la madre y para el hijo Kevin Browne, psicólogo de la Universidad de Nottingham El anonimato es precisamente el punto que critican aquellos que están en contra de este sistema que data del medioevo y que volvió a implementarse en los últimos 10 años. Podrían ser padres inescrupulosos o incluso proxenetas que presionan a las madres para deshacerse del niño, dicen los críticos.
Según le dijo a la BBC Kevin Browne, psicólogo de la Universidad de Nottingham, en el Reino Unido, "una serie de estudios en Hungría muestra que no son necesariamente las madres las que abandonan a sus hijos en estas cajas, pueden ser parientes, proxenetas, padrastros o los padres".
"Por eso, la gran pregunta es si estas cunas están protegiendo los derechos de la mujer y si la madre del bebé está de acuerdo en que se lo dejé allí", dice Browne.
"Este sistema es tan anónimo, tan alejado de la posibilidad de dar ayuda psicológica, que genera una situación dañina para la madre y para el hijo", añade.
Cunas por país Alemania: 99 Polonia: 45 República Checa: 44 Hungría: 26 Eslovaquia: 18 Lituania: 8 Italia: aprox. 8 Bélgica: 1 Países bajos: 1 planificada Suiza: 1 Vaticano: 1 Canadá: 1 Malasia: 1 También hay en Japón, EE.UU.
Al facilitarle a la madre el deshacerse de su hijo, dicen los críticos de la iniciativa, éstas se sienten menos inclinadas a buscar la ayuda que necesitan en ese momento de trauma emocional e incluso de riesgo físico.
Éste es un argumento que rechazan los impulsores del proyecto. Según ellos, les están ofreciendo a las madres desesperadas una manera segura de abandonar a sus hijos no deseados. Si no existiese esta posibilidad, dicen, muchas dejarían a sus bebés muertos de frío a la intemperie.
O peor aún. Recientemente se resolvió un caso en una corte alemana en el que la madre estaba acusada de tirar a su bebé desde el balcón de un quinto piso.
Por casos como estos la iniciativa está ganando impulso para extenderse por Europa Central y del Este, desde los estados bálticos hasta Alemania, Austria, Polonia, la República Checa y Rumania.
En algunos países la ley favorece este sistema. En Hungría, por ejemplo, la ley fue modificada como para que dejar el niño en una de estas cajas equivalga a entregarlo legalmente en adopción, mientras que abandonar al niño en cualquier otra parte continúa siendo un delito.
Browne cree que su difusión es mayor en los países con un pasado comunista y en los países católicos donde tener un hijo sin estar casado es visto con muy malos ojos.
El psicólogo estuvo a cargo de gran parte de la investigación que el Comité de Naciones Unidas sobre los Derechos de los Niños consultó para evaluar el sistema. Este comité considera que el niño tiene el derecho a saber quienes son sus padres, y este proyecto, dicen, les quita este derecho.
Los defensores de este sistema alegan que permiten salvar vidas. Sus defensores están totalmente en desacuerdo. Gabriele Stangl, del Hospital Waldfriede de Berlín, opina que estas cunas salvan vidas, por lo tanto aumentan los derechos del recién nacido.
En la caja de Berlín, dice, hay un sistema de seguridad proporcionado por la maternidad del hospital. Una vez que el bebé es depositado en la cuna, una alarma alerta inmediatamente al personal de su llegada. Al comienzo el hospital se encarga de su cuidado, luego pasa a una familia de acogida y, finalmente, puede ser adoptado legalmente.
Al principio, la madre puede volver a buscarlo si está arrepentida, pero luego, cuando el bebé ingresa al sistema de adopción, ya pierde su derecho.
Una de las madres que regresó por su hijo le dijo a la BBC que cuando dio a luz estaba desesperada. El padre no estaba, ella era joven y se encontraba en estado de shock, por eso optó por la caja.
Pero una semana después volvió a buscar a su hijo. Cuando notó que tenía su pelo, sus ojos, se dio cuenta de que no podía abandonarlo.
Todavía hoy visita la maternidad del hospital para mostrar fotos del niño que está criando. Este sistema le dio tiempo parar pensar y aclarar su cabeza.
Alternativa En 1999 cinco bebés fueron abandonados. Tres de ellos fueron hallados muertos. Reflexionamos sobre esta situación, por qué pasó y hallamos una nueva manera para que estos niños sobrevivan Steffani Wolpert, a cargo del sistema en Hamburgo En una de las cunas instaladas en Hamburgo, han dejado 42 bebés en los últimos 10 años. De las 17 madres contactadas por los organizadores del sistema, 14 volvieron por sus niños.
Steffani Wolpert, una de las mujeres a cargo del sistema en Hamburgo, cree que esto es mejor que nada.
"En 1999 cinco bebés fueron abandonados. Tres de ellos fueron hallados muertos".
"Reflexionamos sobre esta situación, por qué pasó y hallamos una nueva manera para que estos niños sobrevivan", explica.
Sin embargo, estos argumentos no convencen al comité de la ONU ni a los críticos que siguen pensando que las cajas para recién nacidos son un regreso al pasado, cuando la iglesia contaba con un mecanismo similar para que las madres entreguen a sus hijos no deseados.
Maria Herczong, psicóloga del comité de la ONU, le aseguró a la BBC que tanto antes como ahora siempre hubo una alternativa mejor: ofrecer más comprensión y ayuda a las madres que atraviesan circunstancias difíciles.
"(Este sistema) envía a las mujeres embarazadas un mensaje equivocado: que está bien esconder su embarazo y dar a luz en circunstancias no controladas y más tarde abandonar a sus hijos".
Se trata de dos puntos de vistas de dos grupos bien intencionados. La voz que todavía nos hace falta escuchar es la de la madre que tuvo su hijo en secreto hace algunas horas y que, y que después de abandonar a su bebé vuelve con las manos vacías. 16 marzo 2018
PRONUNCIAMIENTO: Ante el próximo debate del Proyecto de Ley sobre las denominadas cunas salvadoras en el Pleno del Congreso de la República (de Perú) UNICEF-PERÚ En atención al próximo debate anunciado en el Pleno del Congreso de la República, relativo a los dictámenes del Proyecto de Ley N° 211/2016-CR, que proponen regular las cunas salvadoras y el nacimiento confidencial, el Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia – UNICEF, desea señalar lo siguiente: Cualquier mecanismo que suponga la entrega anónima de niñas y niños al Estado o a cualquier otra organización pública o privada es contrario a los estándares internacionales sobre protección de menores de edad en situaciones de desprotección familiar, o en riesgo de estarlo. Estos estándares están reconocidos en la Convención sobre los Derechos del Niño y en las Directrices de Naciones Unidas sobre Modalidades alternativas de cuidado para niñas, niños y adolescentes. Las denominadas “Cunas salvadoras” vulneran la acción protectora del Estado, basada en la preservación de los vínculos del niño con su familia y en la integración familiar como primera opción. Estos mecanismos dificultan el contacto directo con la madre, padre o persona que entrega al niño y por tanto impiden que el Estado pueda brindar a ambos el apoyo necesario para tomar una decisión informada que garantice el bienestar de ambos, y evite el abandono anónimo. Las Directrices de Naciones Unidas sobre Modalidades alternativas de cuidado establecen que los Estados deben adoptar políticas públicas dirigidas a evitar la práctica del abandono anónimo de niños y niñas. Señalan que en los casos en que las madres o padres manifiesten su deseo de renunciar a sus obligaciones parentales el Estado debería brindar, en primer lugar, el asesoramiento y apoyo social necesarios para alentarlos a conservar el cuidado del niño y ayudarlos a que esto sea posible. El Comité de Derechos del Niño de la ONU ha manifestado que el establecimiento de las “Cunas salvadoras” o dispositivos similares que promuevan el abandono anónimo de niños, vulnera la Convención. Ha solicitado que los Estados adopten todas las medidas necesarias para poner fin a esta práctica y abordar las causas que originan el abandono. En relación al denominado “Nacimiento confidencial”, el Decreto Legislativo N° 1297 para la protección de niñas, niños y adolescentes sin cuidados parentales o en riesgo de perderlos, aprobado en 2016, regula ya la posibilidad de que una madre o padre acuda al Estado para pedir ayuda y solicitar que asuma el cuidado de su hijo o hija recién nacido. El procedimiento establecido por el Decreto cumple con la Convención sobre los Derechos el Niño y el resto de estándares aplicables, y garantiza la protección del niño o niña así como el reconocimiento de todos sus derechos. Por tanto, el marco normativo peruano no requeriría una nueva regulación a ese respecto. UNICEF expresa sus felicitaciones al Estado peruano, por la aprobación del Decreto Legislativo N° 1297. Con ello Perú se pone en la vanguardia de la región, y establece un sistema nuevo para la protección de los niños que no pueden vivir con sus padres, o que están en riesgo de que ello ocurra. Un modelo de protección basado en el fortalecimiento de la familia, en la prevención de la separación familiar, y en la garantía que todos los niños tienen el derecho a vivir en una familia, de preferencia la suya u otra preparada para garantizar su bienestar. La vida en una institución no puede ser la solución. UNICEF insta al Estado a poner los esfuerzos en la aprobación del reglamento del Decreto Legislativo antes mencionado, de manera que el nuevo marco normativo entre en vigencia y se proceda a su implementación. Con ello, Perú estará cumpliendo con una de las recomendaciones emitidas por el Comité Derechos del Niño en 2016. Además reafirma su compromiso con el Estado peruano para continuar contribuyendo a los esfuerzos nacionales que aseguren que todas las niñas, niños y adolescentes puedan ejercer todos sus derechos y desarrollar todo su potencial.
Lima, 5 de septiembre 2017 DIARIO "EL COMERCIO" (PERÚ) Proyecto "cunas salvadoras" fue aprobado: ¿en qué consiste esta polémica iniciativa? Tras su aprobación en la Comisión de la Mujer, este proyecto de "cunas salvadoras" pasará al pleno del Congreso para ser debatido Redacción EC 16.03.2018 / 04:50 am
La Comisión de la Mujer del Congreso de la República aprobó este miércoles el dictamen del proyecto de ley "Cunas salvadoras" (PL 211-2016 CR), que busca instalar incubadoras acondicionadas en establecimientos de salud públicos o privados para que las mujeres puedan dejar ahí al recién nacido que no vaya a ser criado por la madre.
La mujer que tome la decisión de dejar al bebe en estas incubadoras podrá hacerlo de manera anónima y sin responsabilidad legal, según se indica en el proyecto.
El autor de la propuesta, Yonhy Lescano (Acción Popular), dijo en setiembre del 2016 que “la medida está dirigida a las mujeres con embarazos no deseados: adolescentes o víctimas de violación sexual. Si se aprueba la norma, en el reglamento se especificarán las condiciones de uso de estos ‘buzones’. Aunque no hay cifras precisas sobre este drama social en el Perú, las experiencias internacionales me hacen creer que la iniciativa tendrá un impacto positivo”.
en su momento, el Ministerio de la Mujer y Poblaciones Vulnerables (Mimp), Ministerio de Economía y Finanzas (MEF), Ministerio de Justicia y Derechos Humanos (Minjus), Ministerio de Salud (Minsa) y organizaciones como Unicef manifestaron estar en contra de este proyecto de "cunas salvadoras".
En el proyecta se agrega que ni las "cunas salvadoras" ni el nacimiento confidencial van en contra del derecho a la identidad ni del derecho a la vida del niño.
Tras su aprobación en la Comisión de la Mujer, este proyecto de "cunas salvadoras" pasará al pleno del Congreso para ser debatido.
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2016.04.11 20:48 Style_History "Religion is the main cause of war and the root of most suffering in the world"

I found the first ridiculous claim that "religion is the cause of war" from this publication on Academia.edu:
http://www.academia.edu/16479644/Religion_is_the_Cause_of_War
The author makes the claim that most sources of war originate from religion with the following paragraph:
Human life and social structuring always derive their momentum from the belief mechanism. With belief, humanity establishes astonishing structures, civilizations as well as self-destruction. Although using belief mechanism is an essential fundamental formation of societies and civilizations, unintelligent use of belief may cause relentless warfare and self-destruction. This type of unintelligent use of belief stagnant belief system puts humanity to high risk of suffering and pain. Therefore, belief mechanism must evolve to acknowledgement and must be used intelligently for the prosperity of humanity. Religion has been using this mechanism for many centuries and causing mass amounts of conflicts between human societies. Most sources of war originate itself from structured religion and belief system, what we call religion.
This is in fact a common claim of atheists and anti-religionists. The atheist blogger Austine Cline on about.com, writing for atheism also agrees with this preposterous claim about religion, writing the following for a list of books he uses to support his argument:
Religious leaders normally argue that religion is a force for good and love in the world. Yet, at the same time, we see religion regularly used for war, mass murder, terrorism, and even genocide.
The claim that religion is the cause of most wars and suffering in the world is also a Google suggestion for when you type in "Religion is" which shows that it is something many people consider to be true.
http://i.imgur.com/7hyLway.jpg
Is religion really the main cause of war and most suffering in the world? It's easy to see why atheists and anti-religionists might think that way when you hear of all the Islamic terrorists doing bad things and when you look at history and see the bad that Catholic Church did with the Inquisition, the Witch Hunts and the persecution of Galileo and others the Church deemed to be heretics. However a through examination of history reveals that that most of causes of wars and suffering are in fact secular, even the so-called "religious wars" that were The Crusades.
Let's first address the claim that religion causes most wars and look at the actual statistics throughout history to refute this nonsense.
In the book, The Encyclopaedia of Wars, the historian Alan Axelrod examines wars, revolutions and conflicts since 3,500 BCE. Recorded in the book are a total of 1763 wars and out of these wars, only 123 are classified as having a religious cause. That's less than 7% of all wars since 3,500 BCE so the remaining 1640 wars all had a secular cause.
At this point, I have seen atheists and anti-religionists claim that the percentage of wars caused by religion don't matter but the death toll does, ending with them claiming that the religious wars have caused more bloodshed and deaths than any other wars. This too is an erroneous claim that ignores the facts.
In the historical book, "Parallel Universal History, being an outline of the history and biography of the world. Divided into periods" Philip Alexander Prince on page 207 estimates The Crusades to have caused around two millions deaths. In comparison, the secular war of WW2 is estimated to have caused around 50 to 80 million deaths. The Crusades pales in comparison.
And in truth, The Crusades - whilst having a religious premise - in fact were caused by political reasons and for power. The Seljurk Turks were expanding their empire towards Constantinople, with Emperor Alexios I fearing the advance, he requested aid from the Catholic Church and The Pope, who at the time, had strong influence across Europe. This combined with stories of Christian pilgrims being ill-treated and even butchered by the Muslims in the Middle East gave grounds for The Crusades but in fact the main reason was to stop the advancing Seljurk Turks.
The historian Giles Constable argues that while some soldiers joined the Crusade for religious reasons, others went for their own reasons including for personal gain.
In the book "The Crusades from the Perspective of Byzantium and the Muslim World" Professor Roy Mottahedeh and the Greek Byzantinist Angeliki Laiou point out the same fact as I, stating that while the contemporaries of The Crusades reasoned that it was a religious war commanded by God, the war was in fact mainly due to the expanding empire of the Seljurk Turks who had already displaced many Christians from the Middle East. They also correctly point out that contemporary historians also recorded this fact:
This view [crusades being a ideological driven war] is now common in works addressed to the general public, including popular presentations and movies. A leaflet distributed in Clermont during the conference held in 1995 to commemorate the summons to the First Crusade was headed “The Crusades—did God will it?” echoing the crusading cry of “Deus le volt.” It went on to ask “Can the Church memorialize the Crusades without asking forgiveness?” and called on the pope to deny that any war can be holy and that sins can be forgiven by killing pagans. According to this view, the crusaders were inspired by greed and religious fanaticism and the Muslims were the innocent victims of expansionist aggression. Many scholars today, however, reject this hostile judgement and emphasize the defensive character of the crusades as they were seen by contemporaries, who believed that Christianity was endangered by enemies who had already overrun much of the traditional Christian world, including Jerusalem and the Holy Land, and who threatened to take over the remainder. Almost all the historians and chroniclers of the expeditions that were later called the First Crusade considered them a response to the Muslim threats to Christian holy places and peoples in the east. They wrote from different points of view, however, and used varying terminology and biblical passages.
So yes while the Crusades may have been driven by an ideological cause, the actual cause of the war was in defence of land. These were not wars caused by religions. Pope Urban II's desire to help the Byzantine Empire was also driven mostly by his desire to increase the political authority of The Church and its power. The Catholic Church also used the wars in an attempt to usurp power from the Byzantine Empire and successfully did that in 1204 with the Siege of Constantinople which led to the fall of Byzantine Empire and emergence of the Catholic Church as the sole great power throughout Europe. This fact seems to be forgotten by the anti-religionists and atheists who fail to understand that at this time, The Catholic Church wasn't just a religious organization but a political one too, one that had powers over countries, kings and queens and one that wanted to build a united Church-state with The Pope as the head. This would become known as Christendom.
Sources:
http://www.historytoday.com/jonathan-phillips/crusades-complete-history
http://www.doaks.org/resources/publications/doaks-online-publications/crusades-from-the-perspective-of-byzantium-and-the-muslim-world/cr01.pdf
http://www.history.com/topics/crusades
http://study.com/academy/lesson/the-crusades-from-start-to-finish.html
http://www.bbc.co.uk/bitesize/ks3/history/middle_ages/the_crusades/revision/4/
What about the Inquisition then? Well the actual death toll is not the millions anti-religionists exaggerate. The actual statistics are far lower than that. According to Professor Agostino Borromeo, a historian of religions, only 1% of the 125,000 people tried by church were executed. That's approximately 1250 people. This is according to documents from the Vatican archives relating to the trails of the Spanish Inquisition.
The book, The Witch Hunt in Early Modern Europe (Second Edition), written by the historian Brian P. Levack states also that only a few thousand were actually executed by the Inquisition and not millions. The archives of the Suprema (documents which record the judgements between 1540 and 1700), contained within the National Historical Archive of Spain, record 1604 executions.
Juan Antonio Llorente, a contemporary historian during the time of the Spanish Inquisition and General Secretary to the Inquisition, estimates that approximately 323,362 people were burned by the Spanish Inquisition from 1479 to 1817. This is of course a much higher count than the couple of thousands estimated by modern historians but still a far cry from the millions that anti-religionists, anti-Catholics and atheists often exaggerate.
Llorente's numbers estimates are in dispute however. Henry Charles Lea, a major historian of the Spanish Inquisition, criticized the estimates of Llorente, putting it down to guess-work and pointing out the discrepancy between the information Llorente produced. He concludes with saying that the numbers of Llorente's are largely exaggerated.
Before dismissing the impression produced by the severity of the Inquisition it will not be amiss to attempt some conjecture as to the totality of its operations, especially as regards the burnings, which naturally affected more profoundly the imagination. There is no question that the number of these has been greatly exaggerated in popular belief, an exaggeration to which Llorente has largely contributed by his absurd method of computation, on an arbitrary assumption of a certain annual average for each tribunal in successive periods. It is impossible now to reconstruct the statistics of the Inquisition, especially during its early activity, but some general conclusions can be formed from the details accessible as to a few tribunals.
The burnings without doubt were numerous during the first few years, through the unregulated ardor of inquisitors, little versed in the canon law, who seem to have condemned right and left, on flimsy evidence, and without allowing their victims the benefit of applying for reconciliation, for, while there might be numerous negativos, there certainly were few pertinacious impenitents. The discretion allowed to them to judge as to the genuineness of conversion gave a dangerous power, which was doubtless abused by zealots, and the principle that imperfect confession was conclusive of impenitence added many to the list of victims, while the wholesale reconciliations under the Edicts of Grace afforded an abundant harvest to be garnered under the rule condemning relapse. In the early years, moreover, the absent and the dead contributed with their effigies largely to the terrible solemnities of the quemadero.
Modern writers vary irreconcileably in their estimates, influenced more largely by subjective considerations than by the imperfect statistics at their command. Rodrigo coolly asserts as a positive fact that those who perished in Spain at the stake for heresy did not amount to 400 and that these were voluntary victims, who refused to retract their errors.[1145] Father Gams reckons 2000 for the period up to the death of Isabella, in 1504, and as many more from that date up to 1758.[1146] On the other hand, Llorente calculates that, up to the end of Torquemada's activity, there had been condemned 105,294 persons, of whom 8800 were burnt alive, 6500 in effigy and 90,004 exposed to public penance, while, up to 1524, the grand totals amounted to 14,344, 9372 and 195,937.[1147] Even these figures are exceeded by Amador de los Rios, who is not usually given to exaggeration. He assumes that, up to 1525, when the Moriscos commenced to suffer as heretics, the number of those burnt alive amounted to 28,540, of those burnt in effigy to 16,520 and those penanced to 303,847, making a total of 348,907 condemnations for Judaism.[1148] Don Melgares Marin, whose familiarity with the documents is incontestable, tells us that, in Castile, during 1481, more than 20,000 were reconciled under Edicts of Grace, more than 3000 were penanced with the sanbenito, and more than 4000 were burnt, but he adduces no authorities in support of the estimate.[1149]
The only contemporary who gives us figures for the whole of Spain is Hernando de Pulgar, secretary of Queen Isabella. His official position gave him facilities for obtaining information, and his scarcely veiled dislike for the Inquisition was not likely to lead to underrating its activity. He states at 15,000 those who had come in under Edicts of Grace, and at 2000 those who were burnt, besides the dead whose bones were exhumed in great quantities; the number of penitents he does not estimate. Unluckily, he gives no date but, as his Chronicle ends in 1490, we may assume that to be the term comprised.[1150] With some variations his figures were adopted by subsequent writers.[1151] Bernáldez only makes the general statement that throughout Spain an infinite number were burnt and condemned and reconciled and imprisoned, and of those reconciled many relapsed and were burnt.[1152]
The total of Llorente's extravagant guesses, from the foundation of the Inquisition to 1808, is:
Burnt in person 31,912 Burnt in effigy 17,659 Heavily penanced 291,450 ------- 341,021
Hist. crít, IX, 233.
This is slightly modified by Gallois in his abridgement of Llorente's work (Histoire abregée de la Inquisition d'Espagne, 6{e} Ed., p. 351-2, Paris, 1828). He gives the figures:
Burnt alive 34,658 Burnt in effigy 18,049 Condemned to galleys or prison 288,214 ------- 340,921
It will be observed that Gallois unscrupulously classifies all personal relaxations as burnings alive and all penances as galleys or prison.
[1148] Hist. de los Judíos de España, III, 492-3.
[1149] Procedimientos de la Inquisicion, I, 116-17 (Madrid, 1886).
[1150] Pulgar, Cronica, P. II, cap. lxxvii.
[1151] L. Marinæi Siculi de Reb. Hispan., Lib. XIX.--Illescas, Hist. Pontifical, P. II, Lib. VI, c. xix.--Mariana, Hist. de España, Lib. XXIV, cap. xvii.--Páramo, p. 139.--Garibay, Comp. Hist., Lib. XVIII, cap. xvii.
[1152] Hist. de los Reyes Católicos, cap. xliv.
[1153] Zuñiga, Annales de Sevilla, año 1524, n. 3--Varflora, Compendio de Sevilla, P. II, cap. 1.
[1154] Bernáldez, ubi sup.
[1155] Lalaing, Voyage de Philippe le Beau (Gachard, Voyages des Souverains, I, 203).
[1156] Zurita, Añales, Lib. XX, cap. xlix. The fact that so careful an historian as Zurita, who sought everywhere for documentary evidence, had no official statistics to cite shows that none such existed in the Suprema relating to the early years of the Inquisition.
[1157] Relazioni Venete, Serie I, T. II, p. 40.
[1158] Archivo hist. nacional, Inq. de Toledo, Leg. 262.--It is possible that these figures may be only of residents of Ciudad Real. Páramo (p. 170) states the numbers for the tribunal, during its two years of existence, at 52 relaxations in person, 220 in effigy and 183 reconciliations. The record just cited gives for Ciudad Real, from 1484 to 1531, 113 relaxed in person, 129 in effigy, 16 reconciled, 11 penanced, 19 absolved, 3 discharged on bail and 8 of which the sentence is not stated--all, apparently, residents of the town.
[1159] Relacion de la Inquisicion Toledana (Boletin, XI, 292 sqq).
The Córdova tribunal also burned 90 residents of Chillon, who had been duped by the prophetess of Herrera (Ibidem, p. 308).
[1160] Hist. crit., IX, 210.
[1161] See Appendix of Vol. I. It must be borne in mind that, in the early years, small autos were held elsewhere than in the centres. Thus, in the Libro Verde there are allusions to them in Barbastro, Huesca, Monzon, Lérida and Tamarit (Revista de España, CVI, 250-1, 263-4, 266). The aggregate for these, however, would make little difference in the totals.
[1162] Libro Verde (Revista de España, CVI, 570-83). The relaxations by years were:
1483--1 1495--9 1512--4 1542--1 1485--4 1496--1 1520--1 1543--1 1486--26 1497--18 1521--2 1546--2 1487--25 1498--2 1522--1 1549--1 1488--13 1499--13 1524--1 1561--4 1489--2 1500--5 1526--1 1563--1 1490--1 1502--2 1528--2 1565--1 1491--10 1505--1 1534--1 1566--1 1492--15 1506--5 1535--1 1567--2 1493--11 1510--1 1537--1 1574--2 1494--1 1511--5 1539--1
The number in 1486-7-8 is attributable to the assassination of San Pedro Arbués.
[1163] Carbonell de Gestis Hæret. (Col. de Doc. de la C. de Aragon, XXVII, XXVIII).
[1164] Archivo hist. nacional, Inq. de Valencia, Leg. 98, 300.
[1165] Cronicon de Valladolid (Col. de Doc. inéd., XIII, 176-9, 187).
[1166] Archivo de Simancas, Inq., Lib. 595.
[1167] MSS. of Library of Univ. of Halle, Yc, 20, T. I.
[1168] Archivo hist. nacional, Inq. de Toledo, Leg. 1.
[1169] Archivo de Simancas, Inq., Lib. 1020.
[1170] Royal Library of Berlin, Qt. 9548.
To illustrate the discrepancy between the facts as stated above and the reckless computations of Llorente, which have been so largely accepted, it may not be amiss to compare the facts with the corresponding figures resulting from his system of calculation, for the tribunals and periods named:
Records. Llorente. Toledo, 1483-1501. Relaxed in person 297 666 Relaxed in effigy 600 433 Imprisoned, about 200} Reconciled under edicts 5200} 6,200 Do. 1575-1610. Relaxed in person 11 252 Relaxed in effigy 15 120 Penanced 904 1,396 Do. 1648-1794. Relaxed in person 8 297 Relaxed in effigy 63 129 Penanced 1094 1,188 up to 1746. Saragossa, 1485-1502. Relaxed in person 124 584 Relaxed in effigy 32 392 Penanced 458 7,004 Barcelona, 1488-98. Relaxed in person 23 432 Relaxed in effigy 430 316 Imprisoned 116} Reconciled under edicts 304} 5,122 Valencia, 1485-1592. Relaxed in person 643 1,538 Relaxed in effigy 479 869 Tried 3104 16,677 penanced. Valladolid, 1485-92. Relaxed in person 50 424 Relaxed in effigy 6 312 Penanced ? 3,884 Majorca, 1488-1691. Relaxed in person 139 1,778 Relaxed in effigy 482 978 Penanced 975 17,861 All tribunals, 1721-27. Relaxed in person 77 238 Relaxed in effigy 74 119 Penanced 811 1,428
It will thus be seen how entirely fallacious was the guess-work on which Llorente based his system.
An even more conclusive comparison is furnished by the little tribunal of the Canaries. After 1524, Llorente includes it among the tribunals by which he multiplies the number of yearly victims assigned to each. He thus makes it responsible, from first to last, for 1118 relaxations in person and 574 in effigy. Millares (Historia de la Inquisicion en las Islas Canaries, III, 164-8) has printed the official list of the quemados during the whole career of the tribunal, and they amount in all to eleven burnt in person and a hundred and seven in effigy. The number of the latter is accounted for by the fact that, to render its autos interesting, it was often in the habit of prosecuting in absentia Moorish and negro slaves who escaped to Africa after baptism and who thus were constructively relapsed.
Whatever the truth, there is no reliable historical source citing the numbers as being millions.
Sources:
The Witch Hunt in Early Modern Europe by Brian Levack
Letters from the Inquisition Page 11 and 12
A History of the Inquisition of Spain; vol. 4 by Henry Charles Lea http://www.gutenberg.org/files/44209/44209-8.txt
http://www.theguardian.com/world/2004/jun/16/artsandhumanities.internationaleducationnews
The Inquisition and Crusades are often cited as "wars which caused genocides, resulting in millions of deaths, all which were supported by Christians and The Church" however when examining the facts as we have above, we find that this is simply untrue. As I have shown above, The Crusades had a secular cause, with religion simply being used as a motivation and excuse. The Inquisition was of course religiously caused but the death toll simply does not amount to the millions commonly claimed by anti-religionists.
When we look at history, we find that most wars were secular in nature and that the highest death tolls came from these wars. The Guinness World Records cite WW2 as having the highest death toll from any recorded war in human history with an estimate of 56.4 million killed.
By far the most costly war in terms of human life was World War II (1939–45), in which the total number of fatalities, including battle deaths and civilians of all countries, is estimated to have been 56.4 million, assuming 26.6 million Soviet fatalities and 7.8 million Chinese civilians were killed. The country that suffered most in proportion to its population was Poland, with 6,028,000 or 17.2 per cent of its population of 35,100,000 killed. In the Paraguayan war of 1864–70 against Brazil, Argentina and Uruguay, Paraguay's population was reduced from 407,000 to 221,000 survivors, of whom fewer than 30,000 were adult males.
In The Great Book of Horrible Things, the author, Matthew White using 377 books and 183 scholarly articles ranks the "100 Deadliest Episodes in Human History" with the top 29 with the highest death tolls being the following:
  1. World War II (Worldwide 1939-45)
  2. Genghis Khan (Asia 1206-27)
  3. Mao Zedong (China 1949-75)
  4. British India Famines (1769, 1876, 1896, 1943)
  5. Fall of the Ming Dynasty (China 1635-62)
  6. Taiping Rebellion (China 1850-64)
  7. Stalin (Soviet Union 1928-53)
  8. Mideast Slave Trade (ca. 700-1900)
  9. Tamerlane (Central Asia 1370-1405)
  10. Atlantic Slave Trade (1452-1807)
  11. First World War (Europe 1914-18)
  12. Conquest of the Americas (after 1492)
  13. An Lushan Revolt (China 755-763)
  14. Xin Dynasty (China 9-24)
  15. Congo Free State (1886-1908)
  16. Russian Civil War (1918-22)
  17. Thirty Years War (Germany 1618-1648)
  18. Fall of the Yuan Dynasty (China 1358)
  19. Fall of Rome (Europe 395-455)
  20. Chinese Civil Wars (1927-37, 1946-49)
  21. The Mahdi (Sudan 1881-98 )
  22. Time of Troubles (Russia 1598-1613)
  23. Aurangzeb (1681-1707)
  24. Vietnam War (1960-1975)
  25. Three Kingdoms (China: 189-280)
  26. Napoleonic Wars (1792-1815)
  27. Second Congo War (1998-2002)
  28. Hundred Years War (1337-1453)
  29. Gladiatorial Games (Rome: 264 BCE-435 CE)
Out of them, only two had a religious cause. Meanwhile, Mao Zedong and Stalin, both communists, have a combined total of causing 60 million deaths by their regimes according to the book. That's 58 million more than the 2 million estimated to have died in the crusades. Interestingly this number has been disputed with other historians claiming Stalin alone killed over 60 million people with Mao Zedong's regime being responsible for a further 45 million deaths. Mao's and Stalin's communist regimes are also notable in that they were anti-religious. Regardless of the correct numbers, it is agreed by all historians that these two regimes were the most bloodiest in human history.
There have been actual historians who have disputed claims made in Matthew White's book, these disputes however tie into the numbers of deaths caused by these conflicts and war, all agree that the death tolls for the conflicts were all high.
The information we have from all this suggests that religion is certainly not the major cause of war and is far from being the cause of most suffering in the world. Actual history shows that politics, war over land and totalitarian regimes have been the cause of the most suffering and deaths in the world.
From 2000 to 2014, they have been over 11,000 murders in England and Wales combined. The majority of these murders were for personal reasons. Personal conflicts have also been cited as the biggest cause for murders in America. In 2007, the Centers for Disease Control and Prevention took an in-depth look at homicides in America and concluding from the information the following:
For homicides and suicides, relationship problems, interpersonal conflicts, mental-health problems, and recent crises were among the primary precipitating factors."
According to the same organization, 50,000 people die annually in the U.S with the majority (60%) being due to suicide and the second majority being homicides and legal intervention (24%). The organization states that the statistics show that the majority of homicides were preceded by arguments, interpersonal conflicts or were in conjunction with another crime.
For 2009, a total of 15,981 fatal incidents involving 16,418 deaths were captured by NVDRS in the 16 states included in this report. The majority (60.6%) of deaths were suicides, followed by homicides and deaths involving legal intervention (i.e., deaths caused by police and other persons with legal authority to use deadly force, excluding legal executions) (24.7%), deaths of undetermined intent (14.2%), and unintentional firearm deaths (0.5%). Suicides occurred at higher rates among males, non-Hispanic whites, American Indians/Alaska Natives, and persons aged 45–54 years. Suicides occurred most often in a house or apartment and involved the use of firearms. Suicides were preceded primarily by mental health, intimate partner, or physical health problems or by a crisis during the previous 2 weeks. Homicides occurred at higher rates among males and persons aged 20–24 years; rates were highest among non-Hispanic black males. The majority of homicides involved the use of a firearm and occurred in a house or apartment or on a street/highway. Homicides were preceded primarily by arguments and interpersonal conflicts or in conjunction with another crime. Characteristics associated with other manners of death, circumstances preceding death, and special populations also are highlighted in this report.
Now while some out-of-touch with reality atheist or anti-religionist might come now and say "all those committing suicide are bullied victims of Christian persecution in America!!!" the statistics show that the majority of those committing suicide do so because of mental illness. The organization reports the following of suicide:
Precipitating circumstances were known for approximately 90% of suicide decedents. Overall, mental health problems were the most commonly noted circumstance for suicide decedents, with 41.0% described as experiencing a depressed mood at the time of their deaths. Approximately 44.1% were described as having a diagnosed mental health problem; 31.3% were receiving treatment (Table 7). Of those with a diagnosed mental disorder, 74.1% had received a diagnosis of depression/dysthymia, 14.6% bipolar disorder, and 10.6% anxiety disorder (Table 8).
In comparison to these secular murders and suicides, religious honour killings are estimated to be just over 5,000 a year world-wide. This is according to data from Honour Based Violence Awareness Network, an activist organization which exists to record the violence, raise awareness to it and help victims.
The FBI in 2012 released statistics for the U.S where there are 1,340 victims of an anti-religious hate crime. 62.4 percent were victims of an offender’s anti-Jewish bias. 11.6 percent were victims of an anti-Islamic bias. 6.4 percent were victims of an anti-Catholic bias. The lowest victims were atheists at 0.9 percent. The targeting of the Jews and Muslims is also unlikely to do with their religion and more with racism if we go by recent attitudes towards Jews and Muslims.
So while statistics do show there are bad things done in the name of religion such as the honour killings, the statistics for these crimes are very low. Religious extremism and terrorism in this century has been responsible for thousands of deaths too but still, compared to secular conflicts and wars, the death toll of these things is very low. There are more killings done for non-religious reasons. In 14 years alone in the UK and Wales, the number of murder victims surpassed those of the Inquisition, which existed for centuries.
This is of course not mentioning the thousands of rapes committed annually globally. Very few connected to religion and the majority being connected to revenge or personal satisfaction.
Then there's the widespread corruption in governments like China, which results in the persecution of many innocent people. The starving and disease in places like Africa is down to nature and the economical situation there not religion.
What all these statistics, information and facts tell us is that most suffering and conflict in the world is not down to religion at all.
The claim that religion is the cause of war throughout history or that religion is the cause of most suffering and conflict in the world and has always been and that we would be better off without it is nonsense. Those who have this view, quite frankly, are being self-deluded by their emotions and as history and these statistics are testament to, getting rid of religion would not bring about some sort of world-wide peaceful utopia and in fact, little would change. As these statistics, information and facts show, religion is not regularly used at all to start wars or conflicts as commonly claimed by many anti-religionists and some atheists.
Sources:
http://www.guinnessworldrecords.com/world-records/highest-death-toll-from-wars
http://web.jjay.cuny.edu/~jobrien/reference/ob62.html
http://www.bookofhorriblethings.com/ax01.html
http://www.bookofhorriblethings.com/ax02.html
http://www.reuters.com/article/us-deaths-usa-idUSTRE64C53R20100513
http://www.citizensreportuk.org/reports/murders-fatal-violence-uk.html
http://www.cdc.gov/mmwmmwr_ss/ss_cvol.html
http://hbv-awareness.com/statistics-data/
https://www.fbi.gov/about-us/cjis/uchate-crime/2012/topic-pages/victims/victims_final
http://www.nytimes.com/2011/11/09/books/the-great-big-book-of-horrible-things-by-matthew-white.html?_r=3&ref=arts&
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2016.01.25 12:12 RiverUp Cospedal aboga por una "segunda Transición".

http://www.eldiario.es/politica/Cospedal-segunda-Transicion-rechaza-PSOE_0_477002490.html
¿Qué pretende insinuar Cospedal cuando apela al "espíritu de la transición"?. En primer lugar hay que saber cuál era ese "espíritu" y si a Cospedal sólo le interesa una parte o todo el contenido. Según sus palabras: "Tenemos que recuperar ese espíritu de la Transición y sentarnos a hablar. Lo tenemos que recuperar aquellos partidos que creemos en la Transición y en nuestro Estado de Derecho. Ese modelo tiene que hacernos revivir, hoy más necesaria que nunca, esa segunda Transición".
Nos han vendido sistemáticamente que ese espíritu era el de la concordia y la voluntad de dejar atrás viejas y sangrantes diferencias. Pero hay más. Aunque hay quien data el inicio de la transición en 1975 en realidad ésta se viene gestando desde años atrás. El impulso proviene, cómo no, de los EE.UU y de los poderes financieros. Es decir, del bloque capitalista. Son tiempos de guerra fría y hay interés en que España encarrile sus pasos tras la muerte del dictador hacia políticas compatibles con el resto de paises alineados con dicho sistema.
El caso es que el verdadero espíritu de la transición, el que todos los políticos acaban entendiendo y aceptando es que España debía alinearse dentro del sistema propuesto y acatar todos una Constitución que marcase las líneas de encuentro. Líneas rojas infranqueables por nadie, algunas de las cuales podían volver a generar un conflicto nacional si se traspasaban de nuevo. Ello requería entender que, para gobernar debían todos dar uno o varios pasos hacia un centro político teórico en sus programas de gobierno. La derecha y la izquierda debían dejar de lado cuestiones de dogma ideológico, principios irrenunciables, ideas fundamentales atendiéndose a los principios de una Constitución que ponía coto a lo que durante tanto tiempo provocó guerras e inestabilidad.
Más que voluntad, podría decirse que hubo toma de conciencia. Se les ofrecía una alternativa que contaba con la bendición del bloque emergente capitalista y se entendió que aquello podía resultar beneficioso para todas las partes.
Cospedal no apela a la concordia, sino que recuerda a los políticos actuales de los partidos presentes en aquella ocasión que lo que se pactó fue una alineación con el sistema. Por tanto, reclama de nuevo reafirmar el compromiso con una línea de políticas "convenientes". Según ella, sobran algunos partidos y fuerzas actuales, cosa que no casa mucho con parte de aquel "espíritu" de la transición. Es obvio que sus correligionarios olvidaron hace tiempo el compromiso de acatar el espíritu de la transición. Y hoy rizan el rizo apostando por recortes y acuerdos como el TTIP y otras mamandurrias propias de quienes, calificando de antisistema a otros, suben su país al carro del neoliberalismo frenético a que conduce un sistema que se desboca por naturaleza y que requiere ponerle freno de vez en cuando.
Es cierto que conviene repensar la Constitución, pero no desde los intereses de políticos y personajes que han ido derivando en sus propósitos, alejándose de ese "espíritu" inicial, con signos evidentes de derechización. Si se apoya un sistema, permitir y promover que éste degenere hacia cotas de riesgo tanto económico como social es ser antisistema. No sabemos bien si es que ven futuro en ésta degeneración del sistema o símplemente que les beneficia, aunque sólo sea a corto o medio plazo.
Una vez más se les ve el plumero. Cospedal debería pensar porqué su partido y otros han llegado a ésta situación en que reclaman el "espíritu" de la transición. Mejor habría sido si durante los gobiernos habidos de PP y Psoe no se les hubiese olvidado a ellos dicho espíritu y hubiesen cumplido a rajatabla la Constitución...Resulta obvio que el lobo vuelve a mostrar sus colmillos. Es una amenaza encubierta en toda regla. Si en aquella transición hubo una especie de milagro al conseguir que toda la cohorte de oligarcas, falangistas, franquistas y nacional católicos cediesen su innegable poder en pro de una transición que garantizaba una paz conveniente, hoy vuelven a la carga. No les gusta verse acorralados y lejos del poder y el control.
Cuidado con ésta gentuza...
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2015.09.26 09:44 Subversivo-Maldito La ciudadanía debería movilizarse para intentar conseguir la “última libertad”, es decir, la libertad de que cada uno pueda tomar su destino en sus manos y decidir cuando y cómo “irse” de ésta vida. [Los casos Jean Mercier, Vincent Lambert y Doctor Bonnemaison]

A) En Francia existe una Ley en vigor “relativa a los derechos del paciente y al final de la vida”, más conocida como ley Leonetti y data de 2005. Es una ley ambigua, más preocupada en prohibir toda conducta eutanásica que en responder al deseo, muchas veces expresado por la ciudadanía, de una auténtica ayuda a morir...En sus diez años de aplicación esta ley ha provocado una cascada de casos dramáticos y muy mediáticos que ponen de relieve su inoperancia y hasta podríamos decir su “toxicidad”.
B) Vivimos en un mundo donde la medicina ha progresado tanto que es capaz de mantener en vida durante largo tiempo a los pacientes, sin preocuparse mucho por la calidad o el sentido de la vida que se prolonga.
C) En la actualidad muchos piensan que ha llegado el momento de reformar la ley anteriormente citada. Después de muchas promesas políticas, se llevó a cabo, en el 2013, una “consulta ciudadana” en donde la ciudadanía se pronunció claramente a favor de la apertura de un “derecho al suicidio asistido y a una excepción de eutanasia”....Sin embargo, llegamos al 2015 y en la Asamblea Nacional se aprueba la ley Claeys-Leonetti que sólo añade a la anterior la obligatoriedad de tomar en cuenta las directrices anticipadas (pero dejando la última decisión al médico) y permite una sedación terminal profunda y continua una vez suspendidos todos los tratamientos....En definitiva, estamos ante una modificación mínima de la ley en vigor, y que traiciona las promesas políticas y las esperanzas de gran parte de la ciudadanía.
D) De todos modos, la Ley va a volver se debatida por los diputados el 5 y 6 de octubre....Según parece todo tiene que ver con los últimos casos dramáticos relativos al final de la vida y que ocuparon no sólamente los titulares de la Prensa, sino también los juzgados...Uno de estos casos fué el de Jean Mercier....Otro el de Vincent Lambert....Por último tenemos también el caso del Doctor Bonnemaison...
E) El 22 de septiembre, Jean Mercier, un hombre de 87 años enfermo de Parkinson y de cáncer, se vió obligado a comparecer delante de un tribunal. Hace tres años, ayudó a morir a su esposa de 83 años y muy enferma. Ella le pidió ayuda para acabar con una vida que ya no era vida. Él finalmente se la proporcionó y llamó al médico sólo después del fallecimiento. Le iban a acusar de “homicidio voluntario” y de “no asistencia a persona en situación de peligro”. Finalmente sólo será acusado del segundo de estos delitos, lo que puede acarrearle una condena a 5 años de cárcel. Jean Mercier está defendido por un abogado de la ADMD.
F) El 29 de septiembre se desarrollará otro episodio del caso Vincent Lambert, paciente en coma vegetativo desde 2008. No había redactado directrices anticipadas. Al no poder saber con certeza su opinión sobre el tema, la familia se ha dividido dando lugar a numerosos episodios judiciales muy duros....Y es que un gran fallo de las Leyes es el no haber establecido ninguna jerarquía entre los posibles representantes del paciente cuando no está capacitado para expresarse. Además, los ambientes integristas católicos han cogido este caso como bandera... Los padres, católicos integristas y contrarios a “dejar morir” a su hijo, han denunciado a los médicos por “tentativa de asesinato contra una persona desvalida” y piden a la justicia autorizar el internamiento del paciente en una unidad de cuidados para grandes minusvalías. Dada la situación, el sobrino de Vincent Lambert, a favor de “dejarle ir”, exige judicialmente y con procedimiento de urgencia la aplicación de las sentencias. El tribunal examinará su petición el 29 de septiembre.
G) Entre el 12 y el 23 de octubre se celebrará el segundo juicio contra el doctor Bonnemaison, acusado en 2014 de asesinato de 7 ancianos en estado terminal en el servicio de Urgencias del hospital de Bayona. Bonnemaison fue absuelto por el jurado, pero el fiscal, que declaró sin embargo que Bonnemaison “no es un asesino”, recurrió la sentencia de absolución. Será juzgado una segunda vez. Puede ser condenado a 5 años de cárcel.
H) Frente a la sordera y a la increíble cobardía de muchos representantes políticos, pero también frente a la gran capacidad de presión de las fuerzas más reaccionarias, la ciudadanía ha de movilizarse también para intentar conseguir la “última libertad”, la libertad de que cada uno pueda tomar su destino en sus manos y decidir cuando y cómo “irse”. No es una utopía...Es un derecho que que ya disfrutan los ciudadanos de varios países vecinos: Suiza, Bélgica, Luxemburgo y Holanda. Sin duda...aquí también se conseguirá...Muchos, sin embargo, posiblemente no lo veamos...pero lucharemos para que al menos, nuestros hijos y nietos, tengan, como otros muchos, ese derecho.... [Fuente: http://blogs.publico.es/estacion-termino/2015/09/25/francia-una-dura-batalla-por-la-ultima-libertad/]
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2014.11.27 14:50 rdymac Evento Bitcoin Sur de España - Hotel Bécquer - Sevilla - @cafebitcoin @_bitcoin_spain

Evento Bitcoin Sur de España - Hotel Bécquer - Sevilla
#EventoBitcoinSurES
En este encuentro conoceremos a otros usuarios de Bitcoin de Andalucía, estarán los miembros de Café Bitcoin y el fundador de BitcoinSpain, dueña del cajero Robocoin de Madrid. Además recibiremos consejos para la adopción de Bitcoin por parte de negocios y usuarios de la mano de una experta en comunicación y marketing online, Gaby Castellanos.
Organiza: Café Bitcoin, BitcoinSpain y Hotel Bécquer
Fecha: 4 de Diciembre 2014
Hora: 20:00
Lugar: Hotel Bécquer, en la Calle Reyes Católicos, 4, 41001 Sevilla mapa
Entrada: Gratuita. Reserva tu entrada (aforo limitado).
Evento en Facebook: https://www.facebook.com/events/816660118357457/
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